Passemos então agora à crítica feita pelo Papa ao mundo moderno.
Bento XVI, ao estudar a Paixão de Jesus, detém-se no dilema dos judeus obrigados por Pilatos a escolherem entre Nosso Senhor, Filho do Pai Eterno, e Barrabás. Ora, analisando essa passagem dos evangelhos, o Papa chega a conclusões interessantíssimas:
“Mas quem era Barrabás? Temos conhecimento apenas do que se apresenta no Evangelho de S. João: ‘Barrabás era um salteador’ (Jo18, 40). Só que o termo grego salteador havia recebido um significado específico na situação política de então na Palestina. Ele significava o mesmo que ‘lutador da resistência’. Barrabás havia participado de uma rebelião (cf. Mc 15,7) e além disso era acusado – neste contexto – de homicídio (Lc 23, 19,25). Quando S. Marcos diz que Barrabás tinha sido um ‘preso célebre’, isso significa que tinha sido um dos destacados lutadores da resistência, talvez até o próprio cabeça dessa rebelião (Mt 27, 16).
Em outras palavras: Barrabás era uma figura messiânica. A escolha entre Jesus e Barrabás não é casual: estão em confronto duas figuras messiânicas, duas formas de messianismo. Isto se torna ainda mais claro quando pensamos que Bar-Abbas quer dizer ‘filho do Pai’. (...) Ele se apresenta como uma espécie de sósia de Jesus; concebiam a mesma pretensão, mas de um modo diferente. A escolha consiste, portanto, entre um Messias que encabeça um combate que promete liberdade e o próprio reino e este misterioso Jesus que anuncia o perder-se como caminho para a vida.”.[10]
Barrabás, um “sósia” de Jesus... Um sósia dialeticamente oposto a Jesus. Como o Anticristo. Barrabás foi, desse modo, uma espécie de pequeno anticristo.
Bento XVI, ao estudar a Paixão de Jesus, detém-se no dilema dos judeus obrigados por Pilatos a escolherem entre Nosso Senhor, Filho do Pai Eterno, e Barrabás. Ora, analisando essa passagem dos evangelhos, o Papa chega a conclusões interessantíssimas:
“Mas quem era Barrabás? Temos conhecimento apenas do que se apresenta no Evangelho de S. João: ‘Barrabás era um salteador’ (Jo18, 40). Só que o termo grego salteador havia recebido um significado específico na situação política de então na Palestina. Ele significava o mesmo que ‘lutador da resistência’. Barrabás havia participado de uma rebelião (cf. Mc 15,7) e além disso era acusado – neste contexto – de homicídio (Lc 23, 19,25). Quando S. Marcos diz que Barrabás tinha sido um ‘preso célebre’, isso significa que tinha sido um dos destacados lutadores da resistência, talvez até o próprio cabeça dessa rebelião (Mt 27, 16).
Em outras palavras: Barrabás era uma figura messiânica. A escolha entre Jesus e Barrabás não é casual: estão em confronto duas figuras messiânicas, duas formas de messianismo. Isto se torna ainda mais claro quando pensamos que Bar-Abbas quer dizer ‘filho do Pai’. (...) Ele se apresenta como uma espécie de sósia de Jesus; concebiam a mesma pretensão, mas de um modo diferente. A escolha consiste, portanto, entre um Messias que encabeça um combate que promete liberdade e o próprio reino e este misterioso Jesus que anuncia o perder-se como caminho para a vida.”.[10]
Barrabás, um “sósia” de Jesus... Um sósia dialeticamente oposto a Jesus. Como o Anticristo. Barrabás foi, desse modo, uma espécie de pequeno anticristo.