AL BÁCARA(A VACA)
Revelada em Madina, 286 versículos.
2ª SURATA
191 Matai-os onde quer se os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram, porque a perseguição é mais grave do que o homicídio. Não os combatais nas cercanias da Mesquita Sagrada, a menos que vos ataquem. Mas, se ali vos combaterem, matai-os. Tal será o castigo dos incrédulos.
192 Porém, se desistirem, sabei que Deus é Indulgente, Misericordiosíssimo.
193 combatei-os até terminar a perseguição e prevalecer a religião de Deus. Porém, se desistirem, não haverá mais hostilidades, senão contra os iníquos.
194 Se vos atacarem um mês sagrado, combatei-os no mesmo mês, e todas as profanações serão castigadas com a pena de talião. A quem vos agredir, rechaçai-o, da mesma forma; porém, temei a Deus e sabei que Ele está com os que O temem.
AN NISSÁ(AS MULHERES)
Revelada em Madina; 176 versículos.
4ª SURATA
89 Anseiam (os hipócritas) que renegueis, como renegaram eles, para que sejais todos iguais. Não tomeis a nenhum deles por confidente, até que tenham migrado pela causa de Deus. Porém, se se rebelarem, capturai-os então, matai-os, onde quer que os acheis, e não tomeis a nenhum deles por confidente nem por socorredor.
91 Encontrareis outros que intentarão ganhar a vossa confiança, bem como a de seu povo. Toda a vez que forem chamados à intriga, nela sucumbirão. Se não ficarem neutros, em relação a vós, nem vos propuserem a paz, nem tampouco contiverem as suas mãos, capturai-os e matai-os, onde quer que os acheis, porque sobre isto vos concedemos autoridade absoluta.
157 E por dizerem: Matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, o Mensageiro de Deus, embora não sendo, na realidade, certo que o mataram, nem o crucificaram, senão que isso lhes foi simulado. E aqueles que discordam, quanto a isso, estão na dúvida, porque não possuem conhecimento algum, abstraindo-se tão-somente em conjecturas; porém, o fato é que não o mataram.
AT TAUBAH (O ARREPENDIMENTO)
Revelada em Madina; 129 versículos, com exceção dos versículos: 128 e 129, que foram revelados em Makka.
9ª SURATA
5 Mas quanto os meses sagrados houverem transcorrido, matai os idólatras, onde quer que os acheis; capturai-os, acossai-os e espreitai-os; porém, caso se arrependam, observem a oração e paguem o zakat, abri-lhes o caminho. Sabei que Deus é Indulgente, Misericordiosíssimo.
111 Deus cobrará dos fiéis o sacrifício de seus bens e pessoas, em troca do Paraíso. Combaterão pela causa de Deus, matarão e serão mortos. É uma promessa infalível, que está registrada na Tora, no Evangelho e no Alcorão. E quem é mais fiel à sua promessa do que Deus? Regozijai-vos, pois, a troca que haveis feito com Ele. Tal é o magnífico benefício.
AL ISRÁ(A VIAGEM NOTURNA)
Revelada em Makka; 111 versículos, com exceção dos versículos 26, 32, 57 e 73 a 80, que foram revelados em Madina.
17ª SURATA
33 Não mateis o ser que Deus vedou matar, senão legitimamente; mas, quanto a quem é morto injustamente, facultamos ao seu parente a represália; porém, que não se exceda na vingança, pois ele está auxiliado (pela lei).
Esses versículos foram revelados em um contexto de guerra. Como esta passagem na Bíblia:
"E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Vinga os filhos de Israel dos midianitas; depois recolhido serás ao teu povo. Falou, pois, Moisés ao povo, dizendo: Armem-se alguns de vós para a guerra, e saiam contra os midianitas, para fazerem a vingança do SENHOR contra eles.
(...) E pelejaram contra os midianitas, como o SENHOR ordenara a Moisés; e mataram a todos os homens. (...) Porém, os filhos de Israel levaram presas as mulheres dos midianitas e as suas crianças; também levaram todos os seus animais e todo o seu gado, e todos os seus bens. E queimaram a fogo todas as suas cidades com todas as suas habitações e todos os seus acampamentos. E tomaram todo o despojo e toda a presa de homens e de animais.
