O libanês Ali Sibat foi preso em 2008 na Arábia Saudita e condenado à morte no ano passado
Parece algo da distante Idade Média, um daqueles episódios que se leem em livros de história – mas está previsto para ocorrer em pleno século 21. Condenado por “bruxaria”, um apresentador de TV libanês deve ser decapitado hoje na Arábia Saudita, em um caso que expõe o abismo cultural entre o Ocidente e o Islã.
A informação sobre a execução foi dada por May al-Khansa, advogada do réu, Ali Hussain Sibat, com base em fontes judiciais. Oficialmente, as autoridades sauditas não confirmaram a data. A advogada também disse que fez um apelo ao primeiro-ministro do Líbano, Saad al-Hariri, e ao presidente do país, Michel Suleiman, para que interviessem e tentassem impedir a execução. Um pedido semelhante foi feito ao rei da Arábia Saudita, Abdullah, pela organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional.
Até dois anos atrás, Sibat, 49 anos, era o apresentador de um popular programa de auditório da televisão libanesa, transmitido pelo canal a cabo Sheherazade. No show, dava conselhos à audiência e também fazia previsões sobre o futuro – base da acusação que o levou a ser sentenciado à pena de morte. Em maio de 2008, ele viajou para a Arábia Saudita, o berço do islamismo, com o objetivo de participar da Umra, uma peregrinação religiosa. Acabou sendo preso pela temida Polícia Religiosa do país, a Mutawa’een – que, entre outras tarefas, impede, por exemplo, que as mulheres saiam à rua com roupas consideradas inadequadas e desacompanhadas de um parente. Em novembro do ano passado, o apresentador foi considerado culpado por um tribunal da cidade sagrada de Medina e condenado à morte.
Parece algo da distante Idade Média, um daqueles episódios que se leem em livros de história – mas está previsto para ocorrer em pleno século 21. Condenado por “bruxaria”, um apresentador de TV libanês deve ser decapitado hoje na Arábia Saudita, em um caso que expõe o abismo cultural entre o Ocidente e o Islã.
A informação sobre a execução foi dada por May al-Khansa, advogada do réu, Ali Hussain Sibat, com base em fontes judiciais. Oficialmente, as autoridades sauditas não confirmaram a data. A advogada também disse que fez um apelo ao primeiro-ministro do Líbano, Saad al-Hariri, e ao presidente do país, Michel Suleiman, para que interviessem e tentassem impedir a execução. Um pedido semelhante foi feito ao rei da Arábia Saudita, Abdullah, pela organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional.
Até dois anos atrás, Sibat, 49 anos, era o apresentador de um popular programa de auditório da televisão libanesa, transmitido pelo canal a cabo Sheherazade. No show, dava conselhos à audiência e também fazia previsões sobre o futuro – base da acusação que o levou a ser sentenciado à pena de morte. Em maio de 2008, ele viajou para a Arábia Saudita, o berço do islamismo, com o objetivo de participar da Umra, uma peregrinação religiosa. Acabou sendo preso pela temida Polícia Religiosa do país, a Mutawa’een – que, entre outras tarefas, impede, por exemplo, que as mulheres saiam à rua com roupas consideradas inadequadas e desacompanhadas de um parente. Em novembro do ano passado, o apresentador foi considerado culpado por um tribunal da cidade sagrada de Medina e condenado à morte.