03/04/2010
Pergunta um leitor que muito colabora enviando links, correções e comentários pertinentes: ‘Prezado Heitor: sou católico e estou muito preocupado com o surgimento de tantas denúncias de pedofilia por parte de padres da minha Igreja. Fiquei estarrecido quando li de um articulista que se diz católico que a causa deve ser o celibato. Decorreria da falta de sexo permitido e adequado e da vivência com crianças sob seus cuidados, o que despertaria violentas paixões pervertidas. Ele defende o fim do celibato como parte da solução. Como sei que você é psicanalista, pergunto: o que a psicanálise tem a dizer sobre isto? Especificamente o conceito de repressão sexual levantado por Freud poderia ser uma explicação?’
Todos que me lêem sabem que sou avesso a introduzir meus conhecimentos profissionais terapêuticos em assuntos deste tipo. No entanto, após responder ao leitor e face à saraivada de processos que já atingem a pessoa do Papa e às explicações charlatanescas como a mencionada relação entre os dois fenômenos acima, creio ser chegada a hora de prestar alguns esclarecimentos e ir além de uma simples resposta a este assunto específico.
Em primeiro lugar, a psicanálise não tem o que dizer sobre coisa nenhuma, já que não é um ser pensante e falante, mas apenas um corpo de teorias muito divergentes entre si sobre o funcionamento da mente humana. O mesmo tenho a dizer da ciência: as afirmações ‘a ciência comprova que’ ou ‘a psicanálise nos demonstrou que’ não têm nenhum valor, pois sempre se trata da opinião de um cientista ou de um psicanalista, ou de um grupo de cientistas ou psicanalistas. Isto quando não é pior ainda, quando não passa da eructação de asneiras por parte de pessoas que até podem ter os títulos, mas não passam de charlatães, de homens que falam javanês (apud Lima Barreto). O Paraninfo de minha turma médica, Amílcar Gigante, ensinou-nos que existem dois tipos de ‘médico’: os verdadeiros médicos, que vivem para a medicina, e os bacharéis em medicina, que vivem da medicina. Posso dizer o mesmo dos ‘psicanalistas de jornal ou da TV’, sempre a postos para emitirem a ‘visão psicanalítica’ de qualquer coisa ou dar conselhos sentimentais em revistas da moda, quando suas vidas pessoais, freqüentemente, são um verdadeiro desastre nestas áreas. Antes de dar pitaco na vida dos outros é melhor olhar para a sua própria, seguindo o velho ditado ‘macaco, olha o teu rabo’!
Os instrumentos que adquiri na minha vida profissional, me ensinaram que antes de emitir qualquer opinião sobre uma pessoa devo conhecê-la o mais profundamente possível, por isto, e não por razões pecuniárias como muitos nos acusam, um tratamento psicanalítico dever ter uma alta freqüência de sessões e levar vários anos. Segue-se que as interpretações que dou a um paciente, servem para aquela pessoa específica naquele dado momento, o que não me autoriza a generalizar para toda a humanidade. O que pode ser generalizado, a meu ver, é muito pouco, do qual o mais importante é a descoberta de Freud do inconsciente reprimido.
Velho conhecido de todas as escolas filosóficas, o inconsciente sempre foi um dado importante, mas coube a Freud descobrir que algo que já foi consciente pode se tornar inconsciente por diversas razões que fazem com que uma pessoa se apavore ou fique repugnada com certos pensamentos e sentimentos desagradáveis ou ameaçadores. Isto é muito comum na mente confusa das crianças, daí decorrendo a nossa conhecida amnésia infantil: as lembranças das primeiras fases da vida são muito raras em qualquer pessoa.
AS INCURSÕES DE FREUD POR OUTRAS ÁREAS
Com a mesma veemência com que defendo e me utilizo das descobertas de Sigmund Freud sobre a clínica e a técnica, critico suas incursões por terrenos para os quais a psicanálise pouco ou nada tem a dizer, como a antropologia, a sociologia e, principalmente, as religiões. Parece-me que Freud, como muitos que receberam uma educação católica demasiadamente rígida, revoltou-se contra a ortodoxia judaica na qual foi criado e inventou um Moisés egípcio (Moses and Monotheism), atacou todas as religiões como se fossem somente expressões coletivas de neurose (The Future of an Illusion) e baseou o desenvolvimento humano numa controversa teoria sobre o ‘jantar totêmico’ (Totem and Taboo).
