O tema da Campanha da Fraternidade deste ano é "Vocês não podem seguir a Deus e ao dinheiro".
Em apresentação do PowerPoint, que pode ser encontrada no site da CNBB (http : // www . cnbb . org . br / site/component/docman/cat_view/241-cf/242-cf-2010), encontrei no slide nº 73 o seguinte texto, in verbis:
MEIO AMBIENTE E REFORMA AGRÁRIA:
Mobilização de apoio ao Plebiscito de iniciativa popular pelo Limite de Propriedade da Terra, em defesa da Reforma Agrária e da Soberania Territorial e Alimentar.
Aonde a Igreja vai parar neste País...........
Nas aparições de Nossa Senhora para Jacinta em seu leito de morte ela disse que: “(...) Os Padres só deviam ocupar-se das coisas da Igreja. Os Padres devem ser puros, muito puros”. Conselho que a CNBB, aparentemente, não se importa....
Ainda não encontrei o texto da CNBB sobre a campanha deste ano, só encontrando no site está apresentação de Powepoint, se alguém encontrou poste o link na comunidade obrigado.
Ocorre que, quando o pastor se omite, toca ao lobo conduzir as ovelhas. Vale dizer, nós sabemos que as conferências episcopais não são um vértice legítimo da hierarquia católica - mas e os católicos alheios aos cinco mil membros dessa comunidade, eles o sabem? E mais, sabem que boa parte da cúpula da CNBB encontra-se excomungada?
Eles usaram um trecho bíblico fora de contexto!
A Igreja Católica condena o socialismo e o comunismo, isto é uma questão doutrinária de maior relevância.
A Igreja critica algumas práticas de alguns capitalistas e até mesmo o consumismo, mas não critica o sistema capitalista, a pecados que devem ser crimes outros que não, então ainda que algumas práticas possíveis no capitalismo sejam criticadas o sistema não o é.
O socialismo é , em si mesmo inclusive, criticado pela Igreja.
Isto não sou eu quem digo, não é a cnbb quem diz, é a Igreja.
Entristece-me o fato de a CNBB jamais esclarecer que ela não é a Igreja Católica. A CNBB é um ente burocrático, um órgão de apoio, de auxílio aos bispos. No entanto, o silêncio sobre sua verdadeira natureza faz com que, entendida como “a” Igreja Católica (algo infinitamente superior ao que a CNBB de fato é), ela se misture e nivele a outras organizações da sociedade (OAB, ABI, CUT, MST, etc. e tal). É uma pena.
A minha consternação se agrava, contudo, pela reiteração de certos equívocos que ficam bem nítidos na atual Campanha da Fraternidade. Um deles está na confusão entre os campos da Economia e da Política. Os documentos da CNBB são useiros e vezeiros em misturar essas duas esferas da atividade humana, atribuindo à primeira aquilo que é próprio da segunda. Como consequência, pretendem conferir aos agentes econômicos obrigações inerentes às instituições políticas. Trata-se de uma desatenção ao próprio pensamento católico, que reconhece a autonomia das duas esferas. De um sistema econômico se espera que produza, ao máximo de suas possibilidades, riqueza, desenvolvimento, postos de trabalho, tributos e renda, ou seja, condições materiais para a melhoria dos padrões de vida da sociedade. É o que pede a Campanha da Fraternidade de 2010? Não. Ela, enquanto aponta idolatrias e excessos que todos condenam, quer que o sistema econômico nacional, priorizando a partilha e a solidariedade, rejeite as exigências do mercado, do consumo e do lucro. E gere empregos e tributos com penitência e oração?
Toda consciência bem formada se revolta com as tragédias da pobreza material, feitas de analfabetismo, baixo nível educacional e cultural, más condições habitacionais e sanitárias, abandono dos aposentados. Feitas também por corrupção, esbanjamentos, mordomias, absurdos desníveis na remuneração do serviço público e maus governos. Não é com a superação desses embaraços que venceremos a miséria e os desníveis sociais?
Pois é tudo campo da Política! Miséria e desníveis sociais são temas para os poderes públicos, que se apropriam de 40% do PIB nacional! As justas preocupações com partilha e solidariedade deveriam focar, principalmente, essa brutal ruptura com o Princípio da Subsidiariedade. É grave erro da Campanha não dizer que os problemas do Brasil são muito mais políticos do que econômicos. Muito mais institucionais do que empresariais. Bons governos, com boas políticas, enfrentam essas dificuldades valendo-se da competente operação do setor privado.
