Eike Batista contrata ex-ministro da Justiça para defender Thor em caso de atropelamento
O bilionário Eike Batista, pai do empresário Thor Batista, 20,
confirmou pelo Twitter na noite desta quarta-feira (21) que contratou o
ex-ministro da Justiça e advogado criminalista, Márcio Thomaz Bastos,
para defender o filho no caso do atropelamento e morte de um ciclista no
último sábado (17).
Questionado por um internauta, Eike disse na rede social: "Só contrato o melhor. Algum problema?".
Bastos foi ministro da Justiça entre 2003 e 2007, durante o primeiro
mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por três meses do
segundo mandato.
O delegado da 61ª Delegacia de Polícia de Xerém, Mário Arruda, afirmou
hoje que as circunstâncias iniciais da investigação sobre o acidente
indicam que a vítima estava "no meio da pista".
O ciclista Wanderson Pereira dos Santos, 30, foi morto na noite do
último sábado (17) após ser atropelado por Thor na rodovia Washington
Luís (BR-040). Wanderson foi atingido pela Mercedes-Benz SLR McLaren
conduzida pelo filho do bilionário e morreu no local.
A afirmação do delegado foi feita após o depoimento de Thor Batista,
que durou mais de duas horas. Arruda, porém, não descarta a
possibilidade de que os laudos periciais apontem a culpa do condutor.
"Nesses casos, costuma-se isentar o motorista da culpa, isto é, quando a
culpa é exclusiva da vítima. Mas estamos esperando o laudo do Instituto
de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) para aferir qual era a velocidade
do carro do Thor", disse o delegado.
Ainda de acordo com Arruda, o carro foi periciado no local do acidente e
passou por uma segunda perícia na casa do jovem. O laudo do ICCE deve
ficar pronto daqui a 20 dias. A polícia avalia a possibilidade de uma
terceira perícia. Momentos depois da colisão, o veículo foi liberado, o
que foi http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticia…-batista.htm.
"Ainda temos algumas dúvidas do ponto de vista técnico. A perícia no
local foi feita de forma minuciosa, tudo foi fotografado. É uma questão
de praxe liberar o veículo após esse procedimento. O fato de o carro ter
sido liberado para a família do condutor não prejudica as
investigações", alegou Arruda.
"O que eu posso dizer é que a marca da frenagem, no local do acidente,
parte do centro da pista para o canto", detalhou Arruda, que ainda
afirmou que Thor só será indiciado por homicídio culposo, com pena que
varia de 2 a 4 anos de prisão, se o exame pericial constatar que ele
estava acima da velocidade permitida na rodovia Washington Luiz, que é
110 km/h.
No depoimento, o fiho de Eike Batista apresentou sua versão dos fatos, mas o delegado não revelou o teor da conversa.
Thor falou com a imprensa ao deixar a delegacia. "Lamento profundamente
por tudo isso. Mesmo convicto de minha inocência vou prestar todo o
auxílio necessário para a família do Wanderson", disse.
Pelo microblog Twitter, Thor já havia afirmado que o ciclista
atravessou a via “repentinamente”, o que teria provocado o acidente, e
negou estar em alta velocidade. http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1064838-thor-…witter.shtml no seu rosto e braço após a colisão.
O filho de Eike estava em companhia de um amigo no dia do acidente.
Após o atropelamento, eles foram a um posto da Polícia Rodoviária
Federal próximo ao local do acidente e pediram socorro. Os dois foram
submetidos ao teste do bafômetro, cujo resultado deu negativo, e foram
liberados.