Vimos que o PT sofreu uma derrota significativa em alguns de seus principais redutos eleitorais, como São Paulo e Porto Alegre.
Esse fato acende uma "luz vermelha" no Planalto e exige do PT uma série avaliação dos erros políticos cometivos e o reforço da imagem do presidente Lula para evitar uma surpresa em 2006...
Existe um velho tema, muito recorrente na fase primária do PT, que ultimamente tem sido apontado com um desvio "à direita" do governo, a velha questão da dívida externa.
A adoção de um discurso de confronto com o FMI e uma postura mais agressiva de Lula diante da dívida externa poderia ter um impacto político positivo, sem grandes problemas para as relações internacionais.
O pano de fundo desse discurso, sei que não tem nada a ver, pode estar aparecendo em recentes manifestações de setores da sociedade, questionando a legitimidade dos débitos externos.
O estranho não está em alguma sincronia (que até agora não vi, já que o governo não se pronunciou a respeito), mas no fato que esse tema está enterrado desde 2000 (quando do plebiscito da CNBB) e é regurgitado de tempos em tempos quando se pode dele extrair algum objetivo político.
Criando-se um pano de fundo assim, algumas declarações ilesas de Lula podem se inserir dentro do contexto de uma mobilização da "sociedade civil" em favor da auditoria da dívida externa, e assim reverter a tendência de declínio da popularidade do presidente.
Vejamos...
- a OAB vai entrar com uma ação junto ao STF para obrigar o Congresso a realizar uma auditoria da dívida externa.
- o próprio Congresso organiza um seminário: "Endividamento Externo: Ilegitimidade da Dívida", procurando mobilizar setores para discutir essa situação.
Diz Dércio Garcia Munhoz: "Nas décadas de 70 e 80 diversos países do chamado terceiro mundo se endividaram, quando os países centrais do sistema capitalista empurraram a conta da elevação dos preços internacionais do petróleo para os países em desenvolvimento".
Esse fato acende uma "luz vermelha" no Planalto e exige do PT uma série avaliação dos erros políticos cometivos e o reforço da imagem do presidente Lula para evitar uma surpresa em 2006...
Existe um velho tema, muito recorrente na fase primária do PT, que ultimamente tem sido apontado com um desvio "à direita" do governo, a velha questão da dívida externa.
A adoção de um discurso de confronto com o FMI e uma postura mais agressiva de Lula diante da dívida externa poderia ter um impacto político positivo, sem grandes problemas para as relações internacionais.
O pano de fundo desse discurso, sei que não tem nada a ver, pode estar aparecendo em recentes manifestações de setores da sociedade, questionando a legitimidade dos débitos externos.
O estranho não está em alguma sincronia (que até agora não vi, já que o governo não se pronunciou a respeito), mas no fato que esse tema está enterrado desde 2000 (quando do plebiscito da CNBB) e é regurgitado de tempos em tempos quando se pode dele extrair algum objetivo político.
Criando-se um pano de fundo assim, algumas declarações ilesas de Lula podem se inserir dentro do contexto de uma mobilização da "sociedade civil" em favor da auditoria da dívida externa, e assim reverter a tendência de declínio da popularidade do presidente.
Vejamos...
- a OAB vai entrar com uma ação junto ao STF para obrigar o Congresso a realizar uma auditoria da dívida externa.
- o próprio Congresso organiza um seminário: "Endividamento Externo: Ilegitimidade da Dívida", procurando mobilizar setores para discutir essa situação.
Diz Dércio Garcia Munhoz: "Nas décadas de 70 e 80 diversos países do chamado terceiro mundo se endividaram, quando os países centrais do sistema capitalista empurraram a conta da elevação dos preços internacionais do petróleo para os países em desenvolvimento".