Pouco depois de Obama assumir a presidência, no ano passado, o senador Jay Rockefeller apresentou uma proposta de lei senatorial (S. 773) que daria ao presidente o poder de ” declarar um estado de emergência cibernético ” e encerrar a Internet. A lei também exigiria dos administradores de rede do setor privado que obtivessem uma licença junto ao governo federal depois de se inscreverem em um programa de certificação do governo. Durante as audiências do Comitê, Rockefeller chegou ao ponto de afirmar que teria sido melhor que a Internet nunca tivesse sido inventada .
Em Novembro do ano passado foi noticiado que um acordo estava sendo negociado pelos líderes das economias mais poderosas do mundo (aproveitando as reuniões de Davos sobre a economia mundial) no sentido de forçar os provedores a cortar as assinaturas de quem fosse apanhado mais de duas vezes copiando conteúdos protegidos por direitos autorais. Reportagens recentes indicam que essa proposta não foi discutida na reunião de líderes das economias mais poderosas mês passado, mas já foi aprovada na França com o nome de lei das três faltas.
No início desse ano, foi revelado que o czar das informações de Obama, Cass Sunstein, reclamou que a blogosfera espalha sentimentos anti-governamentais e defendeu que o governo atual empregue pessoas para se infiltrarem em comunidades na Internet e publicarem informações favoráveis ao governo num esforço para desestabilizar essas comunidades. É notável como essa proposta pode vir de um homem do alto escalão do governo, e é somente um aspecto da estratégia do Pentágono para combater a net como se ela fosse uma arma dos inimigos do sistema.
Todas essas propostas e numerosas outras histórias que temos noticiado no passado (p.ex. aqui e aqui ) representam apenas as últimas tentativas de sufocar a liberdade de expressão na Internet. Apesar de grupos como a Fundação Fronteira Eletrônica ( Eletronic Frontier Foundation ) terem lutado contra essa onda por muito tempo, o poder explosivo da comunidade on-line em descarrilar a agenda carbônica-eugênica e desvendar o Federal Reserve tem despertado muitos para o potencial desse meio nascente… e esse é seu valor. O valor da Internet é diretamente ligado à liberdade de expressão, um princípio que é negado pelo monopólio da mídia que prosperou por décadas em uma era virtualmente de livre competição, antes do advento da Internet. Como um comentário no Time Magazine disparou sobre o licenciamento para Internet, “NÃO existe movimento popular em nenhum lugar reivindicando a intervenção do governo na Internet. A Internet não está com problemas. Ela funciona tão bem, que é um problema para os tiranos”.
Assim como acontece com tudo relacionado com a Internet, os esforços de colaboração de cidadãos preocupados em se opor à censura da Internet está sendo pago com desenvolvimentos positivos. A nascente consciência do poder e importância da Internet está sensibilizando as pessoas de que as liberdades on-line são de fato direitos fundamentais que não podem ser negados. Mesmo a China foi forçada a recuar de um regime de licenciamento da Internet (exatamente o mesmo que foi proposto em Davos) devido à pressão pública. Uma lei draconiana da Austrália que teria exigido em todos os comentários políticos o nome completo e o endereço dos comentadores provavelmente será revogada pelo Procurador Geral .
Se esses êxitos individuais na luta para impedir a tirania on-line vão ou não finalmente descarrilar a agenda do establishment ainda veremos. Dependerá em grande medida de o clamor público contra a perda das liberdades on-line se transformar em um genuíno movimento popular de base.
Violação de direito autoral já é punível por lei em quase todos os países civilizados do mundo.
O que a lei aprovada na França prevê ( dinate do que foi postado) é uma punição ao consumidor que violar direitos autorais na internet ( corte da assinatura ).
A medida me parece justa.
Por outro lado, a histeria totalitária do senador Rockfeller ( acabar com a internet ), chega a ser contraditória, em se tratando de um membro da NOM.
