Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Celso Daniel - Crime político

Iniciado por eric_2 em 18/04/2010 · 52 mensagens · página 1 de 2

eric_2#1
Se estivesse vivo, Celso Augusto Daniel, ex-prefeito de Santo André, certamente seria um dos integrantes da cúpula do governo do presidente-metalúrgico Lula da Silva. Nascido há exatos 59 anos, em 16 de abril de 1951, Celso Daniel foi encontrado morto, em Juquitiba, na Grande São Paulo, em 18 de janeiro de 2002, ano da primeira campanha presidencial vitoriosa do Partido dos Trabalhadores.

Sequestrado logo após deixar uma concorrida e badalada churrascaria da capital paulista, na companhia do assessor e confidente Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”, Celso Daniel foi alvo de um grupo político que discordava do seu posicionamento em relação ao destino dado pelo partido ao dinheiro da propina arrecadada em Santo André e que, em tese, deveria financiar a campanha de Lula. Polpudas quantias foram desviadas para a aquisição de mansões em cidades de veraneio no entorno da capital paulista. Por conta desse antagonismo do pensamento, Celso Daniel despediu-se da vida.

Todos os principais atores da farsa foram acomodados no primeiro escalão do governo Lula da Silva. O ex-padre Gilberto Carvalho, ex-secretário municipal de Santo André, que atuou com determinação nos bastidores da investigação, responde até hoje pela secretaria particular da Presidência da República. Miriam Belchior, ex-namorada de Celso Daniel, foi obrigada a fazer o papel da viúva consternada logo após a confirmação do assassinato para, em seguida, ser guindada a um cargo no Palácio do Planalto. E lá permanece. Luiz Eduardo Greenhalgh, petista de carteirinha, advogado e então deputado federal, foi o responsável pela engenharia jurídica que transformou um crime cometido por discórdia política em crime comum.
eric_2#2
No dia em que deveria ser comemorado o 59º aniversário de Celso Daniel, não fosse a volúpia petista pelo dinheiro do submundo, o http://ucho.info/ traz novamente, oito anos após a morte do ex-prefeito de Santo André, os principais trechos das gravações telefônicas feitas pela polícia à época dos fatos. Nos trechos selecionados é possível perceber como a farsa foi arquitetada para isentar os verdadeiros culpados.

Lula da Silva e todas as suas reticências familiares repousam no berço esplêndido do poder, enquanto os familiares de Celso Daniel, vítimas de ameaças covardes, continuam perambulando pelo mundo na condição de foragidos políticos.

Na ocasião, a divulgação exclusiva das gravações rendeu ao http://ucho.info/ retaliações de toda ordem. Intimidações, perseguições, grampos telefônicos e monitoramento telemático. O editor do site foi alvo de processos judiciais e ameaças de morte.

Confira abaixo os trechos das gravações:
http://ucho.info/nos-59-anos-de-celso-daniel-a-reedi…ime-politico
silvio_4#3
O pt eh o submundo e a escoria desse pais(meu teclado não usa acentuação).
Sinto no momento viver em uma sociedade governada por essa podridão, por esse lixo, que foi tomando o poder aos poucos de formas mais sujas possiveis, e ficamos assistindo passiveis a tudo, acho que ja passou a hora de dar o troco.
eric_2#4
peço que todos vcs ouçam o audio, está em varias partes e carrega super rapido!
divulguem!
eric_2#5
valeu!!!
ayrton#6
Muito bom este post. Após ouvir todas as gravações selecionadas, ficou nítido que alguns cafajestes petistas, entre elles o secretário especial da presidência, "Gil" Carvalho e aprópria ex-esposa do prefeito, estão OCULTANDO, ATRAVÉS DE UMA FARSA, ALGO na investigação.

A maioria das conversas gravadas, que ali estão, são da ex-mulher de Celso Daniel. Alguns dos interlocutores são bem próximos ao presimente Lulla, como Gilberto Carvalho. Também são citados, repetidas vezes, os nomes de L.E. Grennhald e de Zé Dirceu como sendo os 2 que comandam a trama.

Quem ficou muito comprometida também foi a ex-mulher de C.D. que, fria, demonstra apenas dois interessses: enganar a Justiça e apropriar-se de toda grana de Celso - a outra herdeira é a mãe do prefeito.

Valha-me, Deus!
eric_2#7
divulguem para todos!!!
ayrton#8
LULA SABIA DE TUDO:

"O assassinato do prefeito Celso Daniel, coordenador da eleição de Lula em 2002

Em março de 2003, logo após assumir a Presidência da República, Lula recebeu em sua casa, em São Bernardo do Campo (SP), Mara Gabrilli. Durante 20 minutos, o presidente ouviu um relato que misturava chantagem e extorsão contra os donos da empresa de ônibus Expresso Guarará, pertencente à família de Mara Gabrilli. Para prestar serviços em Santo André (SP), cidade vizinha de São Bernardo do Campo, os proprietários da Expresso Guarará eram obrigados a pagar propina à Prefeitura do PT. Palavras de Mara Gabrilli:

- Contei como era o esquema, quem cobrava a propina, e como a Prefeitura tirou a licença para a empresa da minha família operar algumas linhas, em represália ao fato de meu pai não ter dado propina a partir de certo momento.
ayrton#9
- Eu falei ao presidente sobre o pagamento da caixinha que meu pai era obrigado a fazer a cada dia 30. E falei da retaliação imposta à empresa desde que eu e minha irmã, Rosângela, denunciamos o fato ao Ministério Público.

