"...Quando o jovem chamou Jesus de "Bom Mestre", Nosso Senhor contestou rapidamente dizendo; "Só Deus é bom".
Só Deus é bom, como só Deus é perfeito. Ora, Nosso Senhor nos mandou que fôssemos perfeitos como o pai do Céu é perfeito.
Claro que não podemos ser tão perfeitos, nem tão bons, como Deus o é.
Para entender isso, é preciso que distingamos dois modos de perfeição:
1) Perfeição Absoluta, que só cabe a Deus;
2) Perfeição Relativa, que cabe às criaturas.
Dizemos que uma criatura é perfeita, quando nada lhe falta do que é preciso para ela ser o que ela é.
Uma criança nasce perfeita, quando não lhe falta nenhum órgao, e quando todos os seus membros são normais.
Assim também, Deus é A Bondade absoluta. Nós criaturas podemos ter bondade, e podemos perdê-la pelo pecado. Na resposta ao jovem, Cristo quis lhe dizer então que há dois modos de ser bom: o Absoluto e o relativo.
Bom é aquilo que tem qualidades em Ato. Só Deus, sendo Ato puro, isto é, tendo todas as qualidades em grau absoluto, pode ser dito Bom. As criaturas tem qualidades em ato, mas em grau relativo, por participação. Por isso, as criaturas podem perder suas qualidades em ato, e, portanto, elas são apenas relativamente boas.
Como esse jovem revelava ter certa retidão, Nosso Senhor quis mostrar-lhe que se ele reconhecia em Cristo A Bondade, deveria considerá-lo Deus e não apenas um mestre apenas humano..."
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