Não obstante, muitas das idiotices que são atribuídas a ele não são de sua lavra, como por exemplo, a teoria da repressão sexual em voga. Devido às distorções da Escola de Frankfurt, principalmente Herbert Marcuse, Wilhelm Reich e Erich Fromm, acredita-se que esta teoria é uma crítica à repressão sexual burguesa e que Freud postulava a desrepressão como a única saída para uma vida sadia.
Nisto se baseou a contracultura. Nada mais errôneo. Freud não foi um crítico da sociedade burguesa e ao contrário do que se afirma, considerou a repressão como o mecanismo civilizatório par excellence: no citado Totem and Taboo e nos textos Instintics and its Vicissitudes e Repression, de difícil compreensão para leigos, afirma categoricamente que sem repressão dos impulsos sexuais e agressivos a convivência do homem em sociedade seria impossível.
Outra crítica improcedente que se faz à psicanálise é a de ser amoral. O correto é que o psicanalista deve se abster de julgamento moral sobre o material dos pacientes. É bem verdade que até a década de 20 Freud não sabia como inserir as questões morais na sua teoria, toda ela baseada, até então, nas camadas mais profundas da mente, o Es, traduzido pelo tradutor oficial para o Inglês, Strachey, por Id. Mas Es ] é muito mais simples. Desde Beyond the Pleasure Principle Freud começa a introduzir uma mudança em sua teoria, formulando o que se costumou chamar de Psicologia do Ego, culminando no livro The Ego and the Id (Das Ich und das Es) . Mais uma vez uma correção da tradução para o Inglês: Freud usava Ich (simplesmente eu) e Überich (acima de mim, super-eu) para o que Strachey traduziu por Ego e Superego. Esta última é a instância moral, que representa dentro da mente os ensinamentos dos pais, adultos que convivem com as crianças, e mestres. Freud dizia que o Ich era uma espécie de gerente que precisava harmonizar as exigências instintivas com as morais e com as possibilidades existentes na realidade externa. A principal função da instância moral, Überich, é a instalação da culpa, sentimento terrível, mas fenômeno sine qua non para o desenvolvimento sadio do indivíduo e não como hoje é visto, algo a se evitar, pois os desejos devem ser todos satisfeitos, segundo a modernidade: um mundo no qual não somos culpados de nada. É claro que a culpa será sempre dos outros, que atrapalham a plena realização dos desejos, um mundo paranóide, persecutório, um mundo psicótico, pois a fronteira entre a culpa e o delírio persecutório marca o limite entre normalidade ou neurose e a plena psicose.
Portanto, o que se convencionou chamar egolatria, como o império dos impulsos e desejos, ao menos em termos psicanalíticos está errado, mais apropriado seria Es-latria: o mundo psicótico em que já vivemos.
O Überich foi o mais próximo que Freud chegou de reconhecer algo ‘acima do eu’ e mesmo assim com representante de pessoas concretas e de uma vaga ‘herança genética’. Um psicanalista não pode se pronunciar, enquanto tal, a respeito do que transcende a mente humana. Muito embora a palavra usada por Freud para a mente fosse Seele (alma) a tradução mais uma vez pecou traduzindo-a por psique. Neste caso o tradutor tinha razão, pois Freud não usava Seele como alma, espírito, ânima, mas sim com um significado bastante terreno. Muitas vezes me deparo no meu trabalho com a dificuldade de entender em termos puramente psicológicos o fenômeno da Fé e dos milagres. Depois de muito pensar concluí que não é uma dificuldade minha, mas que tais fenômenos estão além das possibilidades de explicações puramente psicológicas imanentes, encontrando-se num terreno que transcende a elas.