Ao denunciar a corrupção em Santo André à CPI dos Bingos, em 2005, Rosângela Gabrilli afirmou que os donos de empresas de ônibus na cidade eram pressionados a contribuir para o caixa 2 do PT desde 1997, durante a segunda gestão do prefeito Celso Daniel. Cabia ao Expresso Guarará o repasse de R$ 40 mil mensais, em dinheiro vivo. Do depoimento de Rosângela:

- Os achaques eram feitos com intimidação e ameaça. Diziam que o Klinger tinha sempre um revólver preso na canela. Isso constrangia muito. E ele lembrava a cada momento: "Com o poder não se brinca, o poder tudo pode".

Antes de sair do apartamento de Lula, Mara Gabrilli ouviu o presidente dizer que tomaria providências e lhe daria uma resposta. Não foi o que aconteceu:

- Ocorreu justamente o contrário. Klinger soube, reclamou, e dias depois uma comissão de sindicância da Prefeitura se instalou na nossa empresa.
ayrton#10
Celso Daniel foi sequestrado (...) Os assassinos o torturaram antes de matá-lo, provavelmente para obter os números das senhas das contas secretas em paraísos fiscais no exterior onde, possivelmente, ele guardava dinheiro para a campanha do PT.

O irmão do prefeito morto, contou sobre a conversa que teve com Gilberto Carvalho (PT-SP), secretário de Governo de Celso Daniel, após a missa de sétimo dia, em 26 de janeiro de 2002. Importante ressaltar que, um ano depois, ao assumir o cargo de mais alto mandatário da nação, Lula nomeou Carvalho para o posto estratégico de chefe de gabinete do presidente. Lula levou-o de Santo André para Brasília

Depois da missa de sétimo dia, Gilberto Carvalho esteve na casa de João Francisco Daniel e, emocionado, fez uma confissão que pediu para ser mantida em sigilo. Admitiu que, durante a administração Celso Daniel, entregou dinheiro repassado por empresas que mantinham contratos com a Prefeitura, diretamente para o presidente nacional do PT, deputado José Dirceu (SP). Declaração do médico João Francisco Daniel:

- Achei estranho Carvalho me contar isso, mas ele contou. Contou três vezes. Falou que, com muito medo, pegava seu Corsa preto e ia até São Paulo entregar o dinheiro para o então deputado José Dirceu.
ayrton#11
(...)
- O Gilberto disse que o Sérgio era muito violento, que constrangia os empresários colocando revólver na mesa quando ia conversar com eles.

Na terceira conversa, Gilberto Carvalho admitiu ter levado, de uma só vez, R$ 1,2 milhão a José Dirceu. Para João Francisco Daniel, Celso Daniel autorizara o esquema de corrupção, mas com a finalidade de dar dinheiro ao PT. E resolvera rompê-lo ao descobrir que parte substancial da propina acabava nas mãos de Sombra, Klinger Luiz de Oliveira e Ronan Maria Pinto
(...)

Uma das funções de Celso Daniel, como coordenador da campanha de Lula, era arrecadar fundos para as despesas com a eleição. O "grupo" de Santo André, porém, teria decidido pôr as mãos no dinheiro. Por isso o prefeito teria sido torturado. Queriam informações sobre o paradeiro do caixa 2. Em seguida o eliminaram. João Francisco Daniel expôs o irmão ao Ministério Público:

- Não tive saída. Infelizmente, ele montou um caixa 2 em Santo André, para as campanhas do PT.
(...)

Uma empregada doméstica que trabalhou para o então prefeito viu, oito meses antes do assassinato, três sacolas plásticas de supermercado, num canto da lavanderia do apartamento. As sacolas estavam abarrotadas de maços de dinheiro, preso por elásticos
ayrton#12
eric_2#13
Miriam Belchior tambem ta no meio dessa merda ai e será a proxima ministra da casa civil.
elizangela#14
Elcyd Oliveira Brito, um dos acusados de ter assassinado o ex-prefeito Celso Daniel em 2002, fugiu do Centro de Progressão Penitenciária de Pacaembu, no dia 4 de agosto por volta das 19h15. A informação foi confirmada pela SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) nesta quinta-feira (23).

.
http://www.espacovital.com.br/noticia_ler.php?id=20776
.
http://www.jusbrasil.com.br/politica/5893684/suspeit…onadas/todas
ayrton#15
28/07/2010 - MP diz que o assassinato foi crime político.

03/08/2010- Elcyd Oliveira Brito foge da penitenciária - ele é considerado peça fundamental para o esclarecimento do caso.

09/2010 - a promotora Elinana Vendramini sofre um atentado
ayrton#16
O preso Dionísio Aquino Severo, o “Monstro”, teve a sua fuga facilitada:
.
"Dionísio Aquino Severo foi resgatado de um presídio em Guarulhos, por um helicóptero, em verdadeira operação rocambolesca,(3) dois dias antes do seqüestro de Celso Daniel, para chefiá-lo; fato confirmado por depoimentos ao Ministério Público, que também já havia descoberto que os guardas da muralha do presídio foram subornados por R$ 150 mil para não atirarem no helicóptero.
.
“O Ministério Público já descobriu que os guardas da muralha do presídio foram subornados com R$ 150 mil para não atirar no helicóptero.” – Entrevista de Evaldo Rui Vicentini; e “Nas entranhas do PT” (por Breno Fortes in Correio Brasiliense - 8/12/2005) (NR: o PT tentou apresentar Ivan Rodrigues da Silva, como chefe da quadrilha; mas ficou provado que o “Monstro” era Dionísio); ver também in OESP - Fausto Macedo, em 02/09/2005.
.
O “Monstro” foi recapturado poucos dias depois do assassinato do Prefeito (sic); mas foi morto golpeado cem vezes por um estilete, dentro da prisão do Belém, zona leste de São Paulo, em 10/04/2002, ainda no Governo FHC, antes de prestar qualquer depoimento. Dois dias antes, ele avisara que contaria em juízo tudo sobre a execução de Daniel. A polícia nunca conseguiu identificar o matador de Severo. "