Outro erro, ainda, está na influência marxista que se derrama sobre boa parte dos documentos da CNBB. Neles, o pobre, o pobre do Evangelho, sob influxo da mais do que reprovada Teologia da Libertação (TL), vira excluído. E fica subentendido que o excluído está excluído porque o incluído não o quer dentro. Assim, o apelo evangélico à caridade se converte em luta de classe. E saiba leitor, que Bento XVI, ainda agora, no dia 5 de dezembro, olho no olho, advertiu os bispos brasileiros do Sul III e IV contra “os princípios enganadores da TL” e para “o perigo que comporta a assunção acrítica, feita por alguns teólogos, de teses e metodologias provenientes do marxismo, cujas sequelas mais ou menos visíveis, feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa e anarquia fazem-se sentir ainda, criando, nas vossas comunidades diocesanas, grande sofrimento e grave perda de forças vivas”. Será preciso dizer mais?
campanha da fraternidade petralha p/ excluídos
Não dá mais para aguentar o comuno petralhismo ecumênico da CNBB
vejam a letra da campanha:
Ó Deus criador, do qual tudo nos vem, nós te louvamos pela beleza e perfeição de tudo que existe como dádiva gratuita para a vida.
Nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica, acolhemos a graça da unidade e da conivência fraterna, aprendendo a ser fiéis ao Evangelho. Ilumina, ó Deus, nossas mentes para compreender que a boa nova que vem de ti é amor, compromisso e partilha entre todos nós, teus filhos e filhas.
Reconhecemos nossos pecados de omissão diante das injustiças que causam exclusão social e miséria. Pedimos por todas as pessoas que trabalham na promoção do bem comum e na condução de uma economia a serviço da vida.
Guiados pelo teu Espírito, queremos viver o serviço e a comunhão, promovendo uma economia fraterna e solidária, para que a nossa sociedade acolha a vinda do teu reino.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Realmente o que li no fim dos folhetos de missa estão no sentido dessa maldita campanha, e como foi dito, pervertem o evangelho com a sutil petição de princípio: "não se pode servir Deus e a mammon", vc serve a mammom pq trabalha e por isso exclui, por não apoiar os "excluídos", não entrará no Reino. Se quiser entrar no Reino, é seu dever partilhar tudo e ser caridoso com o excluído que o esbulha.
É desanimador...como dise OdC...é entrar na Igreja, receber o sacramento, e sair de lá correndo...Sorte que o presbítero da minha paróquia não comenta esses textos colocados no final do folheto e prega sobre coisas realmente importantes como valores familiares que estão sendo perdidos etc...como nos bons e velhos tempos em que eu não vivi...
o vaticano deve estar sabendo disto.
eu lembro-me uma vez um bispo na basílica de aparecida declarando apoio ao sim ao desarmamento, alí esteve o papa joão paulo II, que no catecismo da igreja, disse que ter armas para defesa pode ser um direito ou até mesmo um dever!
se o sim ganhasse não se poderia comprar armas para defesa, só pooderia para tiro esportivo, mas creio que estas deveriam ficar no clube...
Sendo a CNBB representante fiel da Igreja Católica, ou não, o fato é que a igreja esta enfiando o pé na jaca, e ja faz algum tempo, a começar pela escolha desse papa Bento XVI, uma pessoa sem carisma algum, retrogrado, como os dogmas da instituição. Após o episódio da excomunhão dos médicos que fizeram o aborto naquela criança, e o perdão ao estuprador, pra mim o copo transbordou, e agora essa CF, que no mínimo é contraditória vindo de uma instituição que esta entre as mais ricas do mundo, essa igreja deveria sim era pedir perdão aos fiéis por episódios como a inquisição, o silencio durante o holocausto, e outras coisas mais, e não vir com essa conversa fiada de comuna disfarçado de representante de Deus.
Isso aí, João! Obama para Papa! Ou Lula, quem sabe - ficará disponível no mercado mais cedo... Aliás, é hora de mandar esses bispos - todos eles, pelo mundo todo - para o asilo, queimar aquele amontoado de papel velho dos arquivos vaticanos, monastérios, bibliotecas e universidades e definir os dogmas por plebiscito, após ampla campanha de conscientização com artistas da Globo e diretores de Hollywood, a começar pelo Michael Moore.
Por falar em inquisição, boa mesmo era a vingança privada, sem aquelas firulas de processo, investigação, argumentação... pfff. Coisa de reacionário, de pedantes formalistas, certo?
A CNBB é um antro de demônios , uma legião deles !
Só um exorcismo para alvar a Igreja Católica no Brasil: os padres em sua maioria estão sob o domínio de forças diabólicas.O diabo está sentado na maioria das catedras episcopais.
"É tortura ir nas igrejas nesta época tão rica, onde a reflexão poderia ser mais profunda e topar com o domínio das musicas da CF e toda a ladainha política da CNBB."
Bah, é verdade!! Na missa que fui no domingo cantaram a música de "não poder servir a Deus e ao dinheiro". De fato, não pode se servir aos dois, mas a conotação política é clara demais.
As próprias músicas tornam-se melodicamente ruins. Se percebe que a canção não fecha com o espírito da missa. É deplorável!! Imagino a dificuldade que se cria para o Espírito Santo chegar aos fiéis.