Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

SIP condena decisão de Chávez

Iniciado por gbschmitt em 29/12/2006 · 3 mensagens

gbschmitt#1
[SIP condena decisão de Chávez de não renovar licença de canal de televisão

Miami, 29 dez (EFE).- A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou hoje a decisão do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de não renovar a licença de transmissão de uma televisão privada opositora, que chamou de "golpista".

"Este novo desrespeito à liberdade de imprensa e de expressão é simplesmente uma medida de represália contra uma voz crítica que o incomoda", afirmou hoje, em comunicado, Gonzalo Marroquín, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação.

Marroquín, diretor do jornal guatemalteco "Prensa Libre", denunciou que, com esta medida, Chávez "pretende punir o canal de televisão por sua linha editorial".

Além disso, expressou sua preocupação de que "o Estado venezuelano conceda mais tarde essa licença "como prêmio" a outro "meio ou pessoa que se submeta à vontade do Governo".

Marroquín disse que "as duas facetas são igualmente condenáveis já que, em última instância, não havendo meios de comunicação para fiscalizar abusos nas ações governamentais, o público tem seu direito à informação prejudicado".

Chávez afirma que a concessão à "Radio Caracas Televisión" ("RCTV") vence em março, e que já assinou o decreto de não renovação da licença. No entanto, diretores da cadeia argumentam que a duração do contrato é maior.

A SIP vem condenando as ações do Governo venezuelano, que "restringe" cada vez mais o "espaço dos meios de comunicação independentes no país", e denunciou as represálias que o Governo empreendeu nos campos legal, judicial e administrativo.
inocncio#2
Alguém ainda acredita em eleições democráticas e justas num estado sem imprensa livre?
gbschmitt#3
Igreja venezuelana pede a Chávez que se afaste do marxismo

A Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) parabenizou por escrito o presidente Hugo Chávez por sua reeleição e pediu que mantenha a educação religiosa e não implemente, no país, "um socialismo inspirado na filosofia marxista".

"Esperamos que este socialismo, que ainda não está definido (...), não siga a linha de um totalitarismo, de uma visão estatizada de ocupar todos os espaços, e que não se inspire na filosofia marxista", disse o cardeal Jorge Urosa, presidente da CEV, durante entrevista coletiva nesta terça-feira.

Na carta que foi lida pelo monsenhor Ramón Vilória, bispo de Puerto Cabello, a Igreja chama a atenção do presidente venezuelano para a necessidade de que o poder "que lhe conferiu o povo seja exercido com uma atitude de respeito pelas minorias, promoção da igualdade, diálogo e entendimento de todos os venezuelanos dentro do marco da Constituição e das leis".

A Igreja manifesta o desejo de que a nova lei orgânica da educação responda à amplitude democrática incentivada pela Constituição Bolivariana da Venezuela, "sem que uma visão estatizada, politizada, para além de excluir a religião, esteja presente nessa lei".

"Esperamos também que os projetos de lei de cultos e cooperação internacional sejam amplamente debatidos e que, longe de serem restritivos, constituam uma afirmação progressiva dos direitos consagrados na Constituição", continuou.

"Socialismo transformador"

A CEV diz confiar que a visão do "socialismo do século 21", defendida pela presidente Chávez, "seja uma via de transformação do país, aberta à transcendência e à religião, promotora da inclusão de todos os venezuelanos, do diálogo e que reafirme os direitos inalienáveis do homem, já consagrados na Constituição de 1999".

Para a Igreja, a visão socialista venezuelana deve não só ser "alheia ao capitalismo selvagem" como também "à ideologia marxista, cujos resultados têm sido negativos nos países em que foi aplicada".

‹ Voltar para a lista de tópicos