achei isso:
...A idéia de trocar presentes por dinheiro, proposta por ele, parece boa à primeira vista. Dar dinheiro é dar a outra pessoa mais controle sobre a própria vida, mas também é fechar-se à oportunidade de ser afetado pelos outros e ao inesperado. Há nisso uma apologia oculta da auto-suficiência. Tenho um sério problema com isso porque alguns presentes que não pedi me afetaram muito: desde roupas que eu não teria tido a idéia de comprar até músicas e livros que mudaram a minha vida. Por exemplo, este blog só existe hoje por causa de um desses presentes. Em 1996 ou 1997, Leopoldo Serran me deu O jardim das aflições, de Olavo de Carvalho, e eu só comecei a ler o livro porque achei que o Leopoldo encheria a minha paciência se eu não lesse. Já conhecia Bruno Tolentino então, mas foi só através de Olavo de Carvalho que o conheci pessoalmente e que conheci diversos outros autores, como o übercitado do momento, René Girard. Diariamente agradeço ao falecido Leopoldo Serran por ter-me dado um livro que não quis e que comecei a ler a contragosto, para cumprir uma obrigação de gentileza....
...A idéia de trocar presentes por dinheiro, proposta por ele, parece boa à primeira vista. Dar dinheiro é dar a outra pessoa mais controle sobre a própria vida, mas também é fechar-se à oportunidade de ser afetado pelos outros e ao inesperado. Há nisso uma apologia oculta da auto-suficiência. Tenho um sério problema com isso porque alguns presentes que não pedi me afetaram muito: desde roupas que eu não teria tido a idéia de comprar até músicas e livros que mudaram a minha vida. Por exemplo, este blog só existe hoje por causa de um desses presentes. Em 1996 ou 1997, Leopoldo Serran me deu O jardim das aflições, de Olavo de Carvalho, e eu só comecei a ler o livro porque achei que o Leopoldo encheria a minha paciência se eu não lesse. Já conhecia Bruno Tolentino então, mas foi só através de Olavo de Carvalho que o conheci pessoalmente e que conheci diversos outros autores, como o übercitado do momento, René Girard. Diariamente agradeço ao falecido Leopoldo Serran por ter-me dado um livro que não quis e que comecei a ler a contragosto, para cumprir uma obrigação de gentileza....