Médicos ressuscitam homem 18 minutos após parada cardíaca
BBC
Um homem de 31 anos, que sobreviveu a uma parada cardíaca e passou 18 minutos sem respirar , voltou para casa neste domingo em Newport, no País de Gales
De acordo com médicos, uma pessoa normalmente consegue sobreviver até quatro minutos depois que para de respirar, no caso de uma parada cardíaca. Depois disso, a probabilidade maior é de que ela morra ou sofra sequelas.
Mas Rob Waggett sobreviveu ao incidente sofrendo apenas perda da memória para fatos recentes.
isso varia muito de paciente para paciente, mas depois de 10 minutos é provável que se tenha seqüelas.
Há um padre de 80 anos em minha cidade, que há 3 anos atrás (contava com 77 anos) sofreu uma parada cardíaca de 12 (doze) horas e teve morte clínica decretada. Após as doze horas o coração voltou a bater. O fato se deu em Curitiba. O velho sacerdote atribui o milagre à Nossa Senhora de Fátima
Ouvi isso dele próprio e de uma fiel que estava com ele no hospital: eles devem ter algum laudo médico que sustente o fato...
Pedrão, esse não seria um caso de morte aparente?
Catalepsia é uma probabilidade para explicar o caso.
Aqui no Brasil teve um caso parecido, mas medicos supoem que ausencia de sequelas se deve aa tecnica empregada, a hipotermia.
"De ambulância, ele foi levado para Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, e direto para a sala de cirurgia. Os médicos fizeram um cateterismo - inseriram um fio pela virilha, chegando até o coração. Quando encontraram a artéria enfartada, entupida por um coágulo, eles abriram um balão, que dilata a artéria. Em seguida, fizeram o reparo: liberaram um stent, uma pecinha que se abre, mantendo o caminho livre para o sangue.
De lá, Afonso foi para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
“Nos infartos extensos, como foi o caso dele, o grande risco do paciente é nas primeiras 48 horas”, explica a cardiologista do Incor, Luciana Facilotto.
Na madrugada, ele teve uma arritmia. O coração primeiro batia descompassado e, depois, parou. Começava uma corrida contra o tempo.
A cada choque, um sinal de que ia voltar e parava de novo. Os médicos não desistiam de continuar o procedimento chamado de ressuscitação. O coração de Afonso voltou a bater sozinho, mas ficou parado durante 14 minutos. Todo estudante de medicina sabe que, depois de três minutos sem oxigênio no cérebro, os neurônios, as células nervosas, começam a morrer. Depois de 14 minutos, a lesão é brutal.
Afonso estava inconsciente, não respondia a estímulos, não tinha reflexos básicos. Nesses casos, a maioria dos pacientes morre e os que sobrevivem, geralmente, ficam com lesões neurológicas muito graves.
Foi aí que o Doutor Sergio Timerman sugeriu uma técnica desenvolvida nos Estados Unidos e ainda pouco empregada no Brasil para casos como o de Afonso - a hipotermia.
“Com a hipotermia, nós estamos ganhando em torno de 35% a 50% de chance de diminuir a sequela neurológica e sobreviver o paciente”, explica o cardiologista Sérgio Timerman.
A técnica: aplicar muito gelo até baixar a temperatura do paciente para entre 32ºC e 34ºC. É um procedimento delicado. Acima de 34ºC, não faz efeito, menos de 32ºC, mata'...