Fonte:

http://resistenciamilitar.blogspot.com/2010/06/o-ass…cadaver.html
ayrton#17
PT: uma “seita” perigosa para o Brasil – 4

http://rockandroll.blog.br/2010/10/pt-uma-%E2%80%9Cs…%E2%80%93-2/
ayrton#18
ayrton#19
ayrton#20
ayrton#21
ayrton#22
Pelo que consegui descobrir, a fonte da notícia, abaixo, foi a jornalista Sonia Racy do jornal O ESTADO DE SÃO PAULO:

http://alingua.blogspot.com/2010/09/bomba-bomba-bomba-atentado-de.html

“A PROMOTORA DE JUSTIÇA ELIANA VENDRAMINI, RESPONSÁVEL PELA INVESTIGAÇÃO E DENÚNCIA QUE APURA O ASSASSINATO DO EX PREFEITO CELSO DANIEL, SOFREU UM ATENTADO EM UMA VIA EXPRESSA DA CIDADE DE SÃO PAULO.

SEU AUTOMÓVEL FOI ABALROADO POR DOIS VEÍCULOS NA SUA LATERAL QUE CAPOTOU POR DIVERSAS VEZES, OS OCUPANTES DOS VEÍCULOS AINDA FIZERAM DIVERSOS DISPAROS POR ARMA DE FOGO CONTRA O VEICULO DA PROMOTORA ELIANA VENDRAMINI,

O FATO NÃO TEVE CONSEQÜÊNCIAS MAIS GRAVES, POIS A BLINDAGEM DO AUTO A PROTEGEU DA MORTE CERTA.

A PROMOTORA ESTÁ INTERNADA EM UM HOSPITAL EM ESTADO DE CHOQUE .

O PROCURADOR-CHEFE DO MINISTÉRIO PUBLICO DE SP DETERMINOU QUE O HOSPITAL ONDE ESTA INTERNADA A PROMOTORA ELIANA SEJA MANTIDO EM SEGREDO PARA SUA SEGURANÇA E EXIGIU A QUE POLICIA MILITAR DE SP QUE DESSE GUARDA ARMADA NA PORTA DO DE SEU QUARTO 24 HORAS, E NA SUA RESIDÊNCIA POIS O MP TEME PELA SEGURANÇA DA FAMÍLIA DA PROMOTORA ELIANE VENDRAMINI.
leonardo_2#23
ayrton#24

"30/01/2012

.http://interstitial?u=http://veja.abril.com.br/blog/…LwAAAAAAAAAA

http://interstitial?u=http://veja.abril.com.br/blog/…LwAAAAAAAAAA

.

Entreo fim de janeiro e meados de março de 2002, investigadores da Polícia Federal encarregados de esclarecer o assassinato de Celso Daniel, prefeito de Santo André, gravaram muitas horas de conversas telefônicas entre cinco protagonistas da história muito mal contada: Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”,  suposto mandante do crime, Ivone Santana, viúva da vítima, Klinger Luiz de Oliveira, secretário de Serviços Municipais de Santo André, Gilberto Carvalho, secretário de Governo, e Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado-geral do PT. Todos sabiam da existência da fábrica de dinheiro sujo instalada na prefeitura para financiar campanhas do partido
ayrton#25
ayrton#26
ayrton#27
Era.
ayrton#28
Está começando agora, às 22h, na TV Cultura (Canal 114 da Sky).
ayrton#29
Aqui no Rio de Janeiro, a Sky está normal
leonilsa#30
Pra mim ficou bem claro que o Bruno Daniel sabe bem mais do está dizendo,
e nao quis abrir pros jornalistas porque tem gente BEM "graúda",metida no assunto.

E o que me dizem do Gilberto Carvalho e da Miriam Belchior, em cargos de primeiro
escalao no governo federal ??????

E tem jornalista bem " non sense" heim....
ayrton#31
Legal, cardini!
ayrton#32
VÍDEO:

Augusto Nunes entrevista Bruno Daniel (parte 2)

http://veja.abril.com.br/multimidia/video/augusto-nu…niel-parte-2


ayrton#33

Augusto Nunes entrevista Bruno Daniel (parte 5)

http://veja.abril.com.br/multimidia/video/augusto-nu…niel-parte-5


ayrton#34
14/03/2012
.

Irmão de Celso Daniel conta detalhes sobre crime

http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/politica/irmao-…sobre-crime/
leonardo_2#35
Polícia não quis investigar a fundo morte de Celso Daniel, diz promotor do caso


O júri de cinco acusados pela morte de Celso Daniel, um dos crimes mais
misteriosos da história recente do país, será realizado nesta
quinta-feira (10), no Fórum de Itapecerica da Serra (Grande São Paulo).
Até agora, o único condenado pela morte do ex-prefeito de Santo André 
foi Marcos Bispo dos Santos, que pegou 18 anos de prisão após condenação
do júri em novembro de 2010.


