Já publiquei artigos e postei vídeos (documentários) com perspectivas que se coadunam e que distanciam do ponto de vista que defendo. Creio ser importante tal posicionamento para um debate produtivo, principalmente pelos moldes nos quais vivemos. Os vídeos a seguir compõem a terceira parte de uma série de documentários apresentados pelo famoso cosmólogo Martin Rees, Ph. D., professor pela Universidade de Cambridge. Nesta parte, as discussões levantadas pelo documentário são todas essencialmente metafísicas. O que me chamou a atenção neste foi a forma explícita como se disse - em outra palavras - que a ciência ´deve´ fazer de tudo para descartar a hipótese divina nas especulações sobre as questões máximas da ciência, na atualidade: por que o nosso universo é como é? Há alguma explicações racional plausível que substitua a hipótese do Criador? As chamadas "questões antrópicas" são relevantes para a ciência? Por que atingimos o "ápice" de nossa inteligência? Somos reais ou meras simulações de uma entidade muito superior a nós?
Questões como essas podem parecer "bobagens" para muitos cristãos, mas exemplificam algumas das mais debatidas na atualidade, nos melhores centros acadêmicos do mundo. Para tal, é necessário uma discussão interdisciplinar, e é mais ou menos isso a que se propõe o presente documentário. Como "respostas" a alguns dos problemas levantados, surpreendeu-me o fato de como a ciência pode ser paradoxal: ao mesmo tempo em que ojeriza o "dogmatismo obscurantista da religião", torna-se, ela mesma, dogmática no anseio (quase irracional) de eximir qualquer tipo de aceitação à "hipótese divina"! Fugindo do dogmatismo, tornam-se tão dogmáticos quanto os estereótipos dos quais tentam desvencilhar o pensamento científico.
Questões como essas podem parecer "bobagens" para muitos cristãos, mas exemplificam algumas das mais debatidas na atualidade, nos melhores centros acadêmicos do mundo. Para tal, é necessário uma discussão interdisciplinar, e é mais ou menos isso a que se propõe o presente documentário. Como "respostas" a alguns dos problemas levantados, surpreendeu-me o fato de como a ciência pode ser paradoxal: ao mesmo tempo em que ojeriza o "dogmatismo obscurantista da religião", torna-se, ela mesma, dogmática no anseio (quase irracional) de eximir qualquer tipo de aceitação à "hipótese divina"! Fugindo do dogmatismo, tornam-se tão dogmáticos quanto os estereótipos dos quais tentam desvencilhar o pensamento científico.




