O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou nesta quinta-feira (28/01) dar uma resposta "radical" a quem tentar lhe tirar do poder. "Há grupos que estão chamando militares ativos, incitando-os. Recomendo que não o façam porque, juro, minha resposta será radical", advertiu Chávez, em um discurso transmitido ontem à noite em rede nacional de rádio e televisão. "Hoje, é impossível um golpe de direita na Venezuela", considerou Chávez, garantindo que, "se o obrigarem", está disposto a comandar uma revolução de esquerda. "Mas prefiro que as coisas sigam se desenvolvendo do modo como estão."
Chávez afirmou que seus opositores encorajam os protestos estudantis para desestabilizar seu governo e "convocar a rebelião", com o objetivo de reeditar o golpe de Estado que, em abril de 2002, o tirou do poder por três dias. "Vou reforçar minha advertência. Esqueçam que as Forças Armadas vão apoiar um golpe de Estado na Venezuela", insistiu, garantindo que ele não é o mesmo Chávez de 2002.
Consultado pelo Correio, o professor de Ciências Políticas da Universidade Central da Venezuela (UCV) Trino Márquez acredita que se trata de um "discurso defensivo, de um presidente que se sente acuado, pois as manifestações alcançaram todo o país". "Emergiu uma força muito forte, que é a dos estudantes", diz Trino, por telefone. O analista também recorda que Chávez está preparado para recrudescer as ações contra os manifestantes. "Chávez vem se armando ao longo de seus 11 anos de governo - tanto o Exército quanto as milícias, além de mudar o Alto Comando das Forças Armadas."
Chávez afirmou que seus opositores encorajam os protestos estudantis para desestabilizar seu governo e "convocar a rebelião", com o objetivo de reeditar o golpe de Estado que, em abril de 2002, o tirou do poder por três dias. "Vou reforçar minha advertência. Esqueçam que as Forças Armadas vão apoiar um golpe de Estado na Venezuela", insistiu, garantindo que ele não é o mesmo Chávez de 2002.
Consultado pelo Correio, o professor de Ciências Políticas da Universidade Central da Venezuela (UCV) Trino Márquez acredita que se trata de um "discurso defensivo, de um presidente que se sente acuado, pois as manifestações alcançaram todo o país". "Emergiu uma força muito forte, que é a dos estudantes", diz Trino, por telefone. O analista também recorda que Chávez está preparado para recrudescer as ações contra os manifestantes. "Chávez vem se armando ao longo de seus 11 anos de governo - tanto o Exército quanto as milícias, além de mudar o Alto Comando das Forças Armadas."