Outra controvérsia com setores conservadores e religiosos é a teoria da Sexualidade Infantil, apresentada por Freud em seu Three Essays on the Theory of Sexuality, de 1904[5]. A controvérsia se dá porque a teoria é vista com olhos adultos, como se Freud tivesse dito que as crianças pensam em sexo como nós adultos pensamos – e praticamos – e não como Freud descreveu: uma visão confusa e extremamente ameaçadora exatamente porque, se existem impulsos e desejos ainda não existem os instrumentos físicos e psíquicos para entender e satisfazer. O ditado ‘mais confuso e apavorado do que cego em tiroteio’ expressa bem a situação ‘sexual’ das crianças: o tiroteio são os desejos e impulsos desconexos que constituem a chamada fase polimorfo-perversa da sexualidade. Some-se a isto as mentiras que os adultos contam sobre o assunto sob o manto de um moralismo absurdo, sem compreender que o verdadeiro desenvolvimento moral só pode ser dado pela honestidade com que todas as perguntas e dúvidas forem esclarecidas pelos mais velhos. Antes que me entendam mal esclareço: sou absolutamente contra a ‘educação sexual’ em qualquer idade. Estou me referindo a responder honestamente sempre que as crianças pedem uma explicação, o que não implica em enfiar explicações não solicitadas goela abaixo dos bambini.
O conceito de perversão é o de desvio do desenvolvimento psico-sexual rumo à heterossexualidade adulta e à existência simultânea de desejo sexual ligado ao amor adulto pela pessoa desejada. Isto não é ‘moralismo burguês’ como outra vertente, a revolucionária, ataca aos psicanalistas, mas a felicidade plena só pode ser obtida através desta ligação entre amor e sexo.
Voltando ao tema do título: é este desenvolvimento plenamente adulto que permite que a escolha amorosa não se limite a pessoas, mas possa se expressar em relação a ideais religiosos. Portanto, segundo entendo, o celibato pode ser uma genuína opção adulta por um ideal mais nobre, como seguir os passos de outros ou Outro que assim optaram para melhor servir a Deus.
Embora não sendo católico, entendo perfeitamente esta escolha e, se for genuína e abraçada com fé, nada tem a ver com repressão e pedofilia. Pelo contrário, esta está ligada à homossexualidade, considerada por Freud – e por mim – como uma perversão – um desvio originado na fase polimorfo-perversa - e não como uma opção sexual.
Excetuando-se esta falsa defesa da Igreja que vê nas suas práticas a culpa pelos ataques que tem recebido, o assunto ultrapassa as explanações puramente psicológicas. O que é certo é que a Igreja Católica está sendo alvo de um ataque maciço contra o qual não está sabendo se defender. Isto porque a melhor defesa é o ataque, é a denúncia de seus detratores, é a denúncia de que os Cristãos estão sendo alvos da mesma chusma que ataca os judeus, seja como anti-semitismo aberto, seja como antisionismo. O alvo principal é a própria Igreja, é um movimento claramente laicista, como denunciado pelo Senador italiano Marcelo Pera. Pretende-se atribuir à Igreja como um todo a culpa pelas ações individuais de alguns padres e nisto a psicanálise vem em socorro da Igreja: a culpa, conseqüentemente o pecado, é individual e não coletiva.
E de quem é? Certamente nada tem a ver com o celibato, mas sim com a infiltração de elementos do movimento gaysista nos seminários, assim como a infiltração de comunistas na Demonologia da Libertação. Se culpa cabe à Igreja ela está relacionada à permissibilidade de seleção de seminaristas e, secundariamente, a falta de denúncia deste fato e expulsão dos mesmos pervertidos de seu seio. Chega de tolerância ‘cristã’, pois o próprio Jesus expulsou os vendilhões do Templo!
Segundo o Michaelis Alemão-Português: Es é pronome pessoal da terceira pessoa do singular neutro (nominativo e acusativo). Substitui um substantivo neutro, antecipa o objeto ou faz referência ao predicado ou a toda uma oração subordinada. Entra como sujeito na descrição de eventos impessoais (es regnet / chove). Na voz passiva substitui man+voz ativa (es darf nicht geraucht werden / não é permitido fumar). Finalmente pode ser objeto meramente fomal (er hat es weit gebracht / chegou longe).
Pouquíssimos,e o clero católico não esta maculado em sua maioria por esta horda pedoafetiva,por qual motivo?