(...) E indignou-se Moisés grandemente contra os oficiais do exército, capitães dos milhares e capitães das centenas, que vinham do serviço da guerra. E Moisés disse-lhes: Deixastes viver todas as mulheres? Eis que estas foram as que, por conselho de Balaão, deram ocasião aos filhos de Israel de transgredir contra o SENHOR no caso de Peor; por isso houve aquela praga entre a congregação do SENHOR. Agora, pois, matai todo o homem entre as crianças, e matai toda a mulher que conheceu algum homem, deitando-se com ele. Porém, todas as meninas que não conheceram algum homem, deitando-se com ele, deixai-as viver para vós" (Números 31).
Há muitos outros exemplos.
No caso do Alcorão, assim como há versículos ordenando a guerra (onde naturalmente a ordem é atacar!), há outros mais numerosos ordenando a paz. Tudo depende do contexto. Nem os defensores de ações terroristas leem o Alcorão de forma tão simplista, eles sabem que precisam de alegações um pouco melhores do que simplesmente mostrar um versículo fora do contexto.
Sim, é bem verdade que há violência no Antigo Testamento, como há violência no Corão.
A diferença monumental é que Jesus veio para estabelecer uma Nova Aliança com a humanidade, expressando a verdade de que esses antigos tempos haviam passado, e Deus queria estabelecer a fraternidade entre Seus filhos.
Existem sites muito melhores para "ler e ouvir" o Sagrado Kur'an. Agora, entendê-lo, interpretá-lo e absorvê-lo é uma outra história. Legal quando católicos olham apenas o próprio umbigo e tentam, pela bilionésima vez, atacar outra religião. Mas isso nada mais é do que o reflexo do medo que as carolas e os coroinhas estão sentindo com relação ao processo de Islamização da Europa. Acham que os muçulmanos sairão pelas ruas, ostentando suas cimitarras e decepando pés, cabeças e mãos ou, apedrejando as impuras!!! Que tal se começarmos a discutir a Torá e o Talmud e a Bíblia??? Acho que abrirei um tópico sobre estes temas!!!
EO Corão,na verdade, ainda tem como acompanhamento a Hadith, a Tradição Islâmica: e a tradição inclui os atos praticados pelo Profeta - e o Profeta, ao contrário de Jesus, foi TUDO, menos pacífico!
Não poucas vezes massacrou populações e guerreou ferozmente; e, como nunca houve uma retificação disso (e nem pode haver, já que para o Islam o Profeta é o Selo da Profecia), eu sinceramente não vejo COMO se possa reduzir a violência que sempre, por toda a história, assolou o Islam. Aqui um pouco mais, ali um pouco menos; mas SEMPRE, por toda a sua história, o Islam guerreou - externa E internamente!
A comunidade é predominantemente CRISTÃ, amigo: e, como você certamente SABE, o Cristo expressa a Nova Aliança, firmada entre Deus e os homens: não "cancelando" a antiga Aliança abrâmica, mas definitivamente colocando-a num novo patamar e num novo contexto.
O Cordeiro veio para nos salvar a TODOS, amigo: e para estabelecer o Verdadeiro Caminho.
Se você quiser fazer comparações e debates, o que usaremos será, portanto, o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo!
Eu não sei quem são as "carolas" e os "coroinhas" a quem você se refere: EU, certamente, e quero crer que MUITOS, não temos medo ALGUM!
Quanto às práticas que você menciona, até onde eu sei elas SÃO usadas nos Estados Islâmicos, usadas reiteradamente - e ao que parece com a aprovação das autoridades islâmicas, não ao CONTRÁRIO do que elas determinam.
É salutar ver que o Islamismo, ainda que de uma maneira superficial, é a religião mais debatida e criticada aqui, nesta comunidade, exclusivamente cristã!!! Cada uma reza pela cartilha que lhe for mais conveniente!!! Curiosamente, existem várias comunidades islâmicas no orkut, no entanto, não vejo ataques nem ofensas às outras religiões (exceto uma) como vejo aqui. Qual será a razão? Só pode mesmo ser a incapacidade da coexistência.
