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Pelos boinas vermelhas na ONU

Iniciado por leonardo_15 em 21/03/2010 · 7 mensagens

leonardo_15#1
O que segue abaixo vem da newsletter do Zenit, e me faz lembrar que, há tempos, pretendo traduzir um capítulo inteiro de "Iota Unum", um livro fantástico em suas demais exposições, mas que, naquele ponto, defende com todas as letras um governo global supostamente imbuído de ideais cristãos. Enfim, à notícia:“Pelos Boinas Vermelhas na ONU”, por Nicole Guedj
Presidente da Fundação “Boinas Vermelhas”
Por Anita S. Bourdin


PARIS, terça-feira, 16 de março de 2010 (http://zenit.org/).- O L'Osservatore Romano apoiou recentemente a ideia de formar uma “proteção civil” internacional, que possa intervir em caso de catástrofes no mundo, por ordem da ONU.

A presidente da Fundação Boinas Vermelhas, Nicole Guedj, autora de um recente manifesto intitulado “Pelos Boinas Vermelhas na ONU” (Edições Cherche-Midi, Paris, 2009), explica a Zenit a necessidade de um corpo desse tipo para a aldeia global.

- Nicole Guedj, você foi ministra e atualmente preside a Fundação Boinas Vermelhas. Os recentes acontecimentos do Haiti nos fizeram perceber a necessidade de uma “proteção civil” internacional. É isso que você defende na ONU há 10 anos?

Nicole Guedj: Efetivamente, defendo há anos a criação de uma força internacional humanitária de reação rápida, situada sob a proteção da ONU: os Boinas Vermelhas.

Devemos dotar a assistência humanitária de um “diretor de orquestra” para coordenar suas ações e torná-las mais eficazes.

Se não aprendemos as lições do Tsunami ou as do Katrina, espero que retenhamos as do Haiti.

Apesar da mobilização sem precedentes da ajuda internacional, é preciso constatar que, por falta de organização e coordenação, perdemos muitas vidas humanas.
leonardo_15#2
-No entanto, as equipes de resgate chegaram aos milhares. Como explicar os problemas de organização dos serviços de emergência?

Nicole Guedj: O presidente do Haiti, René Preval, com quem assinei um “Apelo por Boinas Vermelhas na ONU”, explicou isso muito bem. O Haiti não estava preparado para receber uma mobilização assim. Temos de antecipar a gestão das catástrofes para estar preparados para reagir em caso de emergência.

Com os Boinas Vermelhas que defendo, disporíamos de um Estado maior, através da ONU, para identificar as necessidades e compartilhar os recursos disponíveis, em crescimento.

Imagino também alguns centros regionais, em cada continente, para escrever os projetos de intervenção, destinados a harmonizar os procedimentos

-Em um editorial recente, o L’Osservatore Romano destacou que, em primeiro lugar, é preciso mobilizar e coordenar os serviços de socorro internacionais em caso de emergência: isso evitaria certa desordem, que faz perder um tempo precioso. Isso não instituiria também um direito internacional à “intervenção humanitária”, como desejava João Paulo II, sem risco de domínio de um país sobre o outro?

Nicole Guedj: Tenho certeza de que somente a ONU tem a legitimidade para intervir por tudo e para todos, em nome de toda a humanidade. Lembremos do exemplo do ciclone Nargis, que devastou Myanmar em 2008.

O governo mianmarense só aceitou a entrada de equipes humanitárias depois de 3 semanas. E o único interlocutor a quem reconheceu legitimidade e credibilidade foi Ban Ki-moon, o secretário-geral da ONU.

Com os Boinas Vermelhas, seria preciso instaurar uma nova forma de governo humanitário baseado no voluntariado.

Mais adiante, os países membros da ONU seriam convidados a assinar uma resolução e, em caso de catástrofe, corresponderia aos governos solicitar a intervenção dos Boinas Vermelhas.

Também no Chile, 3 dias depois das inundações, Michèle Bachelet apelou finalmente à ajuda internacional.
leonardo_15#3
-Quais são as principais conquistas quanto ao objetivo da criação dos Boinas Vermelhas?

