Ja vi um video dele sobre aborto antes, não sei se é o mesmo - parece que não - mas ele fala uma coisa que faz um pouco de sentido, é mais ou menos isso "não querem que matemos os nascituros para que eles cresçam, dai, então, mandamos eles a guerra".
O homem não passava de um psicótico hidrófobo. O ódio extremo embota a inteligência, e a pessoa se transforma num jumento falante. Quem diz os cristãos deveriam, por coerência, acusar de "assassina em série" uma mulher que menstrua (naturalmente, portanto) um óvulo fecundado é porque já atingiu um nível demencial irreversível.
Um assassinato é um ato essencialmente submetido à consciência e vontade do agente, ao passo que o aborto espontâneo não tem qualquer controle da gestante. Julgar idênticas ambas as situações é prova de gangrena moral.
Se essas acusações fossem contra homosseuxais, islâmicos, negros ou judeus, ele estaria na cadeia sob o fundamento legal do "hate speech". Como as "piadas" são contra o conservadorismo e o cristianismo, fica tudo por isso mesmo.
Este foi o caso mais eloquente da necessidade do auto aborto retroativo.
Talvez alguém até notasse, mas não havia possibilidade de se manifestar e se se manifestasse seria chato, mesmo que concorde com a posição, não ia querer ninguem interrompendo o show de comédia.
Gabriel, não estudo medicina e nem pesquisei nada, mas peloss casos que acompanhei na família e no meu círculo social posso dizer que ou a mulher tomou algum remédio que não sabia que faria mal e acabou "matando" o bebê ou ocorre má formação congênita.
Segundo minha mãe, que é pediatra, muitas mulheres mesmo (nunca perguntei a porcentagem) têm ao menos um aborto espontâneo durante sua vida fértil. Em alguns casos, o bebê nasce morto, o chamado "natimorto". Mas, normalmente, quando é inviável sua vida, o próprio organismo acaba abortando a gestação.
Um casal de amigos de meus pais morava em Londres e engravidaram. O bebê tinha má formação e os médicos ofereceram o aborto. Eles disseram que não e algumas semanas depois ocorreu o aborto espontâneo.
Não achei esse George Carlin ofensivo. Pelo contrário, se houve alguma coisa que ele demoliu nesse vídeo, foi a credibilidade do movimento abortista. Há ofensas que dizem mais sobre o ofensor do que o ofendido.
Eu já tinha visto esse vídeo. Ele só fala absurdos.
Ele disse que pró-vidas são anti-mulher. Será que ele não sabia que aproximadamente metade dos fetos que já foram abortados pertenciam ao sexo feminino? Aborto é um extermínio de mulheres, quem é anti-mulher nesse história?
Ele compara também aborto com omelete. Alguém faz omelete com feto de galinha?
Uma das características das massas é não ter a capacidade de perceber incoerências e contradições num discurso. A massa é acrítica. A individualidade é absorvida pelo grupo, e cada indivíduo que dele faz parte se transforma numa outra coisa, diferente de si mesmo.
Aquele que individualmente vaiaria Carlin, o aplaude se estiver fazendo parte de uma plateia. É o comportamento induzido, que não deixa que os medrosos se manifestem contrariamente. Antigamente, nos teatros americanos (talvez igualmente em outras partes do mundo), os produtores de comédias contratavam pessoas para ficarem na plateia, como espectadores comuns, dando risadas e aplaudindo. Isto imediatamente provocava comportamento idêntico por parte dos demais espectadores. Mesmo quem não estava achando a menor graça começava a dar risadas (obviamente forçadas) e a bater palmas.
Por isso concordo tanto com Olavo, quando ele diz que é essencial proteger a consciência individual contra a coletividade. É a consciência individual que verdadeiramente separa erro de acerto, verdade de mentira.
Não podemos julgar que pessoas estão no inferno com certeza, por mais provável que isso seja. Até o último milésimo de segundo há chance de arrependimento.