A diferença monumental é que Jesus veio para estabelecer uma Nova Aliança com a humanidade, expressando a verdade de que esses antigos tempos haviam passado, e Deus queria estabelecer a fraternidade entre Seus filhos.
E o Corão CONTINUA dentro do mesmo modelo.
Tanto o islã quanto o cristianismo pregam a fraternidade entre os homens, e aceitam a violência. Ou por acaso o cristianismo é pacifista e nega o direito de guerra?
o Profeta, ao contrário de Jesus, foi TUDO, menos pacífico! Não poucas vezes massacrou populações e guerreou ferozmente
Muhammad era um chefe de estado, Jesus não.
Os ensinamentos de Jesus não fizeram a história das conquistas militares dos estados cristãos diferente das islâmicas, nem tiraram-lhes a legitimidade.
O cristianismo adotou praticamente os mesmos princípios básicos do islam ao se tornar religião de estado, embora talvez em uma forma imperfeita, mas que em todo caso é algo em boa medida óbvio, uma vez que estados possuem necessidades similares. E tudo isso foi feito com o aval das escrituras cristãs. Houve um antigo tópico em que foi discutido esse suposto "pacifismo" do Cristo, e foi mostrado que isso não é verdade. Aliás, basta consultar os artigos da Monfort para ter uma noção muito clara disso.
Nesse tópico, e Caio Rossi tb comentou isso certa vez, se lembrou o fato irrefutável de que por definição qualquer violência cometida por um Profeta é uma compulsão por ordem divina, e por isso este é inocente e isento de qualquer responsabilidade moral a respeito disso. Entretanto, como cristo é o próprio Deus no cristianismo, é ele mesmo que ordena toda a violência do antigo testamento, e não há perdão possível nesse caso, já que tb por definição Ele é completamente livre e não pode ser compelido por nenhum poder.
O Cristo dos evangelhos é em primeiro lugar um derrotado, não um pacifista. É daí que se tirar o sentido de seu sacrifício. O sacrifício de um pacifista não teria nenhum sentido para o significado arquetípico básico do cristianismo, o deus crucificado, o absoluto humilhando-se até experimentar a completa aniquilação dos mortais e ressurgir triunfante. Daí a crítica Evola e sua presunção sobre a necessidade do paganismo romano corrigir o sombrio e escuro
O islam, que nega a crucificação, na verdade adota com muito mais propriedade o título de Profeta da Paz dado a Jesus, as, mas para isso precisa abstrair de passagens como a violência ao vendedores do templo, e a ordem dada aos discípulos para comprar espadas.
Mas Cristo não é derrotado de jeito nenhum. A humilhação foi ter deixado fazerem aquilo com ele, não que ele tenha tentado escapar e sido derrotado.
Sim, por definição, não há como o Absoluto ser derrotado ontologicamente. Ele só pode ser "derrotado" enquanto símbolo ou arquétipo, para quem preferir. Mas isso não torna sua derrota irreal, dizer isso, do ponto de vista cristão, seria cair em uma espécie de docetismo.
Seu comentário foi pertinente, mas eu concordo com o Ricardo. "Derrotado" é quem tenta fazer alguma coisa e não consegue. Não é isso que é relatado no Evangelho, ele se deu de livre e espontânea vontade, com presciência do que ia acontecer.
Mas o cristianismo nunca fala em "derrota". São Paulo disse: que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome... (Filipenses 2). E o Cristo: Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai (João 10).
Evidentemente não é a "derrota" que dá sentido ao cristo "cristão", mas sim seu triunfo após a mesma, com a ressurreição, e é natural que não seja ela o que é enfatizado. Faz muito tempo que li o evangelho, busquei rapidamente agora por causa dos comentários de vocês, mas tenho que dizer que não consigo pensar na história como um todo e não ver aí um derrotado, acrescentando, claro, as observações anteriores. Claro, se poderia dizer, um fracassado, ou qualquer outro adjetivo que indicasse um objetivo frustrado. E isso me parece coerente com o que me recordo de ter lido sobre a visão cristã da vida e paixão. Mas entendo que as sutis relações entre as naturezas divina e humana do Cristo podem transformar essa questão em um jogo semântico inconclusivo.