Agora, serão julgados Elcyd Oliveira Brito, Itamar Messias da Silva
Santos, Ivan Rodrigues da Silva, José Edison da Silva e Rodolfo Rodrigo
dos Santos Oliveira. Todos faziam parte de uma quadrilha da favela
Pantanal, na divisa da capital com Diadema. Eles são acusados de
homicídio duplamente qualificado e podem ser condenados de 12 a 30 anos
de prisão.




O inquérito policial que levou os acusados ao banco dos réus concluiu
que a morte do ex-prefeito de Santo André (SP), em 18 de janeiro de
2002, no município de Juquitiba (também na Grande SP) foi um crime
comum, resultado de um sequestro mal executado pela quadrilha.


O promotor de Justiça Roberto Wider Filho, que investigou a morte de
Daniel, contesta a versão da polícia e afirma que o assassinato do
ex-prefeito foi encomendado por uma quadrilha responsável por um esquema
de corrupção na Prefeitura de Santo André, cujo objetivo era levantar
recursos para financiar campanhas eleitorais do PT (Partido dos
Trabalhadores). Para ele, a investigação policial foi “incompleta” e
deixou de apurar as “verdadeiras razões da morte”.



O Gaeco (Grupo de Atenção Especial de Combate ao Crime Organizado) do
Ministério Público do ABC sustenta que um dos mandantes do crime é o
empresário Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”, amigo de Celso Daniel e
uma das figuras mais importantes dentro da quadrilha de Santo André –ele
deverá ir a júri popular ainda neste ano em um processo diferente, já
que responderá por homicídio triplamente qualificado.


Segundo o MP, o grupo arrecadava dinheiro por meio da extorsão de
empresas de transporte, coleta de lixo e obras públicas, que eram
coagidas a pagar uma “caixinha” todo mês. Só com as empresas de ônibus a
quadrilha estaria levantando R$ 100 mil por mês. Mas, a galinha dos
ovos de ouro do esquema, diz Wider Filho, eram as empresas que operavam
radares de trânsito, com as quais os corruptores arrecadavam até R$ 50
milhões por mês.


Para o Gaeco, a morte do ex-prefeito foi resultado de um “desarranjo”
no interior da quadrilha: a tese da promotoria é que Daniel sabia e
participava do esquema de corrupção em Santo André, mas decidiu impor
limites ao perceber que os desvios tinham também como finalidade
engordar as contas pessoais, e não só as do partido.


Por participação no esquema, o MP moveu uma ação civil pública contra
Sombra, o então secretário de Serviços Municipais Klinger Luiz de
Oliveira, os empresários Ronan Maria Pinto, Luiz Marcondes Júnior e
Humberto Tarcísio de Castro. Até hoje eles não foram julgados pelas
denúncias.


José Dirceu, na época presidente do PT, e Gilberto Carvalho, então
secretário de governo em Santo André e braço direito de Celso Daniel,
hoje secretário-geral da Presidência da República, não foram
investigados pelo MP por força de uma decisão do STF (Supremo Tribunal
Federal) de 2004, na qual o ex-ministro Nelson Jobim considerou que a
promotoria não pode realizar investigações criminais.


Em entrevista ao UOL, Wider Filho falou sobre as
investigações da morte de Celso Daniel e conta como funcionava o suposto
esquema de corrupção em Santo André.

UOL - Qual a tese do Ministério Público para a morte de Celso Daniel?

Roberto Wider Filho -
O que nós apuramos foi a participação do
Sérgio Gomes da Silva [o Sombra, amigo de Celso Daniel], que já era
apontado em Santo André como o encarregado por um esquema de corrupção e
concussão na prefeitura. Identificamos um elo entre esse esquema e a
morte do Celso Daniel. O Sérgio foi um dos mandantes da morte em
decorrência de um desarranjo no esquema de corrupção. A morte do
ex-prefeito foi a mando, não foi um homicídio aleatório, como diz a
Polícia Civil. Para a polícia, o sequestro foi aleatório: escolheram
qualquer um na rua e por azar pegaram o prefeito. Isso ficou
completamente descaracterizado na investigação e na Ação Penal que se
seguiu. Verificamos que o Sérgio participou e que o crime foi
premeditado.



leonardo_2#36

UOL - Por que, então, a investigação policial concluiu que ocorreu crime comum?

Wider Filho -
A apuração policial foi muito útil porque
identificou a quadrilha responsável pela morte, que é a da favela
Pantanal [na divisa entre São Paulo e Diadema] --são os que vão ser
julgados agora. Mas a investigação se encerrou prematuramente. Eles não
avançaram na investigação até para verificar se a versão dos integrantes
da quadrilha era correta --e não era. Os integrantes da quadrilha
disseram que perseguiram o empresário desde o Ceagesp [zona oeste de São
Paulo]. Quebramos o sigilo telefônico da quadrilha e verificamos que
não houve essa perseguição, que os integrantes ficaram o tempo todo na
avenida Dr. Ricardo Jafet [zona sul]. A Polícia Civil sequer analisou o
exame necroscópico do prefeito. Um adolescente admitiu ter sido o
executor da morte, e foi feita até reconstituição, mas sem que houvesse o
exame de corpo de delito. Pedimos o exame do cadáver do prefeito, para
confirmar se a versão do adolescente batia com as agressões no corpo do
prefeito, e o laudo de exame necroscópico. Havia incoerências grandes.
Ouvimos esse adolescente várias vezes, e, no final, ele admitiu que não
foi o executor. A polícia aceitou passivamente a confissão dos
integrantes da quadrilha. Não se aprofundou nos verdadeiros motivos e
razões da morte.

