É como se diz: "Às vezes contra-se uma pérola na Internet"!! É verdade!! A Internet tem muita, muita riqueza e coisas boas, desde que se esteja disposto a procurar com calma. Como poucas pessoas têm paciência na procura, então muita gente pensa que só há lixo na Net. Como temos a obrigação de, nos vídeos que postamos, estarmos sempre trazendo algo verdadeiramente relevantes aos leitores do blog, somos muito seletivos. Recentemente encontrei os links para estes vídeos produzidos pela BBC e que, até onde sei, não foram exibidos sequer nas tv´s pagas. São viagens pelas histórias, vidas e filosofias de pensadores incompreendidos em seus tempos, mas que propuseram leis e teoremas físicos que viriam a transformar a maneira como vemos o Universo e como pensamos em abstrações possíveis, como o próprio infinito! Desligue, portanto, sua tv (principalmente a "aberta") e veja mais um excelente documentário diretamente do blog "Fatos em Foco"!!
OBS.: Não concordamos necessariamente com todos os pontos de vista do presente documentário ou dos personagens históricos por ele abordados. Acreditamos que a maior contribuição dos presentes vídeos é a explanação das implicações lógico-filosóficas das descobertas destes pensadores e como aquelas têm afetado nossa percepção da física, matemática e da própria vida. Cremos piamente, sim, na veracidade das Escrituras Sagradas como a verdadeira revelação de Deus (superior a quaisquer "epifanias intelectuais" humanas e infinitamente superior àquelas, independentemente de quais e de quem sejam) e nas declarações bíblicas sobre Deus como sendo a melhor maneira de se expor sobre o ilimitado e o infinito! Portanto, recomendo discernimento interpretativo por parte do internauta!
Se houve um big ben, e matéria começou a se expandir para todos os lados, para o espaço que é infinito.
se é infinito, então fatalmente tem uma área totalmente vazia infinita cuja materia da explosão inicial jamais chegará, mesmo que universo dure infinitamente.
Esse vazio infinito jamais pode ser visto pois luz alguma ainda chegou lá e voltou à terra.
Eu estava justamente pensando em escrever alguma coisa sobre os últimos dois ou três séculos, a respeito de um fenomeno que eu acho interessante, em outro âmbito: de COMO o conhecimento humano, depois do apagar das luzes medievais, foi se alterando até uma quebra de paradigma, de uma inexorável bifurcação cognitiva, que acabou fazendo a humanidade se comportar, alternadamente, como um cachorro que corre atrás do próprio rabo ou como um rabo que corre atrás do próprio cachorro. Eu sei que pareço meio maluca, mas já parei de me impostar com isso; e, de fato, a bifurcação é tão evidente que não dá pra fingir que não estou vendo, então azar! 😄
O antiquíssimo I Ching diz, sabiamente, que uma coisa, ao ultrapassar seu limite, se transforma em seu contrário - nada mais verdadeiro! O meu "ensaio" seria sobre o fato de a humanidade "oscilar" entre "movimentos" ou "estágios" opostos! A estágios nos auis se pretende destroçar a "ordem estabelecida", acabando com tradições, dogmas, autoridades, tiranias (reais ou supostas), leis, etc, etc - aí fica todo mundo "livre" - se sucede (aos poucos ou subitamente) uma súbita reordenação que volta com tradições, dogmas, leis, grilhões, etc, etc, etc. - ligeira ou completamente modificados. Parece, para mim, que a humanidade vira PÓ para depois se "re-solidificar" meio enjambrada, como uma estátua sempre espatifada e sempre recolada, a cada vez - e que fica cada vez mais irreconhecível e diferente do que era, quando ÍNTEGRA. E isso é CÍCLICO, esse processo de "estourar o limite e se transformar em seu contrário"!
Não vejo parentesco com "lutas sociais", simplesmente penso que tudo isto advem da BIFURCAÇÃO pós-medieval, como se, perdendo o paradigma INTEGRADOR entre razão e fé (um dos modos de entendê-lo, e que me parece o mais adequado), a humanidade estivesse fadada a caminhar como um bêbado, que ora tenta se sustentar numa perna, ora na outra, sem nunca encontrar o tão desejado EQUILÍBRIO, que vem de usar AMBAS!
O que isto tem A VER com os videos? Well, amigo, TUDO!