Mas obviamente não tem sentido para mim discutir isso, e não vou tentar ensinar cristianismo a cristãos. Deixo então em aberto essa questão, e se quiserem, a título de exemplificação, posso apenas justificar porque me parece ser dessa forma. Não faço isso de antemão e deliberadamente para não transformar isso em um debate.
"eu sinceramente não vejo COMO se possa reduzir a violência que sempre, por toda a história, assolou o Islam. Aqui um pouco mais, ali um pouco menos; mas SEMPRE, por toda a sua história, o Islam guerreou - externa E internamente!" Priscila.
Isso aí me parece inquestionável, historicamente inquestionável. A violência islâmica é algo que aparece desde o primeiro minuto, desde o primeiro instante. Não há nada comparável no cristianismo: se a Igreja recorreu à violência, isso seu deu muito tempo depois de sua fundação, 1000 anos depois; o que, por si só, mostra que o recurso à violência não é essencial ao cristianismo, mas algo acidental e provisório; ao contrário do islam, onde o recurso à violência física é da sua própria essência, da sua própria natureza.
"...Mas isso nada mais é do que o reflexo do medo que as carolas e os coroinhas estão sentindo com relação ao processo de Islamização da Europa. Acham que os muçulmanos sairão pelas ruas, ostentando suas cimitarras e decepando pés, cabeças e mãos ou, apedrejando as impuras!!! (...) "
Eu temo a violência do islamitas.
Você mesmo Omar, não faz muito tempo, já tomou um puxão de orelhas da Priscila e foi ameaçado de expulsão desta comunidade por fazer apologia à violência.
E veja que naquele tópico, nenhum de nós sugeriu a degola de islamitas. Vc , ao contrário, somente porque tem a liberdade de participar de uma comunidade cristã e democrática, já se sentiu a vontade para por prá fora os seus instintos mais baixos, apoiando a violência contra uma menina convertida ao cristianismo e sugerindo até mesmo a degola daquela infeliz criatura. Lembra-se?
Se isso acontece em um forum de discussões, imagine quando lhes for dada cidadania europeia.
Na Turquia é tanta tolerância: ''Turquia, Setembro de 2009 [AsiaNews | Agência Ecclesia ] Cerca de 100 túmulos foram vandalizados num cemitério em Istambul, em mais um caso de intolerância anti-cristã. Este foi o mais recente ataque anti-cristão num país onde, nos últimos anos, meia dúzia de cristãos foram assassinados.'' http://www.ecclesia.com.br/news/?p=2552#more-2552
E no Kôsovo, mais de 150 igrejas e mosteiros destruídos, 250000 sérvios forçados a fugir de Kosovo e, apesar de a resolução 1244 da ONU afirmar que todos os refugiados têm direito a regressar, "nem 2% dos sérvios regressou.
Não adianta querer fazer média com o islamismo, tentando dividí-los em grupos pacíficos e radicais.
A verdade é que todos eles, direta ou indiretamente apoiam as ações bárbaras praticadas em nome da religião.
Até parece que Constantino, ou São Constantino, se levamos em conta o cristianismo oriental, não começou a cristianização do império logo de cara com uma guerra civil, e ainda por cima com o aval do próprio Jesus Cristo, se damos crédito ao milagre da Batalha Mílvio! 🙂
Ou que não vemos chamados à nova cruzada.
Abstraio dos comentários que são pouco mais do que bravatas histéricas.
Na Turquia, excetuando a morte do Padre Andrea Santoro por um jovem muçulmano radical a Igreja tem uma liberdade garantida pela laicidade do governo turco, onde mais ou menos metade dos muçulmanos não são praticantes.
Os sinais sao claros: o primeiro ministro e o presidente da Turquia tem trabalhado nos ultimos anos para que a tolerancia diminua cada vez mais.
e nao deixarao nunca
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Aposta dez reais?
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O premio que o primeiro ministro da Turquia recebeu da Arabia Saudita (Fundacao Rei Faisal) recentemente e a participacao turca na Alianca de Civilizacoes diz para aonde o barco estah indo...