Ou alguém acredita que "internet é liberdade"? Eu acredito que seja CONTROLE.
"Cala a boca , Rockefeller. A internet é o último bastião da liberdade que nos restou"
Ledo engano. A internet é a maneira mais eficaz de controle, identificação e localização de pessoas.
Tudo que postamos fica armazenado em um servidor.
O fake só é fake para sí mesmo.
"Ledo engano. A internet é a maneira mais eficaz de controle, identificação e localização de pessoas.
Tudo que postamos fica armazenado em um servidor.
O fake só é fake para sí mesmo. "
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aki no paraná ninguem pede sua carteira de indentidade para acessar a internet, e ainda existe a liberdade sim, por meio de hackeamento.
Ledo engano. A internet é a maneira mais eficaz de controle, identificação e localização de pessoas.
Tudo que postamos fica armazenado em um servidor.
Meus caros, a facilidade na troca de dados é inversamente proporcional a segurança dos usuários, logo o internauta fica de fato mais exposto aos controle estatal. Isso é uma questão "irresolvível"* desde o princípio dos tempos, quando os homens começaram a trocar mensagens entre si.
*Menos para os hackers que desenvolvem sistemas de segurança que burla até os servidores e o governo.
A cada compra que vc realiza pela net, quando disponibiliza seu CPF, por exemplo, imediatamente vc passa a a compor o cadastro de alguma empresa que segmenta seus clientes por idade, renda familiar, endereço, dentre outros. Pronto, seus dados cadastrais são vendidos e vc passa a ser assediado por emails e malas diretas de outros estabelecimentos comerciais.
Ora, se esses dados são comercializados, imagine se o governo, partidos políticos etc, não te conhecem. sabem inclusive o seu IP.
Esse briquedinho 'democrático" foi disponobilizado a qualquer mortal, justamente para para o CONTROLE. Ou alguém acha que os SENHORES DO MUNDO estão empenhados em nossa liberdade de expressão e livre escolha?
Fala-se em INCLUSÃO DIGITAL para todos. Eu prefiro o termo, RECLUSÃO DIGITAL.
Well, marrelógico que o Estado SABE o que lhe interessa saber. E saberá MAIS se lhe interessar saber mais. Meu ponto é: é necessário impedir que esse "saber" seja usado para me incomodar MUITO. Já incomoda - é inevitável pagar impostos, ou serviços cuja provisão este Estado já domina; é inevitável que HAJA controle uma vez que HÁ Estado. CONTER o Estado nos menores limites possíveis é o que me parece adequado. Anulá-lo é impossível. E uma vez NÃO anulado o Estado, qualquer um já virou um número e um dado no sistema. O que me interessa é não ter isto usado contra mim além desse limite impossível de ser anulado. Que os sujeitos SAIBAM quanto eu ganho para me arrancar os impostos, eu admito. É o preço da existência do Estado, e eu penso que DEVE existir o Estado (estou falando de um Estado hipotético e decente, não desta zorra aqui, mas a corrupção vigente é outro assunto, não pertinente nesta discussão).
Eu não me incomodaria que qualquer um soubesse os números e senhas dos meus cartões e contas, se não fossem usá-los para me prejudicar, é claro. Eu sei que isto é uma impossibilidade, mas o que eu quero dizer é que a rigor trata-se de DUAS COISAS separadas: a informação e o que é feito com ela.
A Amazon, por exemplo, SABE o que eu leio: ela não se cansa de me mandar ZILHÕES de sugestões baseadas neste "saber"! Eu não me OPONHO a isto - ou seja, POR ENQUANTO esta informação não está sendo usada para me prejudicar. Um dia poderá SER, eu sei: mas é este USO da informação o ponto da briga.
Eu concordo que deva existir o Estado ( ideal) e o controle ( ético).
Mas a realidade é um Estado leviatã, como vc bem sabe.
Quanto ao mercado, não acho nada legal que minhas informações pessoais sejam vendidas sem a minha permissão e participação nos lucros. E isto acontece na realidade.