O CELIBATO NÃO PROVOCA PREDAÇÃO SEXUAL.
O fato de você ser privado de uma parceira sexual,não faz de você uma pessoa que terá desejo por qualquer http://coisa.as/ circunstâncias de privação sexual NORMAL não favorecem fílias estranhas,que ANTES NÃO EXISTIAM.
Os padres pedófilos,em sua maioria homossexuais,já eram homossexuais e ja eram pedófilos antes de se tornarem padres.
Se o celibato fosse realmente um problema,S.S. já teria dado um jeito nisto,mas,fato,o celibato não é o problema.
Só é um problema aos que generalizam por conta de uns e atacam o clero inteiro,dando vazão para um sentimentalismo anticatólico pertinaz e irracional.
Quando você adentra num seminário,e,por sua vontade e VISLUMBRAMENTO DA VOCAÇÃO,você assume o celibato,TER VOCAÇÃO SACERDOTAL ROMANA,IMPLICA EM TER VOCAÇÃO AO CELIBATO.
Mas nem todos os padres tem vocação para serem padres,e quantos não são padres e tem esta vocação?
E não acredito que para ser padre é necessário estar num patamar a cima,isto é coisa de evolucionista,é preciso um galgar e um compromisso metanóico com a Igreja,com Jesus,e com celibato.
Se não há vocação ao celibato,torne-se diácono,case e continue um bom católico,pois sacerdote romano você não pode ser.
Sim, a castidade eh uma opcao. mas eh preciso talento. nesse questao o catolicismo eh exigente, por isso penso que aqueles que sentem vocacao sacerdotal mas nao se acham capazes deste auto-sacrificio, deveriam se dirigir para igrejas protestantes ou, se tiver uma tendencia mais mistica, para a igreja ortodoxa. isso no caso de cristaos.
Só um adendo,não entendi por qual motivo você colocou a tendência mística como algo inerente às Igrejas Ortodoxas,sendo que a partir do momento que você acredita no sobrenatural e busca interação com este sobrenatural,você manifesta misticismo.
E qual e o sentido da mística na Igreja Católica Apostolica Romana?
A mesma das Igrejas Ortodoxas,a comunhão com Cristo por meio da oração,da meditação dos mistérios,da penitência,dos sacramentos,et cetera...
§2014 O progresso espiritual tende à união sempre mais íntima com Cristo. Esta união recebe o nome de "mística", pois ela participa no mistério de Cristo pelos sacramentos "os santos mistérios" e, nele, no mistério da Santíssima Trindade, Deus nos chama a todos a esta íntima união com Ele, mesmos que graças especiais ou sinais extraordinários desta vida mística sejam concedidos apenas a alguns, em vista de manifestar o dom gratuito feito a todos.
A Igreja recomenda aos jovens namorados que sejam castos e, embora cada vez menos, muita gente namora bastante tempo sem ter relações sexuais. Claro que todos sentem vontade, mas seguem a recomendação da Igreja.
Agora, por que que um padre, que consagrará toda sua vida a servir a Deus e a Igreja não conseguirá?
"Ao rejeitar o celibato e a verdadeira ascese em geral, bem como os seus representantes, os santos, o protestantismo acabou se transformando num cristianismo indiferente ou, melhor dizendo, rompido, como se lhe faltasse a ponta, e que se reduz gradualmente a nada.
Ao eliminar a ascese e seu ponto central, o valor do celibato, o protestantismo na verdade já renunciou ao núcleo mais interno do cristianismo e, nesse sentido, deve ser considerado como um resto seu. Tal fato tornou-se evidente nos nossos dias com a passagem gradual do protestantismo para o racionalismo trivial, esse pelagianismo moderno, que por fim deságua na doutrina de um pai querido, que fez o mundo para que nele as pessoas pudessem se divertir (o que certamente ele não conseguiu), e que, apenas se nos conformarmos com sua vontade sobre certos aspectos, mais tarde nos providenciará um mundo ainda mais agradável (do qual há que se lamentar apenas um defeito: o de ter uma entrada tão fatal). Esta pode até ser uma boa religião para pastores protestantes abastados, casados e esclarecidos: mas não é nenhum cristianismo."