Nicole Guedj: Em 2004, após o Tsunami, Kofi Annan aceitou o princípio dos Boinas Vermelhas. Do Haiti, o presidente Preval e o Vaticano se uniram a nós nesta luta.

Cada dia, recebemos numerosas mensagens de bombeiros, associações, que estão preparados para colocar a boina vermelha!

Eu também trabalho com o secretário-geral da Organização Internacional da Francofonia, Abdou Diouf, que também é nosso patrocinador para envolver os países francófonos, especialmente a África, neste projeto.

Por sua vez, o cardeal Lustiger, a quem dirijo um pensamento emocionado, também apoiou os Boinas Vermelhas e aceitou apadrinhar a Fundação.

Recordemos que a caridade cristã é a que inspirou as bases da ação humanitária e por isso é natural que o cardeal Lustiger tenha se comprometido com sua renovação.

Por minha parte, sempre me deixei guiar por esta frase do Talmude: “Salvar uma vida é salvar toda a humanidade”.

-Seu projeto parece especialmente apropriado para chegar aos jovens, que tanto desejam realizar um serviço concreto aos demais e fazê-lo no âmbito internacional, ao serviço da aldeia global. O que você propõe aos jovens hoje?

Nicole Guedj: A Fundação Boinas Vermelhas trabalha bem de perto com a comunidade estudantil. Quando provamos nosso satélite Emergesat, no Chade, com o ACNUR, constituímos uma delegação de presidentes de associações humanitárias de grandes escolas.

Estes jovens tiveram, assim, a oportunidade excepcional de ir ao encontro de refugiados de Darfur e de equipes humanitárias.

Hoje, eles nos ajudam sem cessar para levar adiante o projeto dos Boinas Vermelhas.

Também organizamos anualmente um concurso estudantil de criatividade humanitária. No ano passado, tivemos mais de 150 inscritos, procedentes de todos os cantos da França.

Os projetos foram especialmente inovadores e selecionamos um projeto de purificação de água salina através da destilação solar.
leonardo_15#4
Neste ano, repetimos a experiência, propondo a todos os estudantes europeus que se envolvessem de forma concreta em projetos de solidariedade internacional.

-Que outras propostas de ação estão programadas?

Nicole Guedj: A Fundação Boinas Vermelhas também trabalha na concepção de ferramentas tecnológicas inovadoras, para facilitar a ação humanitária. Já realizamos o Emergesat, nosso contêiner de telecomunicações via satélite, em colaboração com Thales Alenia Space e com o Centro Nacional de Estudos Espaciais.

Esse contêiner foi enviado no primeiro avião francês que saiu rumo a Porto Príncipe. Atualmente, é utilizado pelas equipes francesas presentes na residência do embaixador da França e já foram estabelecidas mais de 20 mil comunicações.

Também desenvolvemos um motor de busca para encontrar as vítimas de catástrofes naturais.

Este projeto foi selecionado na convocação de Appel “web inovadora”, lançada pelo governo francês e o realizamos com o Google e algumas franquias incipientes.

Temos muitos outros projetos em curso. Cabe a nós concretizá-los.
leonardo_15#5
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Volto.
Na mesma newsletter, leio entrevista com René Guitton, autor de "Cristofobia", livro há pouco publicado aqui na Itália. E em quem Guitton deposita suas esperanças de intervenção sobre as violências contra cristãos? Ora, na Unesco! Na ONU!

Também o Zenit reportava, em dias anteriores e pleno de satisfação, as solenidades pelo aniversário da fundadora do movimento dos Focolares, que, ao menos na América Latina, é uma espécie de TL com cores berrantes. Reporto esses exemplos porque a cegueira generalizada de nossa Igreja me angustia. Urge que lhe ambram os olhos!
eric_2#6
E a onu segue feliz para o caminho do abismo.
Ela terá o mesmo fim da liga das nações
giovanni_3#7
A ONU da época da fundação já acabou faz muito tempo. Não dá pra esperar nada de bom.
É lamentável que católicos e cristãos, em geral, que deveriam buscar a verdade acima de tudo, acomodem-se com as notícias manipuladas da televisão e confiem nessa horda de tecnocratas.

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