UOL - Como foram as tentativas de reabertura das investigações policiais?

Wider Filho -
Nós tentamos contar com o apoio da polícia
durante todo o tempo. Fizemos uma investigação preliminar e, logo que
essa investigação apontou novos elementos, fomos no DHPP (Departamento
de Homicídios e Proteção à Pessoa). Foi instaurado um inquérito
complementar e nomeado um novo delegado, o Luiz Fernando. Começamos a
fazer diligências em conjunto, mas o DHPP sempre mostrou uma resistência
muito grande. Chegou ao ponto de testemunhas levadas pelo MP serem
intimidadas no DHPP. Parece-me que a Polícia Civil insiste na tese de
crime comum por uma questão de honra, para provar que a tese deles
estava certa. Em nenhum momento dissemos que a investigação estava
errada, mas ela foi interrompida antes da obtenção dos resultados mais
importantes.

UOL - A investigação do MP detectou o envolvimento de pessoas ligadas ao PT no planejamento da morte de Celso Daniel?

Wider Filho -
Identificamos o Sérgio [Sombra] como sendo um
dos mandantes. Embora existam indícios da participação de outras pessoas
na quadrilha de Santo André, não conseguimos aprofundar as provas e não
tivemos elementos para oferecer denúncia contra elas. Se não consegui
prova suficiente para oferecer denúncia, não posso imputar nada contra
essas pessoas. Seria uma irresponsabilidade minha.

UOL - O senhor acha que essa investigação precisa ser retomada pela polícia?

Wider Filho -
Existem algumas questões que podem ser
investigadas. Depois da conclusão do inquérito complementar, fizemos
outro pedido, tempos depois, para a retomada do caso. Foi indicada a
delegada Elisabete Sato, na época do 78º DP (Jardins). Pedimos que
fossem feitas nove diligências. Também a doutora Sato, prematuramente,
relatou o inquérito --com uma posição surpreendente, cometendo vários
erros no relatório, um trabalho que não é do histórico dela--
reafirmando a tese do DHPP. Nós acreditamos que houve uma pressão do
DHPP para que ela fizesse isso, porque a investigação dela caminhava num
rumo bom. Entre outros elementos na investigação dela, colheu-se provas
de que dinheiro de corrupção foi encontrado dentro do apartamento do
Celso Daniel. Isso era uma prova relevante que demonstrava esse
desarranjo no interior da quadrilha.

UOL - Como funcionava o esquema de corrupção em Santo André? Qual a ligação da quadrilha com a morte do ex-prefeito?

Wider Filho -
Existia uma quadrilha que fazia arrecadação
destinada a financiamento de campanhas eleitorais do PT. Em um
determinado momento, Celso Daniel descobre que boa parte desses recursos
eram desviados para o enriquecimento pessoal dos integrantes dessa
quadrilha. Com isso, ele não concordava. Havia secretários do PT,
filiados ao partido, que eram integrantes da quadrilha, mas a
investigação para outros integrantes do partido foi cerceada pelo STF
(Supremo Tribunal Federal), que impediu que a gente investigasse o José
Dirceu, o Gilberto Carvalho e a destinação final desses recursos. Nós
não podemos investigar, nem a Polícia Federal, que era a instância
competente. Depois eu tentei retomar essa investigação e o ministro Eros
Grau, também atendendo a uma reclamação do José Dirceu, impediu. Então a
gente nunca conseguiu fazer essa investigação. Portanto, não posso
falar nada sobre o que eu não investiguei. Mas existe uma reclamação
nossa no STF para investigarmos o José Dirceu que ainda não foi julgada
leonardo_2#37

UOL - O que foi esse “desarranjo na quadrilha” que o senhor menciona?

Wider Filho -
Quem levava o dinheiro da quadrilha para o
partido era o Gilberto Carvalho. Quem arrecadava era o Ronan Maria Pinto
[empresário do ramo de transportes e das comunicações] e o Sérgio
[Sombra]. De repente, o dinheiro foi parar no próprio apartamento do
Celso Daniel, o que demonstra como ele tinha desconfiança do
funcionamento daquela quadrilha. Para ele, o dinheiro deveria ter como
destinação exclusiva o financiamento de campanha eleitoral. Ele
continuou arrecadando, mas o dinheiro não circulava como anteriormente.
Essa investigação foi realizada pela Elisabete Sato, e, infelizmente,
não teve prosseguimento. Existem outros elementos a serem investigados e
aprofundados, inclusive com relação a outros mandantes, mas, fora o
cerceamento que houve no Supremo, nós também tivemos problemas com a
polícia.

UOL - Além do DHPP, mais alguém fez pressão sobre a Polícia Civil para não investigar o caso corretamente?

Wider Filho -
Houve uma interferência muito grande do então
deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT). Ele foi indicado pela Comissão de
Direitos Humanos do Congresso para acompanhar a investigação. E o que
ele desenvolveu na investigação não foi um acompanhamento passivo. Temos
notícias de que, inclusive, ele orientava parentes de Celso Daniel a
como prestar depoimento. Então isso é uma interferência censurável. Eu
acho que o partido não deveria colocar um deputado para fazer um
acompanhamento com o intuito de desviar o foco da investigação.

UOL - Sete testemunhas da morte de Celso Daniel foram mortas.
Como foram as investigações desses crimes? Os autores foram presos?

