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Derrota para o político de direita Geert Wilders

Iniciado por gbschmitt em 28/02/2010 · 5 mensagens

gbschmitt#1
O político holandês de extrema direita Geert Wilders ficou visivelmente irritado após ter suas exigências negadas pelos três juízes que conduzem o seu caso no Tribunal Distrital de Amesterdã. Wilders, do Partido pela Liberdade (PVV), é conhecido por suas declarações polêmicas em relação ao Islã.

Por meio do seu advogado Bram Moszkowicz, Wilders pediu a convocação de 17 pessoas como parte de sua estratégia de defesa. Ele responde por acusações de incitar ódio a mulçumanos e imigrantes não-ocidentais na Holanda. Entre outras declarações, o deputado disse que crime e religião não podem ser dissociados no caso do Islã, e que o alcorão é um livro fascista assim como Minha Luta, de Adolf Hitler.

Testemunhas
Geert Wilders pediu o comparecimento de Mohammed Bouyeri, o assassino condenado pela morte do cineasta holandês Theo van Gogh, como uma testemunha especial. O diretor, que era crítico do Islã, foi morto em 2004 e deu uma nova onda de popularidade a Wilders.

No entanto, os juízes não permitiram que Bouyeri fosse chamado para prestar depoimento. Eles também determinaram que outros ‘mulçumanos extremistas’ estão proibidos de testemunhar. A lista inclui Fawaz Jneid, imã da mesquita de Soennah em Haia, e o Ayatollah Ahmad Jannati, presidente do Conselho dos Guardiões no Irã.

Ex-mulçumanos
Wilders poderá convocar três especialistas em Islamismo, do total dos oito que foram sugeridos por ele previamente. Dois ex-mulçumanos que foram chamados para integrar o seu grupo de defesa – em parte para darem suas visões pessoais sobre o impacto do Islã – foram rejeitados pelo tribunal.

Os juízes garantiram que Wilders terá oportunidade ampla para dar seu parecer ao tribunal sobre a proibição da participação das testemunhas escolhidas por ele.

Em Amsterdã
O tribunal de Amsterdã também decidiu que tem a jurisdição sobre o caso. Moszkowicz solicitou que o julgamento fosse transferido para Haia, já que os pronunciamentos de Wilders usados como base no processo foram feitos lá.
gbschmitt#2
O político de direita mostrou-se visivelmente descontente com a decisão do tribunal, balançando a cabeça repetidas vezes após o pronunciamento.

Logo apos a decisão, Wilders disse a jornalistas fora da sala de julgamento: “Este tribunal parece não estar interessado na verdade. Eu só posso concluir que isto não me permitirá ter um julgamento justo. Eu não tenho respeito por isto.”

Wilders baseia sua defesa no direito de livre expressão. Ele acredita que um elemento importante com respeito ao exercício deste direito é que ele de fato estava dizendo a verdade sobre o Islã. Então, para provar a veracidade de seus comentários, Wilders diz que precisa de todas as testemunhas que convocou.

Entretanto havia temores de que se os juízes permitissem a participação das 17 testemunhas, o caso se transformaria num julgamento sobre o Islã, em vez de concluir se Wilders incitou ou não ódio aos mulçumanos.

O advogado Bram Moszkowicz disse que os juízes superestimaram a si próprios, “e quando um juiz superestima a si mesmo, eu me preocupo".

fonte: http://www.rnw.nl/pt-pt/portugu%C3%AAs/article/derro…eert-wilders
gbschmitt#3
Políticas de Geert Wilders preocupam mulçumanos na Holanda -

Mais da metade dos cidadãos holandeses com raízes turcas ou marroquinas consideraria deixar a Holanda devido à crescente popularidade do político antimulçumano Geert Wilders.

Os dados são de uma pesquisa realizada pela agência Motivaction para o canal de televisão NCRV. Os resultados também apontam que um terço destas pessoas definitivamente emigraria. Segundo as últimas estimativas, cerca de um milhão de mulçumanos vivem na Holanda, montante que representa um pouco mais de 5% da população do país.

O Partido da Liberdade (PVV), de Geert Wilders, conquistou 17% dos assentos holandeses nas eleições para o Parlamento Europeu, realizadas no começo de junho. Entre suas propostas estão a expulsão da Bulgária e da Romênia da União Europeia e a deportação em massa de imigrantes da Holanda. Wilders também já comparou o Corão ao livro Minha Luta, de Adolf Hitler, e enfrenta atualmente um processo por incitação ao ódio. Desde março, a popularidade do Partido da Liberdade é superior a 30%, número suficiente para torná-lo o maior partido no parlamento holandês caso as eleições fossem realizadas hoje.

Discriminação
Apesar de um quarto dos holandeses com raízes turcas ou marroquinas terem afirmado que se sentem em casa na Holanda, 57% disseram que se sentem menos confortáveis com a crescente popularidade do Partido da Liberdade. Dois entre cada cinco entrevistados acreditam ser mais discriminados do que antes, e quase um quarto disse sofrer discriminação regularmente. Além disso, 75% acreditam que a popularidade de Geert Wilders intensificou sentimentos negativos contra mulçumanos entre cidadãos holandeses.
gbschmitt#4
A pesquisa também revelou que 20% dos cidadãos com antepassados turcos ou marroquinos concordam em alguns pontos com Geert Wilders e dizem entender os motivos pelos quais os holandeses o elegeram. A melhor estratégia para combater a crescente popularidade do líder extremista, segundo os entrevistados, seria simplesmente ignorar o Partido da Liberdade. Soluções como a abertura de diálogo com Wilders, protestos nas ruas e a criação de um partido mulçumano também foram mencionadas.

Aceitação
O resultado da pesquisa repercutiu na imprensa holandesa. O vereador de Roterdã, Hamit Karakus, que nasceu na Turquia, disse ao jornal Volkskrant que apesar de seus filhos falarem holandês, entenderem e aceitarem os costumes locais e serem bem educados, eles ainda não se sentem aceitos pela sociedade.

"Eles também se perguntam se haverá futuro para eles neste país", diz o vereador. Hamit Karakus também afirmou que a notoriedade do Partido da Liberdade e de Geert Wilders estão incitando uma pequena mas crescente minoria mulçumana radical na Holanda.

fonte: http://www.rnw.nl/pt-pt/portugu%C3%AAs/article/pol%C…s-na-holanda
vicente_3#5
"extremista de direita" é mais um termo da novilíngua para designar toda e qualquer pessoa que esteja a direita da social-democracia

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