1- Durante a guerra da Yugoslávia, Michael Jackson dramatizou um teatrinho no seu show business que consistia numa cena no qual uma criança refugiada entrega uma flor para um soldado de bandeira adversária. O soldado chora e isso é apresentado como uma mensagem de paz.
Alguns consideraram tal encenação como sendo piegas, sensasionalista, etc. Todavia, acredito que por trás de sentimentos negativos como este, existe uma racionalidade oculta que se explicitada esclarece o porquê disto parecer algo forçado, artificial, embora nem sempre consigamos explicar em palavras.
É por aí. Mas analisando porque tal cena me incomoda, cheguei a conclusão de que é porque tal encenação caracteriza uma atitude presunçosa de quem não se importa com os motivos do conflito, que presume achar que seu ponto de vista simplório é o bastante para resolver tudo. É uma atitude presunçosa que não procura discriminar se existe aquele que está agredindo ou se defendendo, pressupondo que os dois lados estão moralmente equilibrados. O gesto da flor expressa um menosprezo por qualquer investigação neste sentido, é uma celebração da ignorância inocente como modelo de bondade.
Ha, ha, ha...sua colocação realmente é ótima...o incrível de tudo isso, é que este raciocínio realmente se realiza em nossa cabeça, pensamos isto, só que tal percepção se manifesta como um sentimento, um ato de intuição. Se no instante que isto é sentido, alguém lhe pede para explicar, nem sempre estas idéias concatenadas, este palavreado vem a tôna. Só depois de uma reflexão é que se consegue achar um modo de comunicar isto. Na época que soube deste espetáculo senti mesmo uma sensação de pieguice, mas naquele momento não sabia dizer porque experimentava tal sensação.
Eu concordo com Hélio e Glen.
É isso mesmo: esse é o raciocínio pulha de quem pensa que "nenhum" motivo justifica uma guerra, usado reiteradamente em benefício de inúmeras monstruosidades cometidas por outros tantos monstros.
Para os defensores tão bonzinhos dessa idéia, uma prova de extrema "virtude" seria, é claro, deixar que qualquer atrocidade ficasse completamente impune.
Essas pessoas deveriam ser "caridosas", estúpidas e babacas assim no inferno, né não?
As conversas de alto nível pressupõem a ausência de Jesus? (Fique bem claro que Jesus é a palavra dEle)
Não posso considerar de alto nível qualquer conversa onde Jesus não possa participar. Da próxima vez deixe um aviso: "Jesus, o "Senhor" não é bem-vindo".
"Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto pra ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus." (Tiago 1:19-20)
É também dito nas escrituras que Deus não deve ser amado como uma imagem, mas por intermédio de espírito e verdade. Isto deve querer dizer que amar a Deus não significa se fixar numa representação física dele, seja imagem ou um símbolo gráfico qualquer. Penso que hermeneuticamente os pensamento bíblico sobre isto percebeu algo de prejudicial no fetiche que os povos costumam ter que os fazem substituirem o raciocínio, a reflexão individual por um slogan ou emblema, os ídolos que tornam as pessoas incapazes de julgar um função do bom senso mas em função de ideais abstratos.
Isto significa que ficar meramente dizendo "Jesus isso", "Jesus aquilo", não quer dizer que esta pessoa está falando sobre Jesus, mas pode estar simplesmente repetindo um som de significado apenas simbólico, esvaziado do conteúdo semântico a que ele se refere. A substituição da reflexão individual pelo palavreado mecânico também é denunciado nos evengelhos para que as pessoas não orem por meio de uma receita pré-fabricada, e a sabedoria por trás disso é evitar que o orador consiga se dissociar de sua oração enquanto planeja o pecado seguinte, forcando-o a um comprometimento com o que diz.
Assim, procurar a verdade e dizê-la é amar mais a Deus do que ficar repetindo a palavra "Jesus", pois Deus deve ser amado com espírito e verdade e não por meio de simbolos.
Por outro lado, sua posição diante da guerra não é individual, baseada numa reflexão própria. Mas é uma posição assumida pela sua religião, que é contra a guerra em princípio. Então não estamos discutindo contra algo que você acha, mas contra uma doutrina em que você acredita. A doutrina religiosa dos Batistas do Sétimo Dia, neste aspecto alega que é moralmente errado agredir um outro ser humano, seja qual for o motivo, e que portanto seria moralmente preferível suportar uma agressão fatal do que arriscar-se a produzir uma. É melhor no meu entender, discutir a questão à este nível, verificando se é uma doutrina que possui fundamento filosófico e religioso do que debater na escuridão, sem saber as motivações em que se apóiam cada uma das posições.
O que você chama de símbolo gráfico qualquer é exatamente o que Deus deixou por escrito para que fosse transmitido através de seus discípulos. Transmitido; e não orado. A Bíblia reprova as vãs repetições nas orações. Não estou orando para vocês, minhas orações são dirigidas somente a Deus, e em nome do Senhor Jesus Cristo; estou sim transmitindo de maneira sistemática os ensinamentos que têm poder para salvar os que se submetem a eles de coração. Sou membro da Igreja Batista do 7° Dia porque não vejo nenhuma contradição entre o que ela ensina e o que a palavra de Deus ensina, senão já não estaria mais lá.
"Assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei." (Isaías 55:8-11)
A palavra de Deus não é de forma nenhuma levada ao conhecimento em vão. Ou ela servirá para salvar, quando através do seu conhecimeto o Espírito Santo convencer do pecado, causando o arrependimento para a salvação; ou para condenar, caso seja desprezada, já que não haverá arrependimento, nem a conseqüente conversão do caminho do erro.
Também admiro todos vocês pela inteligência e pelo conhecimento em suas respectivas áreas, e também respeito suas opiniões e sei que defendem aquilo em que realmente acreditam. Acho interessante trocarmos idéias com quem não pensa igual a nós, mesmo que isso venha a provocar alguns atritos. A gente enriquece mais o nosso conhecimento tanto do pró quanto do contra. Mas estou aprendendo muito com vocês.