A Superintendência Regional de Ensino da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais enviou para Sete Lagoas (MG), nesta sexta-feira, uma inspetora escolar que vai apurar se uma professora do turno da noite da Escola Estadual Modestino Andrade Sobrinho proibiu uma aluna de assistir aula porque ela estava com um vestido curto e decotado. A denúncia partiu da estudante Leandra Cristina França, 22 anos, que afirmou ter sido impedida de entrar em sala porque "não estaria bem vestida". O caso aconteceu na última terça-feira.
No dia, ela usava um vestido preto com a barra acima do joelho e decotado na altura dos seios. A estudante acionou a Polícia Militar e registrou um boletim de ocorrência.
A reportagem do Terra tentou entrar em contato com a direção da escola, mas o único telefone disponível no site da Secretaria de Educação de MG não está funcionando. A secretaria informou que tomou ciência do caso pela imprensa, mas que a inspetora escolar irá ouvir a estudante e a professora envolvida.
Em 22 de outubro do ano passado, a estudante de Turismo Geisy Arruda foi hostilizada por estudantes da Universidade Bandeirante (Uniban), de São Bernardo do Campo (SP), por causa do vestido que usava. As imagens da confusão foram gravadas por universitários e postadas no site YouTube no mesmo dia. A Uniban chegou a expulsar a aluna "em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos da dignidade acadêmica e à moralidade". Mas revogou a decisão dias depois
A autonomia do professor dentro da sala de aula é cada dia mais relativizada.
Quando eu ainda cursava a quarta série, o uso de brincos por homens era raro como dente em galinha, mas já começava a ganhar adeptos com força. Lembro que a professora de uma das quartas séries do colégio ordenou que um aluno deslumbrado com o modismo nascente retirasse da orelha o seu brinco se quisesse assistir aula. "Surpreendentemente", ele não só retirou o objeto sem objeções: também os familiares não foram procurar a direção para chorar, tampouco recorreram a autoridades educacionais ou aos tribunais para resolver a questão.
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Anos depois, quando eu já estava na faculdade, havia uma professora de Citologia bem linha-dura e exigente que era impopular entre os acadêmicos, quase sempre relapsos e sem grande ambição intelectual. Para conclusão do programa de Citologia da turma um período adiante de mim, ela exigiu um seminário com direito a sabatina por parte dela e de uma banca de professores. O resultado? Os acadêmicos não apresentaram seus trabalhos no dia estipulado, já que haviam procurado o coordenador do curso e ele havia os autorizado expressamente a assim proceder. A professora em questão acabou pedindo demissão e abriu um processo judicial contra o coordenador do curso.
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Bem, as duas histórias ilustram bem a mudança de paradigma que vivi dentro da educação. Chega a ser cômico notar que uma questão menor de vestuário motivasse uma professora de primário a exercer sua autoridade em sala sem medo de ser contestada, ao passo que um professor universitário preocupado com questões centrais de sua atividade tenha que pisar em ovos para exercer suas prerrogativas.
Posso vislumbrar no futuro os advogados e juízes vestidos como bem entendam; o presidente da república usando batom; o religioso gay desfilando nas paradas; o militar usando rabo de cavalo.. e por aí vai. Tudo em nome dos supostos direitos à diversidade de gênero, credo e expressão.
Quem for contra será, no mínimo, submetido a tratamento psiquiátrico para ser ressocializado e voltar contente para o zoológico em que está se transformando a espécie humana.
Correta a atitude a professora, numa época em que a exigência de decoro passou a ser vista como atitude reacionária, e não como a cobrança justa de um mínimo de educação por parte da aluna.
Coisas que aprendi na infância:
- boné se tira em ambiente fechado;
- se vai ao médico ou dentista, é de banho tomado, cabelo penteado e dentes escovados;
- palavra de professor na sala é LEI.
- e muitas outras mais ( com certeza cada um se lembrará de várias dessas).
Hoje, o que eu vejo?
- Pacientes que vem no consultório e só tiram o boné pro exame qdo eu ordeno ; vêm sem o mínimo de higiene prévia, e celular ligado...
- professor que reprova aluno é AMEAÇADO ( pelos PAIS inclusive) - ouço frequentemente estes depoimentos de familiar que dá aula em escola pública ( e precisa ver o grau de frustração qdo conta tais histórias).
- se você é repreendido por algo, procure explicação, que a culpa NUNCA é sua.
Essa comunidade é do Olavo mesmo????
No TO me parece que ele se mostrou pasmo com a historia daquela moca da mini saia cor de rosa. Ele chegou a comentar que parece que nesse pais nao estao acostumadissimos com saia curta em tudo qto é lugar!
"SABE, porém, isto : que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.
Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,
Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus."
Segunda carta do Apóstolo Paulo a Timóteo 3:1,2,3 e 4.