Alguns sentem satisfação quando alguém que foi de esquerda salta o muro, muda de campo e se torna de direita – como se dissessem: “Eu sabia, você nunca me enganou”, etc., etc. Outros sentem tristeza, pelo triste espetáculo de quem joga fora, com os valores, sua própria dignidade – em troca de um emprego, de um reconhecimento, de um espaçozinho na televisão.
O certo é que nos acostumamos a que grande parte dos direitistas de hoje tenham sido de esquerda ontem. O caminho inverso é muito menos comum. A direita sabe recompensar os que aderem a seus ideais – e salários. A adesão à esquerda costuma ser pelo convencimento dos seus ideais.
O ex-esquerdista ataca com especial fúria a esquerda, como quem ataca a si mesmo, a seu próprio passado. Não apenas renega as idéias que nortearam – às vezes o melhor período da sua vida -, mas precisa mostrar, o tempo todo, à direita e a todos os seus poderes, que odeia de tal maneira a esquerda, que já nunca mais recairá naquele “veneno” que o tinha viciado. Que agora podem contar com ele, na primeira fila, para combater o que ele foi, com um empenho de quem “conheceu o monstro por dentro”, sabe seu efeito corrosivo e se mostra combatente extremista contra a esquerda.
Não discute as idéias que teve ou as que outros têm. Não basta. Senão seria tratar interpretações possíveis, às quais aderiu e já não adere. Não. Precisa chamar a atenção dos incautos sobre a dependência que geram a “dialética”, a “luta de classes”, a promessa de uma “sociedade de igualdade, sem classes e sem Estado”. Denunciar, denunciar qualquer indicio de que o vício pode voltar, que qualquer vacilação em relação a temas aparentemente ingênuos, banais, corriqueiros, como as políticas de cotas nas universidades, uma política habitacional, o apoio a um presidente legalmente eleito de um país, podem esconder o veneno da víbora do “socialismo”, do “totalitarismo”, do “stalinismo”.
Viraram pobres diabos, que vagam pelos espaços que os Marinhos, os Civitas, os Frias, os Mesquitas lhes emprestam, para exibir seu passado de pecado, de devassidão moral, agora superado pela conduta de vigilantes escoteiros da direita. A redação de jornais, revistas, rádios e televisões está cheia de ex-trotskistas, de ex-comunistas, de ex-socialistas, de ex-esquerdistas arrependidos, usufruindo de espaços e salários, mostrando reiteradamente seu arrependimento, em um espetáculo moral deprimente.
Aderem à direita com a fúria dos desesperados, dos que defendem teses mais que nunca superadas, derrotadas, e daí o desespero. Atacam o governo Lula, o PT, como se fossem a reencarnação do bolchevismo, descobrem em cada ação estatal o “totalitarismo”, em cada política social a “mão corruptora do Estado”, do “chavismo”, do “populismo”.
Vagam, de entrevista a artigo, de blog à mesa redonda, expiando seu passado, aderidos com o mesmo ímpeto que um dia tiveram para atacar o capitalismo, agora para defender a “democracia” contra os seus detratores. Escrevem livros de denúncia, com suposto tempero acadêmico, em editoras de direita, gritam aos quatro ventos que o “perigo comunista” – sem o qual não seriam nada – está vivo, escondido detrás do PAC, do Minha casa, minha vida, da Conferência Nacional de Comunicação, da Dilma – “uma vez terrorista, sempre terrorista”.
Merecem nosso desprezo, nem sequer nossa comiseração, porque sabem o que fazem – e os salários no fim do mês não nos deixam mentir, alimentam suas mentiras – e ganham com isso. Saíram das bibliotecas, das salas de aula, das manifestações e panfletagens, para espaços na mídia, para abraços da direita, de empresários, de próceres da ditadura.
Vagam como almas penadas em órgãos de imprensa que se esfarelam, que vivem seus últimos sopros de vida, com os quais serão enterrados, sem pena, nem glória, esquecidos como serviçais do poder, a que foram reduzidos por sua subserviência aos que crêem que ainda mandam e seguirão mandado no mundo contra o qual, um dia, se rebelaram e pelo que agora pagam rastejando junto ao que de pior possui uma elite decadente e em vésperas de ser derrotada por muito tempo. Morrerão com ela, destino que escolheram em troca de pequenas glórias efêmeras e de uns tostões furados pela sua miséria moral. O povo nem sabe que existiram, embora participe ativamente do seu enterro.
Caros moderadores: sei muito bem que o lugar de dejetos é o esgoto. Mas este texto é tão estúpido, tão besta, tão infantil que merecia ser exposto ao ridículo. Não que o emir já não fizesse isto por si próprio, mas... não resisti. Esse pessoal é DOENTE mesmo.