Existem pessoas castas que não estão dentro da igreja, são poucas mas existem.
Castidade e celibato, ao meu ver, não necessariamente são a mesma coisa. Muita gente celibataria não é nada casta, e vice-versa. Pode-se ser casto sem ser celibatario, afinal, o que é o casamento monogâmico? Por outro lado, não só padres, mas muitos que se sujeitam ao celibato por motivos não tão ascéticos são uns pervertidos terriveis. Nietzsche é o exemplo mais próximo disso.
Embora não sendo católico, entendo perfeitamente esta escolha e, se for genuína e abraçada com fé, nada tem a ver com repressão e pedofilia. Pelo contrário, esta está ligada à homossexualidade, considerada por Freud – e por mim – como uma perversão – um desvio originado na fase polimorfo-perversa - e não como uma opção sexual.
Deixe-me entender, a pedofilia, então, é que está ligada ao homossexualismo? Mas, e que fazer com a maioria dos pedofilos, que é CASADA e Hetero?
O historiador protestante Philip Jenkins mostra que a proporção de ministros católicos envolvidos com o crime é sensivelmente menor que em outras confissões. Além disso, os dados sobre o delito de pedofilia mostram claramente que a imensa maioria dos casos se verifica no ambiente doméstico, demonstrando a inexistência de associação entre o celibato e a referida prática.
Não entendi se o eric relacionou a pedofilia ao homossexualismo ou ao celibato. Se for a primeira hipotese, como se explicam os Humbert Humbert da sociedade. Se for quanto ao CELIBATO, mais nonsense ainda. Dá pra explicar, eriquinhu?
Não entendi se o eric relacionou a pedofilia ao homossexualismo ou ao celibato.
Eu não relacionei não.
Mas aproveitando sua deixa é sempre importante lembrar que homosexualismo e pedofilia são irmãos entre si e encerram entre si um objetivo proprio.
o celibato é um valor para a Igreja C éatólica, mas o celibato para padres não é uma questão doutrinária e, dependendodo rito e na maioria dos países, se pode ordenar padres casados, e logicamente não celibatários.
'Secretário de Estado do Vaticano liga casos de pedofilia ao homossexualismo
Ministro afirma que o celibato não seria razão para origem dos escândalos.
Tarcisio Bertone diz que papa anunciará iniciativas 'surpreendentes'
O Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, afirmou nesta segunda-feira (12) que é o homossexualismo, e não o celibato, que deve ser relacionado à pedofilia, em uma alusão aos inúmeros escândalos envolvendo sacerdotes na Europa e nos Estados Unidos.
Bertoni, que está em meio a uma viagem ao Chile, afirmou que o papa Bento XVI “logo tomará novas e surpreendentes iniciativas em relação aos casos de abuso sexual”, sem dar maiores detalhes.
“Diversos psicólogos e psiquiatras já declararam que não há relação entre o celibato e a pedofilia, enquanto muitos outros disseram, pelo que fui recentemente informado, que há a relação entre pedofilia e homossexualismo”, afirmou o ministr em uma entrevista coletiva.
"Essa patologia toca todas as categorias da atividade humana, e os padres em uma proporção menor”, afirmou. "O comportamento desses padres, nesses casos, é muito sério, é escandaloso."
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Deixe-me entender, a pedofilia, então, é que está ligada ao homossexualismo? Mas, e que fazer com a maioria dos pedofilos, que é CASADA e Hetero?
Não foi para mim mais...
Não pedófilos homens,e o fato de serem casados não demonstra exata heterossexualidade.Entende?A maioria dos pedófilos homens são homossexuais e praticam pedofilia homoafetiva.
A maioria dos pedófilos tem parceiros sexuais maduros,muitos além de pubescentes, fixos,não são celibatários ou castos.
Logo,a ligação direta entre celibato ,castidade e pedofilia é ardilosa e ineficaz.
E,é um tanto axiomático observar a cisão entre castidade e celibato.
Mas o celibato sacerdotal romano,do qual eu tratei, esta ligado a castidade,por isto ,eu pelo menos,não achei pertinente esta cisão.