Wider Filho -
Algumas dessas mortes têm uma relação bem
próxima do caso, principalmente a do Dionísio [Aquino Severo, um dos
sequestradores do ex-prefeito], que fugiu da delegacia de Guarulhos em
data próxima da morte do Celso Daniel. Depois do crime, ele foi
recapturado em Taboão da Serra (SP) e declarou para o delegado Romeu
Tuma Júnior que, sobre o caso Celso Daniel, só se manifestaria em juízo.
Dias depois, ele foi assassinado no CDP (Centro de Detenção Provisória)
da Penha enquanto estava no parlatório com o José Edison da Silva, um
dos integrantes da quadrilha que nunca prestou depoimento para nós e é
um elo importante do caso. Os dois estavam no parlatório, só os dois,
quando os presos se rebelaram e mataram o Dionísio. Houve a
identificação dos presos que participaram da morte dele --eu mesmo
ofereci denúncia. A morte estava relacionada com uma organização
criminosa [PCC], e a ordem vinha da facção, e a investigação da polícia
não avançou, não foi para cima, só limitou a identificar entre os
detentos aqueles que participaram. O curioso é que, uma semana depois da
morte do Dioniso, ligaram para o Ivan Rodrigues da Silva, o chefe da
quadrilha da favela do Pantanal, e perguntaram se era pra matar o José
Edison também. É uma questão curiosa: por que o Ivan mataria um
integrante da quadrilha dele, sendo que os dois participaram do
homicídio do Celso Daniel? Acredito que essa morte tenha relação direta
com a morte do ex-prefeito, mas não houve uma apuração nesse sentido.

UOL - A quadrilha da favela do Pantanal pertencia ao PCC (Primeiro Comando da Capital)?

Wider Filho -
A quadrilha não era do PCC. O chefe [Ivan] tinha ligações com o PCC, mas não era integrante da facção.

leonardo_2#38

UOL - E as outras mortes de testemunhas?

Wider Filho -
A segunda morte que tem uma ligação é do Sergio
“Orelha”, que foi quem recebeu o Dionísio logo após a fuga da prisão. O
Dionísio participou de uma reunião em que ele mencionou que iria
participar do sequestro do Celso Daniel e que o Sérgio [Orelha] iria
colaborar. Ele disse, inclusive, que o pagamento seria feito no momento
do sequestro, com uma bolsa de dinheiro. Essa referência da bolsa com
dinheiro depois foi confirmada em uma diligência feita pela CPI dos
Bingos. Os senadores Magno Malta e Eduardo Suplicy ouviram uma
testemunha que narrou que depois do arrebatamento do prefeito alguém
retornou até o carro, abriu a porta de trás, pegou a bolsa e saiu. O
corpo do Sérgio Orelha foi colocado dentro de um veículo que foi
queimado. Não se apurou a autoria desse crime. As outras mortes não tem
um vínculo direto com a execução do crime. São mortes de testemunha,
como um investigador de polícia que manteve um contato muito longo por
telefone com o Dionísio na véspera do crime. Nós o ouvimos e ele disse
que não tinha nenhuma relação com a morte do Celso Daniel. Ele foi morto
um mês depois.

UOL - O senhor acha que nesse júri algum dos acusados pode revelar alguma novidade?

Wider Filho -
Eles já foram ouvidos muitas vezes. Nós mesmos
os ouvimos diversas vezes porque queríamos esclarecer detalhes. Quando
eles confessaram o crime, havia coisas muito obscuras, controvertidas,
na confissão. Depois eles foram ouvidas pela CPI mais de uma vez, assim
como pela Polícia Civil. Acho muito pouco provável que elas tragam para o
plenário uma questão nova. Até acho que eles têm informação,
principalmente o José Edison, mas a vontade deles de falar sobre o caso
já foi bem determinada nas oitivas que fizemos.

UOL - O MP investigou algo sobre a morte do perito Otávio
Mercier, que disse que o Celso Daniel foi torturado antes de ser morto?

Wider Filho -
O depoimento do perito foi muito importante para
a instrução do processo. Em primeiro lugar, ele fez um laudo, e houve
uma dificuldade enorme para obtermos o próprio laudo que ele produziu.
Esse laudo só foi juntado ao processo depois que os promotores
participaram da investigação e mesmo assim com muita insistência. O
laudo menciona que o Celso Daniel sofreu torturas, mas não deixa bem
claro a espécie de tortura que ele sofreu. Depois, ouvindo o perito, ele
consegue descrever a dinâmica da tortura pelas lesões que o ex-prefeito
foi submetido. Ele sofreu queimaduras circulares nas costas que
provocaram marcas compatíveis com as produzidas por armas de fogo. O
Celso Daniel também apresentava ferimentos de estilhaços de projéteis na
região da axila e da perna direita. Provavelmente ele foi deitado de
barriga para baixo e alguém o torturou o ameaçando de morte, efetuando
disparos do lado do corpo dele e fazendo queimaduras com essa arma. Isso
é uma tortura clássica, realizada para obter informação. Não é uma
tortura natural de um crime de sequestro, como a Polícia Civil sustenta.
Em um sequestro comum, o tipo de tortura é para que a vítima perca a
vontade. Eles deixam a pessoa nua, fazem tortura psicológica para que a
vítima não queria fugir, não grite, não dê trabalho no cativeiro. Quanto
mais quieta, mais seguro é o cativeiro para os bandidos. Já essa
tortura de simular a morte do sequestrado você deixa a pessoa
irrequieta. Não tem nenhuma compatibilidade com o sequestro comum,
porque isso não vai obter maior vantagem financeira para os
sequestradores. Disso nós estamos certos: o Celso Daniel foi submetido
uma tortura clássica destinada à obtenção de informações.

