Requião ataca elite e dedica discurso a Cláudio Lembo
O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), 65, tomou posse do segundo mandato consecutivo declarando que fará um "governo de esquerda" e chamando o grupo político que derrotou na eleição de outubro passado de ser "corrupto" e "de direita".
O governador incluiu a imprensa no grupo adversário. Disse que suspenderá verbas publicitárias aos maiores veículos de comunicação do Estado nos próximos quatro anos.
O discurso na Assembléia Legislativa, Requião dedicou ao ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo (PFL), a quem chamou de "imprevisível e extraordinário conservador".
Em entrevista à Folha publicada no domingo, Lembo acusou a elite de "sempre se lambuzar e viver das benesses do Estado" e disse que apenas era "mais cuidadosa" na corrupção do que foi o PT ao chegar ao poder.
"Somos de esquerda porque ser de esquerda é ser solidário, fraterno e humano", afirmou Requião. Segundo ele, a frase do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que sexagenários que se mantêm na esquerda têm problemas não pode ser mal interpretada ou distorcida como pretexto de alguns para negar a opção.
O discurso do governador paranaense também abrigou a defesa da opção nacionalista, com citações elogiosas aos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, da Bolívia, Evo Morales, e do Equador, Rafael Correa, e condenações ao governo dos Estados Unidos e à globalização da economia.
"E lá vem essa conversa toda de populismo, do horror a um Hugo Chávez, a um Evo Morales, a um Rafael Correa, a qualquer um enfim que se oponha ao consenso de Washington, aos ditames do FMI, às receitas do neoliberalismo, à ação sem freio do mercado", disse Requião.
A abordagem estimulou o vice-governador também reempossado, Orlando Pessuti (PMDB), a lançá-lo candidato a presidente da República em 2010, na segunda e última solenidade do dia.
O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), 65, tomou posse do segundo mandato consecutivo declarando que fará um "governo de esquerda" e chamando o grupo político que derrotou na eleição de outubro passado de ser "corrupto" e "de direita".
O governador incluiu a imprensa no grupo adversário. Disse que suspenderá verbas publicitárias aos maiores veículos de comunicação do Estado nos próximos quatro anos.
O discurso na Assembléia Legislativa, Requião dedicou ao ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo (PFL), a quem chamou de "imprevisível e extraordinário conservador".
Em entrevista à Folha publicada no domingo, Lembo acusou a elite de "sempre se lambuzar e viver das benesses do Estado" e disse que apenas era "mais cuidadosa" na corrupção do que foi o PT ao chegar ao poder.
"Somos de esquerda porque ser de esquerda é ser solidário, fraterno e humano", afirmou Requião. Segundo ele, a frase do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que sexagenários que se mantêm na esquerda têm problemas não pode ser mal interpretada ou distorcida como pretexto de alguns para negar a opção.
O discurso do governador paranaense também abrigou a defesa da opção nacionalista, com citações elogiosas aos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, da Bolívia, Evo Morales, e do Equador, Rafael Correa, e condenações ao governo dos Estados Unidos e à globalização da economia.
"E lá vem essa conversa toda de populismo, do horror a um Hugo Chávez, a um Evo Morales, a um Rafael Correa, a qualquer um enfim que se oponha ao consenso de Washington, aos ditames do FMI, às receitas do neoliberalismo, à ação sem freio do mercado", disse Requião.
A abordagem estimulou o vice-governador também reempossado, Orlando Pessuti (PMDB), a lançá-lo candidato a presidente da República em 2010, na segunda e última solenidade do dia.