A proibição esta bem clara no Direito Canônico de 1983.
Homossexuais não podem ser adimitidos ao sacerdócio.
Mas,se promovem isto acusam a Igreja de "preconceito",e continuam acusando a Igreja quando um veado destes abusa de um menino,ou quando um veado destes fica com outro veado...
E,aquela horda perigosa e modernista,se infiltrou até no alto clero,todos sabemos bem disto,"tudo pode","tudo é aceitável"...
Ontem no JN aquele palhaço do William Bonner parecia chocado com essa declaração que colocava na VEADAGEM e não no celibato a principal causa da pedofilia (na verdade é outro termo) na Igreja.
A Igreja finalmente resolveu dar um basta e um dos seus cardeias, graças a Deus, fez a associação CORRETA entre pedófilos e homossexuais. Sim, porque só um débil-mental não percebe que se trata DA MESMA coisa, em duas manifestações ligeiramente diversas.
O cardeal está COBERTO de razão. Me mostrem um homossexual e eu lhes mostrarei um proto-pedófilo, um pedófilo em potencial. E me mostrem um pedófilo e eu lhes mostrarei um homossexual num estágio que já ultrapassou a latência há MUITO TEMPO.
Estava na hora de alguém dizer isto em alto e bom som.
Look, amigo lá em cima - a inversão ou a perversão da sexualidade começam em geral - eu diria que em 90% dos casos - com a desconstrução de uma identidade sexual construída ou pelo menos semi-construída.
O primeiro DADO na construção dessa identidade sexual é, indiscutivelmente, GENÉTICO: é a primeira INFORMAÇÃo que o inivíduo possui referente a isto. Posteriormente, OUTROS dados, dados culturais, não-genéticos, serão anexados a esta espécie de DOSSIÊ individual: é aí que pode-se compreender que uma criança criada por um par homossexual receberá dados culturais fundamentais que serão DIFERENTES dos que receberia se criada por um par heterossexual. A isto somam-se dados hormonais, também - sem dúvida que vivemos num tempo de ALTA PROBABILIDADE de interferência hormonal involuntária, sem que se SAIBA dela. Isto também vai para o dossiê pessoal daquele indivíduo, também interfere na construção da identidade sexual dele. E por cima disto tudo influências indeterminadas como propaganda, costumes locais, circunstâncias casuais, cooptação malévola, indução por causas desvinculadas, etc.
O ponto em que estou querendo chegar é que estamos assistindo à formação de uma MAIORIA que está se posicionando em posições intermediárias nesta linha, por ter sofrido NÃO TODAS as interferências descritas acima - mas pelo menos UMA delas. Coisa que é um PRODUTO destes tempos "oferecer", "proporcionar" - ou mesmo IMPOR.
O fato do pedófilo ou do homossexual ser casado é absolutamente IRRELEVANTE: o número de homossexuais com comportamentos intermediários que INCLUEM tanto episódios quanto uma "rotina" heterossexual é talvez MAIOR, atualmente, do que o número de homossexuais "ortodoxos", se me permitem a expressão.
Há TONELADAS de pessoas casadas que mantêm uma rotina heterossexual - e que na verdade SÃO homossexuais! Um hétero é um hétero SEM CONCESSÕES - mas existem aqueles homossexuais que são casados, mantêm a tal "fachada" hétero, e praticam o homossexualismo também!
A Igreja já cansou de explicar que condena o pecado, mas não o pecador, que terá sempre a POSSIBILIDADE do arrependimento verdadeiro e do perdão de Deus, intermediado pela Igreja. Não sei o que querem "MAIS": não EXISTE "MAIS" NENHUM!
Não há COMO, nem PORQUÊ, se condenar ou punir alguém que NÃO PRATICOU o pecado: o aceitador do sacerdócio e do celibarto clerical tem que VIVER EM CASTIDADE, e estamos CONVERSADOS! Se VIVE em castidade, se VENCE as tentações, ele não merece reprimenda ou censura NENHUMA, de NINGUÉM - nem de pessoas e nem de Instituições! Só merece respeito e admiração!