UOL - Por qual motivo ele foi torturado?

Wider Filho -
Que informações a quadrilha queria e quem
torturou, não conseguimos esclarecer. Não houve nenhum testemunha
presencial e ninguém que tivesse indicado isso. Talvez um dos caminhos
possíveis seria a investigação barrada pelo STF para descobrir que
caminho tomaram os recursos obtidos por meio de corrupção em Santo
André. Foi tudo gasto? Existia algum recurso em conta secreta? Quem
tinha acesso a essa conta? São questões que não foram solucionadas que
talvez explicassem a razão da tortura, mas infelizmente o MP foi
cerceado da obtenção de várias informações que seriam muito úteis para a
solução do homicídio e do esquema de corrupção.

UOL - Como o MP avalia a atuação da Polícia Federal nesse caso?

Wider Filho -
A PF até trouxe uma testemunha pra gente, mas
teve uma atuação muito tênue nesse caso. Fizeram uma coisa marcante, que
foram as escutas da quadrilha e de outros integrantes do PT logo depois
da morte do Celso Daniel. Mas essas escutas foram obtidas com um
“vício”: em vez de a PF informar o Judiciário que as escutas foram
feitas para investigar a morte do Celso Daniel, eles colocaram no pedido
como se fosse para apurar tráfico de drogas e inseriram os telefones.
Com isso, escutas foram consideradas viciosas e jamais puderam ser
usadas pelo MP validamente. Nos não utilizamos, nem tomamos conhecimento
num primeiro momento. Só depois que essas fitas foram localizadas nós
tomamos conhecimento. A atuação da PF não foi abrangente e trouxe esse
vício que nos causou prejuízo.

UOL - Essas fitas foram descartadas?

Wider Filho -
Elas tiveram uma longa história. O juiz Rocha
Mattos [preso na Operação Anaconda] mandou destruir essas fitas. Elas
foram apreendidas no MP e destruídas. Mas ele tinha um segundo lote, com
cópias, e essas fitas acabaram indo para a CPI dos Bingos. Depois
tivemos acesso às fitas, mas não há como utilizá-las porque paira sobre
elas dúvidas sobre a legalidade. Não tem porque usarmos uma prova
ilícita que pode contaminar todo o processo. Além disso, não sabemos se o
lote que foi apresentado é completo.

UOL - Essas gravações ajudariam a esclarecer algumas questões relacionadas ao crime e ao esquema de corrupção em Santo André?

Wider Filho -
Algumas questões sim. Mas não sabemos nem se o
lote divulgado traz o conteúdo completo das gravações, nem se elas estão
inteiras. Teríamos que pegar as grades dos telefones interceptados, o
histórico das chamadas e verificar se há correspondência do histórico,
porque quem colheu essas provas pode muito bem ter separado um pedaço de
outro. A escuta quando envolve oponente político é muito delicada. Acho
que tudo deveria ser remetido para o Judiciário, que deveria ser o
guardião do material. E depois a polícia trabalhar com o material
fornecido pelo Judiciário. Nesse caso há suspeita de que nem todos os
áudios tenham sido revelados. É uma questão muito controversa. A decisão
do Rocha Mattos pela destruição imediata das fitas foi tomada antes que
pudéssemos recolher. O MP recorreu com uma liminar, mas quando obteve a
liminar ela já estava prejudicada porque ele já havia destruído as
fitas. Mas não se sabe se as fitas que ele divulgou posteriormente são a
totalidade das gravações.

leonardo_2#39


ENTENDA O CASO


Celso Daniel foi encontrado morto em 20 de janeiro de 2002, em uma estrada de terra de Juquitiba, após receber 11 tiros. A morte ocorreu dois dias depois de ter sido sequestrado no trajeto entre uma churrascaria na capital e Santo André.

No momento do sequestro, o ex-prefeito estava dentro de seu carro, que era blindado, acompanhado do empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra,
seu amigo e segurança, que dirigia o veículo. Os sequestradores
fecharam o carro de Daniel com outros três veículos e levaram apenas o
ex-prefeito, deixando Sombra no local. Antes de matar o ex-prefeito, os
sequestradores o mantiveram em cativeiro na favela Pantanal, na divisa
entre São Paulo e Diadema.

O caso já foi reaberto duas vezes, investigado pelo Ministério
Público, pela Polícia Civil e até pela CPI dos Bingos, em Brasília.
Investigação do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa)
concluiu que seis pessoas participaram do crime, entre elas um menor. Para a polícia, os acusados sequestraram Daniel por engano, já que estavam planejando o crime contra outra pessoa.

O Ministério Público contraria a versão policial e sustenta que a morte foi encomendada por uma quadrilha que atuava na Prefeitura de Santo André
extorquindo empresários com objetivo de arrecadar dinheiro para
campanhas eleitorais do PT. Para o MP, a investigação policial foi
incompleta e não apurou quem foram os mandantes do crime, que para a
promotoria foi Sombra, um dos líderes do esquema.

Segundo o MP, Daniel foi morto ao perceber que o dinheiro desviado pela quadrilha também estava sendo utilizado para o enriquecimento dos integrantes, e não só para fins partidários, e decidir impor limites à atuação da quadrilha.