A coisa já funcionava assim antes da internet. A revista Veja, a exemplo de outras publicações do gênero, sempre venderam cadastros segmentados de seus assinates para as mais diversas empresas.
Com o surgimento da NET a coisa ficou um pouco pior. A Microsoft certamente vende as listas de e-mails para quem se interessar. Basta ver o número de e-mails que nos chegam dos mais variados produtos e serviços, sem que os tenhamos solicitado.
Esta lista pode muito bem ser vendida a um governo que deseje saber quem é quem entre os seus cidadãos e assim lançar seus programas de controle, destinados a grupos específicos. Se é que já não foi feito.
Enfim, eu acredito que o Controle é inevitável e será sempre usado em favor dos interesses do Estado e das grandes coorporações, logicamente em detrimento de nós, os OTÁRIOS ( máquinas de comer e cagar, na visão DELES).
Um excelente artigo postado pelo Lázaro, só faltou o link e a opinião do próprio. Eu já havia lido este tópico, há alguns dias, e fiquei de comentar depois, quando o post estivesse lá embaixo, destacando-o, tamanha a relevância e tamanha também a gravidade dos fatos registrados aqui.
Devido ao controle da mídia nacional, que nós bem conhecemos, e ao controle da mídia internacional pela NOM, decantada em prosa e verso pelo OdeC, só nos restou a rede de computadores para buscarmos informações confiáveis. É confiável porque, ao contrário dos outros órgãos de mídia (TV, jornais impressos etc), cabe apenas a nós mesmos, leitores, indicar o grau de confiabilidade de um determinado endereço eletrônico; se gostamos então divulgamos e, caso não o achemos confiável, basta não divulgarmos e não voltarmos lá.
Porém, a internet é muito mais do que uma fonte de informação confiável; é uma arma poderosa em favor da liberdade de expressão e da organização política. É através da internet que conhecemos pessoas com o mesmo perfil político, fazemos amigos e business. Muitos até constituem famílias através dessa ferrramenta cibernética.
Hoje, usufruímos de um modelo político onde ainda existem a liberdade de expressão e a inviolabilidade da vida privada; são direitos individuais garantidos em lei e, apesar das pressões do PT (quebra de sigilos, dossiês, CFJ, Ansinav, PNDH3 etc), a separação dos 3 poderes ainda nos dá um certo grau de estabilidade nas instituições democráticas, o que já não ocorre em outros países.
Elles querem o monopólio das informações mas nós, internautas, estamos incomodando os Rockfeller, que bom! O preço da liberdade é a eterna vigilância.
Trata-se de uma via de mão dupla, essa busca de informações. Eu não tenho dúvida disto, é claro: nós conseguimos informação ao preço de tornar possível conseguirem informação sobre nós. Governo ou não-governo - I mean, não é só "o Estado" quem descobre coisas a seu respeito via Internet, e sim qualquer um que QUEIRA, literalmente.
Eu acho que é necessário ENTENDER que este é o preço do conseguir informações mencionado, de conseguir compartilhá-las. É inevitável. SABERÃO quem você é. Saberão de absolutamente TUDO. Já sabem, por sinal, Internet ou não Internet. Minha casa está no Google Earth - a de vocês idem. Se quiserem seguir seus passos, SEGUIRÃO. Não há o que fazer, quanto a isso. Não é nem sequer "um governo" que faz tal coisa, aliás. É UM SISTEMA GLOBAL.
Amigo, eu acho ingenuidade pensar que existe inviolabilidade da privacidade de quem quer que seja. Infelizmente, não há, não. É que nós gostamos de pensar que há - mas na verdade não há nenhuma. Bom é ser insignificante e não chamar muita atenção: é o que garante ALGUMA privacidade, esse "não interessar" - mas até isto é "até certo ponto" e "por enquanto".