Como é, portanto, que se PODE ESCOLHER, entre os que VENCEM as tentações, qual é "o mais digno" de exercer uma função, por mais alta que seja? Meu Deus, mas isto é luminoso e CLARO, desobedecer a este preceito é ABSURDO! TODO AQUELE que vence a tentação e vive em castidade é IGUALMENTE DIGNO de exercer o sacerdócio - e eu tenho certeza de que tenho a meu lado os fundamentos da Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana!
O que prudentemente se deve fazer é aconselhar àqueles que possam ser considerados como mais sujeitos a cair em tentação, que se mantenham AFASTADOS dela, por uma questão de prudência, de responsabilidade, de cautela, de sensibilidade, de bom-senso, de PIEDADE, até. Mas é IMPOSSÍVEL conhecer o pensamento dos outros, ou a sua capacidade de vencer essas tentações. A Igreja é uma Instituição que inclui HOMENS, MORTAIS, sujeitos a tudo isto! Ela faz o seu papel maior, cumpre sua função, aguenta as tempestades e os inimigos.
Querer dela o IMPOSSÍVEL é injusto, estúpido e MAU.
Meu Deus, nunca vi uma reportagem tão mentirosa, fédida, do que a que passou agora na Record! Chega ao absurdo! O Papa é homofóbico! 4000 padres abusaram de crianças nos EUA! O celibato é a causa da pedofilia! O que virou a televisão brasileira?????
é o novo cavalo de batalha da record...se não me falha a memória, eles tentaram fazer campanha contra hospitais católicos pelo fato de se negarem a fazer laqueadura ou vasectomia em uma reportagem de domingo...não é de se espantar, afinal, quem é o dono da rede Record mesmo?Quem o financia e o que ele representa?...nada de novo, mais do mesmo...
Uma pessoa que tem a capacidade de fazer piadinha com a inocência do nenino Jesus prova que já se rebaixou a uma condição inferior a dos vermes.Pra mim quem faz isso vale menos que vômito de cachorro,daqueles bem vira-latas que só comem porcaria.
Pergunta um leitor que muito colabora enviando links, correções e comentários pertinentes: ‘Prezado Heitor: sou católico e estou muito preocupado com o surgimento de tantas denúncias de pedofilia por parte de padres da minha Igreja. Fiquei estarrecido quando li de um articulista que se diz católico que a causa deve ser o celibato. Decorreria da falta de sexo permitido e adequado e da vivência com crianças sob seus cuidados, o que despertaria violentas paixões pervertidas. Ele defende o fim do celibato como parte da solução.
O articulista em questão é o Reinaldo Azevedo.
Este leitor,"que muito colabora", do Heitor de Paola, erra feio ao atribuir ao R.A essa estupidez que a pedofilia decorre da falta de sexo "permitido e adequado". O Reinaldo não escreveu isso.
O Reinaldo escreveu:
1) A condição de casado ou celibatário, em si, não faz alguém ser mais ou menos fiel aos princípios que abraçou. Mas é inegável que a exigência do celibato acaba sendo, em muitos casos, uma solução socialmente aceitável para muitos rapazes que, de outro modo, teriam de se haver com explicações nem sempre fáceis perante a família e a comunidade.
2) É evidente que o primeiro efeito positivo do fim do celibato seria atrair para a Igreja vocações que não estão dispostas a abrir mão da bênção que é ter uma família."
Ou seja, que a Igreja vem sendo usada como "armário" por homossexuais e que ela poderia se beneficiar ao aumentar o universo de homens dispostos a servi-la.
Sinceramente, eu tenho dúvidas sobre até que ponto um homem consegue cuidar bem da família e da Igreja.
As igrejas protestantes não são um exemplo muito animador. Por mais que alguns pastores façam exemplarmente os dois papéis, os padres tem atribuições como confissões. Não sei até que ponto um padre casado conseguiria guardar todo e qualquer segredo da dua esposa.
E pior: imagina se uma mulher começa a dar em cima do padre CASADO! Ia virar uma guerra de ciúmes. Pior ainda se o padre traísse sua esposa.
Óbvio que estmos falando de padres, mas assim como alguns têm filhos escondidos e foram descobertos, alguns poderiam trair suas mulheres e famílias.