O grande Georg Cantor, o primeiro " exibido", foi um homem que usou sobretudo o "segundo elemento", e que na minha opinião não conseguiu realmente PARAR. O infinito é um atributo divino, é claro, não existindo no universo conhecido como EXEMPLO. Sendo nós dotados de uma consciência que nos liga ao Transcendente, podemos, em tese, SENTÍ-LO. Mas não podemos decifrá-Lo, porque o Transcendente é o que nós não somos, embora estejamos UNIDOS a Ele de uma forma absolutamente REAL por esta consciência. O universo real, não sendo ele mesmo "Deus", e sim Sua manifestação, não admite "infinitos" - e por isto FUNCIONA dentro do paradigma quântico! Se entre dois pontos HOUVESSE infinitos pontos, amigo, não poderia existir universo ALGUM, veja só! Obviamente, isto é a MESMA COISA que dizer que a circunferência de um círculo NÃO PODE TER "infinitos pontos" contidos nela! Não é que "infinito não exista", é que você não vai achar NADA infinito em LUGAR NENHUM de todo o vasto universo, já que este é UM ATRIBUTO DO TRANSCENDENTE, Aquele que NADA é, se é que me faço entender!
Para "metaforizar" a idéia que acabo de expor, você pode intuir, ou adivinhar, ou calcular, ou até entender a idéia de uma palavra de INFINITAS SÍLABAS; pode invertê-la, virá-la de cabeça pra baixo, fazer o cacete a quatro com ela: mas NÃO PODE PRONUNCIÁ-LA! 🙂!
ESTA é a idéia que Georg Cantor, na minha opinião, pretendeu: não é uma idéia "falsa", nem "ilógica", nem "absurda" - de modo ALGUM! É perfeitamente LÍMPIDA, até! É que a palavra é impronunciável, só isso. É da NATUREZA DELA SER.
Quanto ao segundo " exibido", Boltzman, o homem da entropia e do caos, é justamente o lado oposto do modelo, a outra perna. É óbvio que este universo é preciso e ordenado: mas não está ao nosso alcance perceber a Grande Ordem, pois ela está CIFRADA sob um signo indecifrável. Neste caso, não é mais a natureza do Divino que impede a realização do conhecimento completo: é a NOSSA NATUREZA. Ou seja, o universo não pode ser (além de não poder ser infinito) "aleatório", já que sendo uma MANIFESTAÇÃO do Divino, ele tem, obrigatoriamente, que "ser o que é", e cumprir seu - digamos - DESTINO de SER esta manifestação. Ou seu desenho, se preferirem. O universo não poderia ter "leis rígidas" convivendo com " aleatoriedades" - uma vez que a entropia é uma LEI, não uma "coisa aleatória" que ORA acontece ORA não acontece, o próprio fato dela EXISTIR destruiria as tais das leis rígidas, se ela fosse "deixada solta". O universo POSSUI seus territórios anentrópicos: chamamos a esses territórios "VIDA".
SE SEMPRE existisse entropia "solta", NUNCA poderia existir "VIDA" - e portanto me parece facílimo perceber que a entropia está "CONTIDA", em determinadas instâncias, justamente para que POSSA existir vida. E contida aliás muito precisamente. Portanto, ela TAMBÉM é prova de um COSMOS, não de um CAOS.
🙂 - Antes que alguém queira me internar num hospício, como fizeram com o pobre Cantor, ou ele fez consigo mesmo, devo dizer que não sou matemática e nem física, mas que essas idéias me parecem fáceis e lógicas e de uma absoluta simplicidade.
E não me trazem angústia alguma, ao contrário - trazem uma sensação de extrema CONFIANÇA e extrema GRATIDÃO.
Ainda faltou uma outra coisinha, que é o motivo da "flecha do tempo" apontar numa específica direção e não na inversa também.
Bem, eu acho que já falei disso, até. Se cada dimensão é a curva da "anterior" numa direção fora dela, neste caso TODAS podem ser "invertidas" - exceto naturalmente a "última", porque a última NÃO SE CURVA (se se curvasse, geraria OUTRA dimensão, e obviamente não seria mais "a última"). A dimensão anônima representada pela curvatura do tempo não se curva ela mesma, impondo assim um "limite dimensional" ao universo, representado pela curvatura do tempo. Ela é a quinta, e última, dimensão do universo real, o que Deus quis criar, esse aqui. A curvatura do tempo é o "EMPUXO", por assim dizer, que expande o universo: criando, à medida que se expande, o EXISTENTE, o "universo real" - que se expande envolto no Incriado ou Criador, e sem se misturar com ele. O finito se expande, portanto, na verdade "limitado" pelo Infinito que o "envolve". Talvez eu devesse dizer que o universo se expande dentro de Deus. Mas não sei. Words are tricky. 🙂!
Eu suponho que talvez provem matematicamente tudo isso, um dia, mas é perfeitamente INDIFERENTE para mim se é "comprovável" ou não. Eu SEI que é assim - e, ao contrário de Cantor, eu acho absurdo querer "pronunciar a palavra infinita". O perigoso talvez venha disto, desta pretensão: não de ter certeza absolutade que a palavra existe. Ele poderia ter parado ANTES.