A qualquer momento se entra em programas do tipo do mencionado Google Earth e se anda, virtualmente, por uma determinada rua de uma cidade americana como - say - Miami, ou NYC. Eu posso "caminhar" pela rua até a casa da minha filha, atravessar a rua, e ver o carro dela estacionado na porta. Posso fazer a mesma coisa em Sydney, e ver a casinha azul onde mora meu filho, com a bicicleta no portão. Eu posso "caminhar" por uma rua e ver o quadro que eu vendi para uma galeria americana na vitrine. Antes eu já havia "visitado" a galeria virtualmente pra ver se me interessava vender o quadro para ela, ou se seria uma espelunca. Tudo isto é factível por mim, uma brasileira anônima que nem entende lá muito dessas coisas. E você acha que existe privacidade, amigo? Acabou há muito tempo.
Na minha opinião, mais vale ENCARAR o fato e enfrentá-lo - querer que esse tipo de coisa não exista não adianta MAIS, sinceramente. Já tá aí. O OLHO do Big Brother vê o que quiser ver.
Para mim, não interessa se os meus dados estão em servidores espalhados pelo mundo - afinal de contas, também tenho dados espalhados por escolas, hospitais, bancos, imobiliárias e afins. O problema e a grande questão a ser ponderada é: "o que vão fazer com as minhas informações?" Estejam elas on-line ou não. Suas informações estão espalhadas em todos os lugares que você faz um simples cadastro, a questão é garantir que elas não sejam usadas para fins que você desconheça ou que estejam contra você mesmo, este é o grande ponto da difusão de informações pessoais.
Nem ligo de saberem onde moro, minha profissão, quanto é meu salário, se vou ao banheiro 3 vezes à noite... Quero é ler e escrever. Se um dia essa prática se tornar crime e me condenarem a morte por enforcamento na praça da paróquia e depois exporem meu corpo pendurado na porta da quadra da Beija- flor de Nilópolis para servir de exemplo não estou nem ai, um dia terei de morrer mesmo.
Preocupar- me com cadastros de minhas atividades não está com nada. Se os comunas ganharem mais poder do que já tem estamos perdidos mesmo.
Continuemos com nossas vidas, lendo e aprendendo, escrevendo no Orkut, em blogs etc.
"Nem ligo de saberem onde moro, minha profissão, quanto é meu salário, se vou ao banheiro 3 vezes à noite... "
Eu me importo com isso, conforme já postei e na medida do possível, procuro não dar "milho ao bode".
Entretanto, não deixo de acessar a internet e de levar a minha vida normalmente. Apenas não me iludo ao ponto de achar que a WEB é um território democrático e livre, conforme o entendimento de alguns.
Concordo com a Priscila. O Estado tem de ficar no tamanho, condição e "lugar" que lhe cabe, limitado por uma estrutura que o force a ficar lá (baseado no equilíbrio de poderes e na capacidade do cidadão impor sua liberdade quando esta for invadida pelo Leviatã) e pelos padrões éticos e morais que o Estado não pode produzir e do qual é dependente.
Nossa informações estão por aí. É inevitável tendo em vista a complexidade técnica que virou a vida moderna nesse momento e a necessidade mínima de segurança, não para garantir o controle de tudo, mas para garantir, por probabilidade estatística, que alguém não atacará a tua pessoa pelos meios disponíveis. Esses meios podem estar ou não inseridos no próprio Estado.
Essa vida complexa é uma faca de dois gumes: se por um lado é aparentemente mais difícil controlarem sua vida pela simples complexidade das coisas, por outro a tendência é de clamar por mais segurança para que essa mesma complexidade não engula nossas vidas (o que já acontece... só lamento). E clamamos essa segurança para quem? O Estado, claro.
A modernidade pode se tornar um buraco sem saída na medida em que ela torna-se o marco superior de nossas vidas. Por isso a necessidade, maior do que nunca, da preservar e viver a herança religiosa e espiritual que nos cabe.