José
Eu mesmo queria situar direito a definição, mas o fato é que a classificação que estou tentando fazer se destina a achar um conceito suficientemente amplo para abranger todas as espécies de símbolo, e suficientemente pobre para não esgotar nenhuma delas. Tudo foi motivado por três leituras: a do texto apresentado pelo Silvio Grimaldo, que dá voltas e não esclarece muita coisa, ficando só na promessa de uma explicação; a de um post do Pedro Sette Câmara (
http://oindividuo.com/2007/08/19/segundo-o-das-quinas/ ) explorando a definição "símbolo é uma matriz de intelecções", uma bela expressão que só assinala a operação do símbolo sem chegar na essência; e a dos herméticos capítulos iniciais do "Tratado de Simbólica", do Mário Ferreira. Por aí já se vê que não se trata simplesmente de visões setoriais -- já bastam as dúzias que proliferam por aí --, mas de um enunciado verdadeiramente global e o mais geral possível do que seja essa coisa chamada símbolo.
S. Tomás, por exemplo, diz o seguinte:
"Todo efeito representa de certa maneira a sua causa, mas de diversos modos. Pois, tal efeito representa somente a causalidade e não a forma da causa; assim, o fumo representa o fogo. E tal representação se chama representação do vestígio; pois, o vestígio indica o passar de algum transeunte, não porém qual este seja. Mas tal outro efeito representa a causa quanto à semelhança da forma dela; assim o fogo gerado representa o fogo gerador e a estátua de Mercúrio, Mercúrio. E esta é a representação da imagem."
É mais ou menos esse tipo de definição que venho procurando.