CARACAS - A trajetória política do ministro de Informática e das Comunicações de Cuba, Ramiro Valdez, convidado pelo governo de Hugo Chávez para combater a crise energética venezuelana, não revela experiência alguma no setor elétrico, informa o jornal "El Nacional". Por isso, o convite aumenta as suspeitas sobre sua eventual assessoria à censura da internet, principal destaque de Valdez em Cuba.
Alguns alertas já foram feitos na quarta-feira por especialistas em eletrônicas e por cubanos exilados. "Não deixa de ser uma afronta. É algo que dá tristeza para os engenheiros da Venezuela, pois aqui há um grupo refinado de engenheiros", disse Arnoldo José Gabaldón, ao questionar a presença da comissão cubana.
O dissidente cubano que vive em Madri Carlos Alberto Montaner, disse à Rádio União que "Ramiro Valdez não tem a mínima ideia de como solucionar uma crise elétrica na Venezuela porque se soubesse teria feito em Cuba. Ele sabe muito é de repressão".
"Acredito que (Valdez) ama ver os outros sofrerem", disse Huber Matos à revista francesa L'Express. Matos, dissidente cubano que ficou preso 20 anos na ilha e hoje vive nos Estados Unidos, disse que o ministro presenciou como ele era torturado, quando Valdez se passava por prisioneiro, quando na verdade era agente do G2.
O presidente do Instituto da Memória Histórica de Cuba em Miami, Pedro Corzo, disse que "como ministro de Tecnologia, Valdez controla a censura na internet em Cuba". Já o analista político venezuelano afirmou que "é ridículo que o país esteja nas mãos dele".
...Cuba e Venezuela se fundem cada vez mais. Os sinais estão por toda parte, como nos momentos em que Chávez se sente ameaçado pela presença de tropas dos EUA na Colômbia ou na insatisfação popular pela desvalorização da moeda e pelos cortes de luz.
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NO Globo de hj.
Alguns alertas já foram feitos na quarta-feira por especialistas em eletrônicas e por cubanos exilados. "Não deixa de ser uma afronta. É algo que dá tristeza para os engenheiros da Venezuela, pois aqui há um grupo refinado de engenheiros", disse Arnoldo José Gabaldón, ao questionar a presença da comissão cubana.
O dissidente cubano que vive em Madri Carlos Alberto Montaner, disse à Rádio União que "Ramiro Valdez não tem a mínima ideia de como solucionar uma crise elétrica na Venezuela porque se soubesse teria feito em Cuba. Ele sabe muito é de repressão".
"Acredito que (Valdez) ama ver os outros sofrerem", disse Huber Matos à revista francesa L'Express. Matos, dissidente cubano que ficou preso 20 anos na ilha e hoje vive nos Estados Unidos, disse que o ministro presenciou como ele era torturado, quando Valdez se passava por prisioneiro, quando na verdade era agente do G2.
O presidente do Instituto da Memória Histórica de Cuba em Miami, Pedro Corzo, disse que "como ministro de Tecnologia, Valdez controla a censura na internet em Cuba". Já o analista político venezuelano afirmou que "é ridículo que o país esteja nas mãos dele".
...Cuba e Venezuela se fundem cada vez mais. Os sinais estão por toda parte, como nos momentos em que Chávez se sente ameaçado pela presença de tropas dos EUA na Colômbia ou na insatisfação popular pela desvalorização da moeda e pelos cortes de luz.
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NO Globo de hj.