Você postou essa "pérola"extraída do blog desse escrevinhador barato e planfletário, prá que?
Se o propósito foi fazer rir, pelo menos de minha parte já conseguiu.
Esse Emir é um comunistinha caricato. Um talento desperdiçado, deveria ser contratado para divertir plateias de circos de periferia.
O blog desse néscio tem o patrocínio do Governo Federal.
Ele escreve com a mesma desenvoltura do Presidente da República.
Êta sujeito ignorante!
Quem foi o irresponsável que enganou esse pobre homem, a ponto de fazê-lo acreditar que sabia escrever? Isso não se faz!
Emir Sader nasceu em São Paulo, no ano de 1943. Formou-se em Filosofia na Universidade de São Paulo. Fez Mestrado em Filosofia Política e Doutorado em Ciência Política, ambos na Universidade de São Paulo. Na mesma universidade, trabalhou como professor, primeiro de filosofia, depois de ciência política. Foi, ainda, pesquisador do Centro de Estudos Sócio Econômicos da Universidade do Chile, professor de Política na UNICAMP e coordenador do Curso de Especialização em Políticas Sociais na Faculdade de Serviço Social da UERJ. Atualmente dirige o Laboratório de Políticas Públicas na UERJ, onde é professor de sociologia.
Sim, Emir "Getulho"já ganhou todos os prêmios e títulos que tínhamos para oferecer, em matéria de imbecilidade irrecuperável. É Imbecil Coletivo hors concours, Yolesman vitalício, e membro de todas as confrarias de antas, toupeiras, zebras e orangos que existem. Vejo agora que estendeu a sua visceral burrice, e resolveu contribuir para o patrimonio da estupidez universal com "análises picicolójicas".
Mandarei uma mensagem à referida besta quadrada, junto com as minhas felicitações por ter encontrado mais este âmbito para desenvolver seus dotes de palerma completo e cretino irremissível. O diploma de "dotô num fróide mais tamém num sai di cima", que acabo de criar em sua homenagem, e devidamente impresso em utilíssimo pedaço de papel higiênico, depois eu mando pelo correio.
"Outros sentem tristeza, pelo triste espetáculo de quem joga fora, com os valores, sua própria dignidade – em troca de um emprego, de um reconhecimento, de um espaçozinho na televisão.
O certo é que nos acostumamos a que grande parte dos direitistas de hoje tenham sido de esquerda ontem. O caminho inverso é muito menos comum. A direita sabe recompensar os que aderem a seus ideais – e salários. A adesão à esquerda costuma ser pelo convencimento dos seus ideais."
Sou um ex-super-esquerdista, e até hoje não recebi recompensa nenhuma por nada, caso haja algum direitista ai que pague gordos salários, e dê espaço na televisão para direitistas - KKKKKK, esta foi boa, direitistas na televisão, onde? - eu estou aqui fudido e mal pago na na espera da minha recompensa. KKKKKK
Emir, vai aprender a ser gente! Este porcaria deveria ser abortado, porque nunca chegará se desenvolver a ponto de se tornar um ser humano.
Impressionante a associação obsessiva que o sujeito faz entre virar direitista e receber vantagens financeiras por isso. Pergunto eu: quantos imbecis de esquerda ganham fortunas justamente no meio acadêmico para falar as merdas que falam? E o sr. Sader, se exclui dessa lista?
Ademais, é o velho comentário da esquerda superior à direita; a primeira dirigida pelos ideais, a segunda dirigida pelo dinheiro e associados à simpatia pela ditadura.
Sader certamente escreveu mais esse artigo de ódio ao capitalismo no seu confortável apartamento na praia do Leblon, um dos metros quadrados mais caros do mundo. É um caso extremo de hipocrisia que só merece mesmo a clássica resposta: Emir, vá tomar no c*.
Fiquei curioso agora: gostaria de saber do Emir Sader onde estão os espaçozinhos de direita na TV brasileira, pra mim me tornar espectador. Se for o Jabor ou o Datena não vale!
a maioria esmagadora dos Petralhas .
Na pequenes de seu sub-mundo mental , quem não é petralha é "direita" e,por conseguinte , um reacionario e etc e tal .
Da escola delle , vem Marilena Chaui e Marco Aurelio Garcia ...
O comunismo é uma patologia moral que vai levando a pessoa inexoravelmente à mentira, à calúnia, ao completo abandono de todo o senso moral. O sujeito simplesmente perde a vergonha por completo e acaba assim feito esse Sader, por exemplo.