Romênia é o primeiro país que condena comunismo como "ilegítimo e criminoso"
(Acrescenta desculpas de Basescu a vítimas de comunismo e outras declarações) Bucareste, 18 dez (EFE).- O presidente romeno, o liberal Traian Basescu, condenou hoje oficialmente o comunismo como "ilegítimo e criminoso", o que transforma a Romênia no primeiro membro do ex-bloco comunista que dá este passo, a apenas duas semanas de sua entrada na União Européia (UE).
Basescu fundamentou sua condenação em um exaustivo relatório elaborado por uma comissão liderada pelo historiador Vladimir Tismaneanu, que analisou os crimes e os abusos da ditadura comunista entre 1945 e 1989, ano da queda Cortina de Ferro.
"Temos todos os dados para condenar o comunismo como ilegítimo e criminoso", afirmou o presidente perante o Parlamento, em meio às vaias de numerosos deputados ultranacionalistas, que qualificaram o relatório como "anti-romeno".
"Em nome do Estado romeno, peço desculpas às vítimas da ditadura comunista e aos que sofreram e tiveram suas vidas arruinadas entre 1945 e 1989", disse.
Participaram da sessão como convidados o Rei Miguel I, último chefe de Estado da Romênia antes de o comunismo ser implantado, e os ex-presidentes da Polônia Lech Walesa e da Bulgária Jelyo Jelev.
De acordo com o estudo, a Romênia teve entre 500 mil e 2 milhões de vítimas do comunismo, assassinadas nas prisões ou em campos de trabalho forçado, e que vão desde a elite política e cultural do entreguerras aos opositores do regime que se rebelaram ou só pensaram de maneira diferente.
"A Securitate (a Polícia política secreta) foi uma organização criminosa do princípio ao fim", destaca o relatório de 660 páginas.
A comissão analisou as principais instituições e as personalidades políticas que tornaram possível a perpetuação da ditadura comunista, assim como as violações dos direitos humanos.
(Acrescenta desculpas de Basescu a vítimas de comunismo e outras declarações) Bucareste, 18 dez (EFE).- O presidente romeno, o liberal Traian Basescu, condenou hoje oficialmente o comunismo como "ilegítimo e criminoso", o que transforma a Romênia no primeiro membro do ex-bloco comunista que dá este passo, a apenas duas semanas de sua entrada na União Européia (UE).
Basescu fundamentou sua condenação em um exaustivo relatório elaborado por uma comissão liderada pelo historiador Vladimir Tismaneanu, que analisou os crimes e os abusos da ditadura comunista entre 1945 e 1989, ano da queda Cortina de Ferro.
"Temos todos os dados para condenar o comunismo como ilegítimo e criminoso", afirmou o presidente perante o Parlamento, em meio às vaias de numerosos deputados ultranacionalistas, que qualificaram o relatório como "anti-romeno".
"Em nome do Estado romeno, peço desculpas às vítimas da ditadura comunista e aos que sofreram e tiveram suas vidas arruinadas entre 1945 e 1989", disse.
Participaram da sessão como convidados o Rei Miguel I, último chefe de Estado da Romênia antes de o comunismo ser implantado, e os ex-presidentes da Polônia Lech Walesa e da Bulgária Jelyo Jelev.
De acordo com o estudo, a Romênia teve entre 500 mil e 2 milhões de vítimas do comunismo, assassinadas nas prisões ou em campos de trabalho forçado, e que vão desde a elite política e cultural do entreguerras aos opositores do regime que se rebelaram ou só pensaram de maneira diferente.
"A Securitate (a Polícia política secreta) foi uma organização criminosa do princípio ao fim", destaca o relatório de 660 páginas.
A comissão analisou as principais instituições e as personalidades políticas que tornaram possível a perpetuação da ditadura comunista, assim como as violações dos direitos humanos.