PORTO ALEGRE - O ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, admitiu nesta quarta-feira que houve erros na elaboração do Programa Nacional de Direitos Humanos 3 , e que o governo deve voltar atrás em mais um ponto: a defesa da descriminalização do aborto. A redação do trecho deve mudar, para retirar pontos de vista que correspondem à opinião do movimento feminista, e não do presidente Lula. De acordo com o ministro, os recuos são saudáveis na democracia.
- A maneira como o aborto está colocada deve ser reformulada. Ela responde a um ponto de vista das mulheres. Essa é uma bandeira feminista. E o governo, o próprio presidente da República não a tem. Então, eu tenho que me responsabilizar e dizer que faltou a mim... Eu sou o responsável, não é ele, não é a ministra Dilma (Rousseff), sou eu.
Segundo o ministro o trecho que diz "Apoiar a descriminalização do aborto" seria menos polêmico se terminasse aí, mas o complemento "tendo em vista a autonomia das mulheres para decidir sobre seu próprio corpo" é uma bandeira do movimento feminista.
- É um saudável recuo - definiu o ministro.
A questão do aborto no programa de direitos humanos foi alvo de críticas da Igreja Católica e já havia levado o presidente Lula a pedir para retirar do texto o trecho que fala sobre a descriminalização .
O governo já tinha recuado em relação ao programa e retirou a expressão repressão política , na parte que trata da apuração de casos de violação de direitos no contexto do regime militar, para amenizar a crise entre Vannuchi e o ministro da Defesa, Nelson Jobim . Vannuchi disse ainda que não se sente "derrotado" e que recuos "acontecem diariamente na vida política e nas relações pessoais".
- A maneira como o aborto está colocada deve ser reformulada. Ela responde a um ponto de vista das mulheres. Essa é uma bandeira feminista. E o governo, o próprio presidente da República não a tem. Então, eu tenho que me responsabilizar e dizer que faltou a mim... Eu sou o responsável, não é ele, não é a ministra Dilma (Rousseff), sou eu.
Segundo o ministro o trecho que diz "Apoiar a descriminalização do aborto" seria menos polêmico se terminasse aí, mas o complemento "tendo em vista a autonomia das mulheres para decidir sobre seu próprio corpo" é uma bandeira do movimento feminista.
- É um saudável recuo - definiu o ministro.
A questão do aborto no programa de direitos humanos foi alvo de críticas da Igreja Católica e já havia levado o presidente Lula a pedir para retirar do texto o trecho que fala sobre a descriminalização .
O governo já tinha recuado em relação ao programa e retirou a expressão repressão política , na parte que trata da apuração de casos de violação de direitos no contexto do regime militar, para amenizar a crise entre Vannuchi e o ministro da Defesa, Nelson Jobim . Vannuchi disse ainda que não se sente "derrotado" e que recuos "acontecem diariamente na vida política e nas relações pessoais".