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"Mula, o filho do barril" decepciona na estréia

Iniciado por renan_5 em 08/01/2010 · 10 mensagens

renan_5#1
SÃO PAULO – A largada frustrou a expectativa. O Brasil está na moda, Lula é aclamado como uma das pessoas mais poderosas do mundo pela imprensa internacional e o cinema brasileiro teve um ano de gala nas bilheterias. Mesmo assim, apesar de todo estardalhaço e com tudo conspirando a favor, “Lula, o filho do Brasil” estreou abaixo do esperado.

Em seu primeiro final de semana, o filme de Fabio Barreto (que continua internado em estado grave) foi exibido em 354 salas do País – ao contrário das 500 especuladas inicialmente – e, em três dias de exibição, levou 193 mil pessoas aos cinemas. O paralelo com "Se Eu Fosse Você 2" é inevitável. Lançada no mesmo período do ano passado, a comédia de Daniel Filho se tornou a maior abertura da Retomada – 570 mil espectadores – e, nas semanas seguintes, chegou a um público recorde de 6 milhões. Outros sucessos do cinema nacional também tiveram melhor sorte no primeiro final de semana: "Carandiru" fez 470 mil e "Dois Filhos de Francisco", 315 mil.

A história real de como Lula saiu do sertão pernambucano e se tornou um influente líder sindical, temperada por dois casamentos e uma tocante relação com dona Lindu, sua mãe, custou R$ 16 milhões, recorde para a indústria nacional, dos quais R$ 4 milhões exclusivos para marketing. Nem a concorrência com os camelôs é uma ameaça. A reportagem do iG não encontrou o filme para venda nas principais avenidas de São Paulo e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria do Ministério da Justiça está alerta para cópias nos cinemas. O que aconteceu, então, para uma das maiores promessas do ano decepcionar na estreia?
renan_5#2
Na opinião de Pedro Butcher, editor da Filme B, empresa especializada em números do mercado cinematográfico, a estratégia de lançamento do filme foi arriscada demais. "Lula" teve sua pré-estreia muito antes, na abertura do Festival de Brasília, em novembro, e ganhou sessões especiais nas semanas seguintes. A enxurrada de críticas negativas e reportagens que surgiram a partir daí, boa parte questionando um possível interesse eleitoreiro do longa-metragem, chamaram muita atenção antes da estreia. "Claro que essas exibições iam gerar reações das mais variadas", aponta Butcher, "não sei se foi uma ideia muito boa".

A recepção negativa surpreendeu até a Downtown Filmes, distribuidora da cinebiografia. A expectativa inicial, de um potencial enorme, se tornou o temor de um fracasso retumbante. "Diante do massacre a que o filme foi submetido pelos meios de comunicação em torno de questões políticas, temíamos pelo pior", reconhece Bruno Wainer, diretor da empresa. "Nunca vi isso, acho extremamente injusto com o projeto."

Segundo ele, a projeção é de que "Lula, o filho do Brasil" tenha acumulado 400 mil ingressos até ontem – mais que o dobro da bilheteria do final de semana. "Em relação à expectativa às vésperas do lançamento, já respirei aliviado. Depois de um mês e meio de gente acusando o filme de tudo que é jeito, isso é um milagre, uma prova de resistência. Não foi um número tão ruim para jogar a toalha, nem tão sólido para abrir champagne", argumenta.
renan_5#3
Para o crítico Ricardo Calil, colunista do iG, é fato que a cinebiografia não foi o "estouro" que previa Luiz Carlos Barreto, cujo otimismo sugeria até a quebra do recorde de 12 milhões de espectadores de "Dona Flor e Seus Dois Maridos", dirigido por seu outro filho, Bruno. "Dá para cravar com relativa certeza que isso não vai acontecer. O primeiro final de semana indica que nem com um milagre o filme vai chegar nesse resultado."

Como se não bastasse, neste início de 2010 a concorrência no circuito exibidor está sendo maior do que o normal. Pedro Butcher explica que janeiro em geral é um período bom para o cinema brasileiro, livre de grandes lançamentos – concentrados em junho e julho, verão no hemisfério norte –, uma entressafra entre blockbusters e os concorrentes ao Oscar. A zebra ficou por conta de "Avatar", que estreou atipicamente em dezembro e caminha a passos largos para se tornar o segundo filme mais visto de todos os tempos. "É uma produção lançada fora de época que está funcionando muito bem, fica difícil ceder", diz Butcher.

fonte: Ig (exceto o título do tópico, é claro)
livia#4
kkkkkkkkkkkkkkk...

"Mula, o filho do barril"! ge-ni-al!!
orkut_7#5
"Lula, filho do Brasil" é um fracasso. Isso que, quem é sindicalizado tem 50% de desconto no ingresso. A expectativa de público era de 10 000 000 de pessoas, porém em duas semanas ainda não alcançou 500 000 pagantes. Vamos ver o que dizem os analista políticos internacionais que afirmaram que o filme poderia influir na eleições presidenciais desse ano. Micaço.

Nota: até os haters acharam o filme um droga.
riscardo#6
Com a direção de Victor di Mello, teria sido um negócio melhor.
orkut_7#7
Saudades do "Coração de Luto". Isso sim que é fenômeno de público. Os "intelectuais" esquerdistas nunca vão entender o povão que tanto defendem.
orkut_7#8
33 1/3 RPM, o bolachão. Lembro disso também
orkut_7#9
priscila#10
😄 - REALMENTE, eis um fracasso que LAVOU A ALMA! Eu, a pessimista intensa e radical, assumo a minha MONUMENTAL alegria, a MONUMENTAL DERROTA das minhas previsões de que esta porcaria abjeta, paga com dinheiro dos cumpanhêros que pleiteiam e obtêm verbas do BNDES, financiaram - para que ficasse disfarçado o FINANCIAMENTO ESTATAL - teria sucesso, e serviria como propaganda da abjeção!!!!!

DEUS SEJA LOUVADO! Os brasileiros REJEITARAM a propaganda forista! NINGUÉM está indo assistir à palhaçada!

Ô, meu país! Surpreendente, silencioso, DISCRETO Brasil! 🙂!
Deus nos abençoe a todos, e nos ajude!

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