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A hidra e suas cabeças

Iniciado por priscila em 07/03/2010 · 6 mensagens

priscila#1
O despencamento mundial e generalizado no buracón merece, penso eu, uma análise um pouco mais abrangente. tendemos, penso que todos, a ver CADA CABEÇA da hidra - mas não a ver a dita cuja inteira. O mitológico Héracles, meu herói favorito desde os meus tempos infantis de Monteiro Lobato, onde eu era mentalmente - e evidentemente - a Emília, enfrentou a hidra e a venceu, como sabemos... Nesta brilhante metáfora do monstro das múltiplas cabeças, não adiantava arrancar UMA, nem mesmo TODAS - pois elas cresceriam novamente.

Trata-se, é claro, de matar a hidra, não de arrancar suas cabeças. Ou seja, transpondo para a nossa atual situação: trata-se de compreender que a corrupção, a imoralidade, os estupefacientes, as tiranias, o terrorismo, a desembestada cupidez - enfim, tudo isto e todos os etcéteras - são apenas "cabeças de uma mesma hidra".

É pouco eficaz querer arrancá-las: outras nascerão em seu lugar, iguaizinhas. Héracles chamou Iolau e juntos conseguiram matar o monstro usando seu próprio veneno - resta a nós arranjar um modo de traduzir esta metáfora e encontrar o "COMO".

Mas eu achei que era importante dizer isto: e este paralelo se subdivide em mil paralelinhos semelhantes, como por exemplo - as múltiplas facetas, aka o conjunto da aberrações que vemos diariamente nos jornais aqui do Brasil, são também sub-cabecinhas da hidra. O "nosso"tráfico, a "nossa"corrupção - que aliás não é apenas política, mas generalizada - a "nossa"imbecilidade galopante, o "nosso"esquerdismo apalermado, a "nossa" intelectualidade capenga, o "nosso"ateísmo militante - tudo "cabecinha", botando fogo pelas ventas por ser parte integrante e inseparável do mesmo monstro que as supre de energia vital: o domínio novordista-comunista sobre o mundo. Não exatamente como uma "firma", ou como uma "organização"única: mas como um CONJUNTO ARTICULADO de ações convergentes com um mesmo fim. ESTA é que a hidra inteira, completa.

Achei um bom tema para uma reflexão dominical.
priscila#2
Up.
priscila#3
"Ninguém compreenderá jamais o movimento revolucionário mundial enquanto continuar a encará-lo apenas pelo prisma dos movimentos especiais que o integram. Como explicar, por exemplo, a ascensão brutal do esquerdismo no mundo depois da queda da URSS que, segundo a expectativa geral, deveria prenunciar o seu fim? A suspresa diante do fenômeno é tão grande que muitos preferem até negá-lo, refugiando-se numa ilusão psicótica. Mas a explicação dele é simples se você entende que o movimento comunista organizado desde os centros de comando em Moscou e Pequim era apenas uma encarnação parcial e temporária do movimento revolucionário, que este continuava se desenvolvendo em outros contextos sob outras formas, latentes e discretas, prontas a subir ao primeiro plano tão logo a versão soviético-chinesa falhasse, como de fato aconteceu. É deprimente, por exemplo, notar como os EUA, nos anos 50, ao mesmo tempo que combatiam de frente o expansionismo comunista e a espionagem soviética, recebiam de braços abertos os filósofos da Escola de Frankfurt, que já traziam consigo o germe da New Left destinada a florescer na década seguinte com uma força, uma virulência e uma amplitude jamais sonhadas pelos partidos comunistas."

Olavo, em "Para compreender a revolução mundial",

http://www.olavodecarvalho.org/semana/070514dc.html
priscila#4
"" Combater um movimento especial sem ter em vista suas ligações com o conjunto do movimento revolucionário é arriscar-se a fortalecer este último no instante mesmo em que se imagina derrotá-lo."

Bom tema para um bom debate, não?
felipe_15#5
Fez-me lembrar de legião....
felipe_15#6
que são vários demônios que não dizem seu próprio nome, mas agem sob os desígnios de satan

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