Pelo menos sete pessoas, entre testemunhas e outros envolvidos no crime, morreram após a morte do ex-prefeito --sete delas vítimas de homicídio.
O único condenado --a 18 anos de prisão-- pela morte de Daniel foi
Marcos Bispo dos Santos. O júri de Sombra deve ocorrer ainda este ano. O
MP denunciou seis pessoas, entre empresários e secretários de governo,
por participação no esquema de corrupção, mas a Justiça rejeitou as
denúncias.

leonardo_2#40


Envolvidos que morreram ao longo das investigações

Dionísio Aquino Severo - Suposto sequestrador de Celso
Daniel e uma das principais testemunhas no caso, foi morto por uma
facção rival antes de ser ouvido sobre o crime
Sergio 'Orelha' - Teria escondido Dionísio após o sequestro. Foi fuzilado em novembro de 2002
Otávio Mercier - Investigador da Polícia Civil que telefonou para Severo na véspera da morte de Daniel, foi morto a tiros em sua casa
Antonio Palácio de Oliveira - O garçom que serviu Celso Daniel na noite do crime morreu em fevereiro de 2003 após ser perseguido em sua moto
Paulo Henrique Brito - Testemunhou a morte do garçom e foi morto com um tiro nas costas, 20 dias depois
Iran Moraes Redua - O agente funerário foi o primeiro a
identificar o corpo de Daniel e chamou a polícia. Morreu com dois tiros
em novembro de 2004
Carlos Alberto Delmonte Printes - Médico-legista que constatou indícios de tortura ao examinar o corpo de Daniel
leonardo_2#41
dionisio#42

Tudo indica que foi crime político sim!

São tantas dúvidas que não fazem a mínima questão de esclarecer, que nos leva a essa decisão.

Não sei porque não deixam esclarecer de vez! "Quem não deve não teme".

leonardo_2#43
Paulinho Moleira cagando pela boca

http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreirale…elso-daniel/


Conheci Celso Daniel durante a luta contra o ditadura e fui
reencontrá-lo algumas vezes, como prefeito de Santo André. Acompanhei as
investigações sobre sua morte desde o primeiro momento.

Cheguei a considerar como possível a versão do ministério público,
que sustenta que ocorreu um crime encomendado por seus antigos aliados
políticos. Fiz uma longa investigação sobre o caso entre 2005 e 2006.
Entrevistei os policiais — convencidos de crime comum — e os promotores.
Falei com familiares do ex-prefeito. Também conversei com testemunhas
da autópsia. Estou convencido de que não há elementos para sustentar a
tese de crime encomendado.  A base de meus argumentos você pode ler nos
links abaixo. São quatro reportagens que escrevi sobre o caso:


http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreirale…elso-daniel/

ayrton#44
ayrton#45
Esse paulo Moleira é um cara perigoso.
dionisio#46

Três acusados pela morte de Celso Daniel afirmam que foram torturados para assumir o crime

O acusado afirmou ainda que logo após ter sido preso, em junho de 2002, foi levado ao DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), onde teria sofrido pressões do advogado do PT e ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh para assumir o assassinato.

Segundo a falar, o réu José Edison da Silva foi interrogado por cerca de 25 minutos e também negou a participação no crime. Ele afirmou que estava morando na Bahia na época da morte e que confessou o crime sob tortura no DHPP. “Recebi choques na boca, na mão e nos pés”, afirmou. O acusado também disse que Greenhalgh estava acompanhando os interrogatórios no DHPP.

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticia…-o-crime.htm

ayrton#47
10/05/2012
.

Irmão de Celso Daniel diz que PT tentou 'acobertar' crime

.
(...)
.
"A família não tem nenhuma dúvida de que foi um crime com implicações
políticas, ligada (...) à existência de esquemas de financiamento de
campanha irregular. Aliás, como admitiu o (ex-) presidente Lula, de que
todos os partidos fazem caixa-dois, inclusive o dele. Infelizmente é a
maneira pela qual se faz política aqui no País", afirmou Bruno Daniel,
para quem não tem "fundamento" a tese de que Celso Daniel foi vítima de
um crime comum.

.
(...)'
.
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI57…ECID=Twitter
eduardo_16#48
É obvio que foi um assasinato politico e foi o Lula quem mandou matar o Celso Daniel,pois ele sabia demais e falaria todas as falcatruas do PT..

Comunista é assim mesmo,quando alguem decide mostrar os podres deles,já matam,assasinam,tortura,é da propia natureza vermelha.

Mais uma dia esse PT vai pagar caro pelo que fez,bom o destino já está castigando o Lula que logo irá bater as botas
ayrton#49
-  "Ivan Rodrigues da Silva, afirmou ainda que logo após ter sido preso, em junho de 2002,
foi levado ao DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa),
onde teria sofrido pressões do advogado do PT e ex-deputado federal Luiz
Eduardo Greenhalgh para assumir o assassinato"
.

- "O terceiro réu, Rodolfo Rodrigo dos Santos, também disse que foi
torturado para confessar o crime. “Assinei vários papéis sem ter lido.” O
réu disse ainda que foi pressionado e agredido por Greenhalgh dentro do
departamento de homicídios"
.
Luiz Eduardo Greenhalgh:
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Vídeo do YouTube
http://youtu.be/6VESOzP-wmM
ayrton#50
10/05/2012
.

Confissão vai provar crime político no caso Celso Daniel

.
http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/politica/confis…elso-daniel/

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