WASHINGTON - O anúncio da Casa Branca de que o presidente dos EUA, Barack Obama, vai se encontrar com o líder religioso dos tibetanos, o Dalai Lama, no próximo dia 18, provocou irritação no governo da China, que considera o ganhador do Nobel da Paz um separatista em pele de cordeiro. Desta vez, no entanto, em vez das discretas mensagens de repúdio, Pequim acionou seu Ministério das Relações Exteriores para deixar claro que a visita do Dalai a Obama tinha a oposição do governo do país e deverá afetar a relação entre os dois países: "A China se opõe de maneira resoluta à visita do Dalai Lama aos EUA", disse o porta-voz do ministério, Ma Zhaoxu, em comunicado.
Mais que isso. Num momento em que os EUA tentam convencer o Conselho de Segurança da ONU -especialmente o governo da China - de que sanções são necessárias para impedir o Irã de perseguir seu projeto nuclear, a irritação chinesa pode ser mais uma barreira a este objetivo. A China tem pesados investimentos no Irã, principalmente na indústria de petróleo e gás, e há a ideia em Pequim, segundo especialistas, de que sanções econômicas ao Irã possam afetar os investimentos chineses no país.
MAIS EM:
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/02/12/irritac…15858328.asp
Mais que isso. Num momento em que os EUA tentam convencer o Conselho de Segurança da ONU -especialmente o governo da China - de que sanções são necessárias para impedir o Irã de perseguir seu projeto nuclear, a irritação chinesa pode ser mais uma barreira a este objetivo. A China tem pesados investimentos no Irã, principalmente na indústria de petróleo e gás, e há a ideia em Pequim, segundo especialistas, de que sanções econômicas ao Irã possam afetar os investimentos chineses no país.
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