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NWO, GNT e outras siglas

Iniciado por priscila em 23/12/2009 · 5 mensagens

priscila#1
Amigos, ontem à noite, enquanto me ocupava de embrulhar uns brinquedinhos para os netos, assisti no canal GNT a um programa no qual Dawkins, o virulento e fóbico ateísta, atacava ferozmente a religião. O homenzinho realllllmente é furiosinho! Aguentei firme o programa inteiro, mordida o tempo inteiro pela vontade de encarar aquele pústula um dia. A desfaçatez com que ele solapa a moral, contrapondo a ela aquele imbroglio metido a "científico" dos novordistas, irrita mais do que um enxame de moscas varejeiras, e é mais nojento do que uma barata cascuda.

O biltre deve ter feito a minha pressão subir, com tanta imbecilidade, tanta distorção, e aquela cara cínica de "sabedor" metido a "liberal" capaz de dar nó nas tripas em estátua!

Mas assisti até o fim, para conhecer BEM o discurso do torpe, e para alimentar a minha raiva assumida contra o pústula novordista manipulador e sórdido.

Acabado o programa, me vem outro: no qual se "debatia" uma lei nova, ou projeto de lei, não sei bem - que permite aos filhos processar os pais e exigir uma compensação financeira no caso de se considerarem privados de assistência afetiva adequada, seja lá o que for isso. SURREAL!

Uma psicóloga com o vago aspecto de um molusco gigante falou da "vantagem" que os homens levam, já que eles têm a "desculpa" de "estarem trabalhando", e assim não ficam com seus filhos; acho que ela acha a referida "desculpa" um farrapo! 😮! As mulheres, dizia a amável lesma, hoje em dia "se modernizaram", e "querem ir ao forró e à escola de samba"! A essas alturas, eu já tinha parado de embrulhar a (aliás inembrulhável) lanterna-em-formato-de-vaquinha-que-acende-quando-se-abaixa-o-rabo que comprei para alegrar o meu netinho João nas suas incursões ao anoitecer pelo jardim, coisa que ele adora fazer, e estava olhando FASCINADA para a televisão, hipnotizada pela implacável paquiderme.
clvi#2
GNT = Decadence Avec Elegance
priscila#3
Aliás, coitada, eu na verdade não consegui ter certeza de se considerava o conjunto desses fatos lamentável ou uma maravilha; talvez estivesse apenas tecendo considerações sobre a monumental quantidade de processos com os quais "o judiciário" terá que lidar, com a sua competência habitual, a sua costumeira presteza, e a sua proverbial probidade.

Um homenzinho meio nervoso falava da necessidade do Estado estabelecer limites - e eu comecei a ter aquela sensação, que já virou rotina, de estar dentro de um pesadelo, vivendo uma alucinação: Luifináfio, o bugre, a determinar os limites para a "atenção afetiva" que os pais dedicam a seus filhos.

De um lado, a pachorrenta e psicologante senhora a enumerar as encrencas: a "desculpa do trabalho", o injusto "papel de provedor", os forrós, as escolas de samba, etc - do outro, o homenzinho meio gaguejante a insistir na "necessidade de intervenção estatal"; por cima disso tudo, como numa chuva de desenho animado, as pilhas de processos caindo nos tribunais, para exigir as tais compensações financeiras; e last but not least a retardadinha simpatiquinha que comanda o programa a tentar desesperadamente agradar a todos e concordar com qualquer coisa, fosse o que fosse!

Em suma, uma candente demonstração do estado de imoralidade, burrice, manipulação e estupidez em que vivemos.

Alguém mais assistiu? Alguém sabe mais alguma coisa sobre essa tal lei?
priscila#4
Bom, eu até que assisto a muito pouca bizarrice, e vivo um bocado "por fora" delas - mas ontem eu fiz questão, e levei um susto! É assim mesmo, sempre, suponho, não?!
gabrielnunes#5
Não tenho assistido televisão há algum tempo, caso eu assista, me bate logo aquele sentimento asco-aversivo. Eu sei que os dois piores programas da TV brasileira são: Jornal Nacional e Fantástico.

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