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Pastor defende lei anti-homossexualismo em Uganda

Iniciado por gbschmitt em 19/02/2010 · 10 mensagens

gbschmitt#1
e diz que caminho é ‘reabilitação’ -

Martin Ssempa já recebeu ajuda americana para combate à Aids no país.
Em entrevista ao G1, ele diz que é preciso preservar a família tradicional.


Em 2007, o pastor ugandense Martin Ssempa recebeu financiamento norte-americano para sua luta de quase 20 anos contra a Aids no país. Além de ser um combatente histórico da doença, com diversos projetos nacionais, ele é contra o homossexualismo, que julga 'um distúrbio', e afirma que a camisinha oferece pouca proteção — ficou famoso após organizar manifestações em que queimou preservativos. Atualmente, Ssempa é um dos mais enfáticos apoiadores do projeto de lei anti-homossexual para votação no Parlamento de Uganda.
O país já proíbe por lei o ato sexual entre pessoas do mesmo sexo, mas o novo texto é mais rígido, incluindo até a pena de morte em alguns casos.
Ssempa é pastor da Igreja da Comunidade Makerere e integrante da Força-tarefa Contra o Homossexualismo em Uganda. Ele também tem papel de conselheiro e consultor no governo. Em entrevista ao G1, ele falou sobre o porquê de o homossexualismo ser um problema.
Leia a íntegra da entrevista:

G1 — Por que a lei é importante?
Martin Ssempa — É importante para colocar um fim na sedução e no recrutamento de nossas crianças na sodomia por meio da máquina de propaganda gay. Isso é financiado por George Soros, [da ONG] Hivos na Holanda e outras agências suíças. Sodomia é um crime, mas precisamos de uma lei para impedir sua disseminação.

G1 — Por que a família tradicional precisa ser protegida? O que acontece em Uganda?
Martin Ssempa — A família é a base da sociedade. Mas nós somos uma nação pobre com muitas famílias pobres... Esses ricos europeus e americanos chegam com seu dinheiro para corromper nossas crianças na sodomia. Precisamos protegê-las dessa exploração.
gbschmitt#2
G1 — O senhor acredita que Uganda pode perder apoio internacional após apoiar a lei, já que o presidente americano, Barack Obama, já a classificou de 'odiosa'?
Martin Ssempa — Qualquer nação que coloca a exportação da sodomia no topo de sua agenda internacional é um Estado falido. Toda nação deveria reconhecer o valor estratégico de Uganda em reserva de petróleo, depósito de urânio, cooperação militar na região, etc. Todos os países árabes, por exemplo a Arábia Saudita, têm leis mais fortes, e os EUA e o mundo negociam com eles.

G1 — E a questão da pena de morte no projeto de lei, o senhor é contra? Por quê?
Martin Ssempa — Nós somos contra a pena de morte e recomendamos uma sentença menor, de 20 anos de prisão. Essa é uma posição de mais consenso entre a fraternidade cristã.

G1 — Em seu site, o senhor diz que a Aids não é uma doença gay, mas também afirma que o risco de transmissão de HIV entre homossexuais é dez vezes maior. O senhor poderia explicar essa diferença?

Martin Ssempa — O sexo anal cria uma chance significativamente maior de transmissão de HIV/Aids do que o sexo heterossexual. Os fatores associados incluem a hemorragia; a camisinha oferece menos proteção e falha mais no sexo anal do que no vaginal.

G1 — O senhor sugere a inclusão no projeto de lei de um sistema de reabilitação de 'pessoas que experimentarem tentações homossexuais'. Como isso é possível?
Martin Ssempa — Sodomia é uma forma de desvio sexual e relacionada a distúrbios de identidade de gênero. Muitos ficam traumatizados por serem violados quando crianças. Existe poder em aconselhamento, terapia individual ou em grupo. Existe poder na oração, na orientação e no exemplo. Como os alcoólatras anônimos que ajudam os viciados, um programa de boa fé ajuda muitos. Na minha igreja eu tenho muitos ex-homossexuais e lésbicas.
gbschmitt#3
dorian#4
Como venho postando em diversos tópicos, não me impolgam leis que PROIBAM ou imponham sanções a determinadas condutas, pelo simples fato de que não alcançam os resultados pretendidos.
Ninguém deixará de ser homossexual, cristão, muçulmano, comunista ou nazista em função de leis que proibam a livre expressão e a prática, sejam elas comportamentais, ideológicas ou religiosas.
caveira#5
Mas esta situação é algo que eu acredito já fosse esperado.

O ativismo nazi-gayzista, o laicismo, consequentemente as pessoas estão começando a não aguentar mais e partir para situações extremas.

O caso da Polonia e da Romenia ao probirem símbolos comunistas, a coisa tende a se radicalizar mesmo.

Vai ter porrada em várias partes do Mundo por conta dessas questões.

Valores religiosos tradicionais e mentalidade laicista não vão conseguir conviver por muito tempo.

Nitroglicerina pura.
dorian#6
Então vc concorda comigo, que a lei, para tais casos, não resolve nada.
caveira#7
Norma alguma impede o delito ou conduta típificada a rigor.

Mas as vezes dificulta um pouco, os caras podem ficar com medo de dar o rabo ou de praticar a pederastia.

A lei penal sempre atrapalha um pouco o cometimento do delito tipificado.

Acabar totalmente realmente não acaba.
dorian#8
Não há lei que tenha o poder de coibir convicções ideológicas ou religiosas. O efeito de tais aberrações jurídicas é justamente o contrário do que se pretende.
leonardo_15#9
E San Tommaso volta a se debater no além-mundo. Quando se entenderá que não convém fazer crime de tudo o que é moralmente condenável? O mínimo dos mínimos éticos deve ser... mínimo, entendem? Aquilo que acomuna como fundação da cidade, e sem o qual cidade não há.
priscila#10
Leonardo, me diz uma coisa, pra matar a minha curiosidade: onde é que você estava, que eu ainda não tinha te visto? É a segunda vez, em menos de dois minutos, em que eu entro em um tópico e vejo a marca certeira e iniludível da Verdade, trazida de forma precisa por alguém que eu não conhecia! 🙂!

Bom, enfim. Que bom!

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