Serra prioriza produtores rurais, empresários e religiosos, possíveis insatisfeitos com o plano de direitos humanos do governo
Nesse período pré-eleitoral, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, teve uma agenda cuidadosamente preparada para sedimentar a largada em setores específicos do eleitorado, como produtores rurais, evangélicos e católicos. Hoje, por exemplo, participa do 28º Congresso Internacional das Missões, em Camburiú (SC), que reúne várias congregações(1) evangélicas. A expectativa é a de que Serra consiga se apresentar para um público de quase 50 mil pessoas nesse evento.
A ideia é marcar desde já alguns pontos que interessam a esses públicos e, depois, reprisar os temas quando a campanha começar de fato, com o palanque eletrônico a partir de agosto — nos programas de TV. Uma das tendências é enfatizar a liberdade religiosa, o direito à vida e à propriedade, estabelecidos na Constituição de 1988. Assim, teria munição para, de forma subliminar, mostrar que o PT, recentemente, em alguns casos, pregou o inverso com o polêmico Programa Nacional de Direitos Humanos. O texto, inclusive, será revisto pelo ministro da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi.
O plano do governo defendia, por exemplo, o direito ao aborto — que gerou críticas da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Outro ponto condenava o uso de símbolos religiosos em prédios públicos. Falava, ainda, da mediação de conflitos agrários. Na visita à Agrishow de Ribeiro Preto (SP), na última quinta, os tucanos avaliaram que Serra foi incisivo ao se referir ao Movimento dos Sem-Terra (MST) como um movimento político. Dilma, na avaliação dos aliados, não foi mal ao dizer que “a lei deve ser cumprida” e que “governo é governo, movimento é movimento”, mas deixou em aberto as relações históricas de boa vizinhança entre MST e o PT.
Nesse período pré-eleitoral, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, teve uma agenda cuidadosamente preparada para sedimentar a largada em setores específicos do eleitorado, como produtores rurais, evangélicos e católicos. Hoje, por exemplo, participa do 28º Congresso Internacional das Missões, em Camburiú (SC), que reúne várias congregações(1) evangélicas. A expectativa é a de que Serra consiga se apresentar para um público de quase 50 mil pessoas nesse evento.
A ideia é marcar desde já alguns pontos que interessam a esses públicos e, depois, reprisar os temas quando a campanha começar de fato, com o palanque eletrônico a partir de agosto — nos programas de TV. Uma das tendências é enfatizar a liberdade religiosa, o direito à vida e à propriedade, estabelecidos na Constituição de 1988. Assim, teria munição para, de forma subliminar, mostrar que o PT, recentemente, em alguns casos, pregou o inverso com o polêmico Programa Nacional de Direitos Humanos. O texto, inclusive, será revisto pelo ministro da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi.
O plano do governo defendia, por exemplo, o direito ao aborto — que gerou críticas da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Outro ponto condenava o uso de símbolos religiosos em prédios públicos. Falava, ainda, da mediação de conflitos agrários. Na visita à Agrishow de Ribeiro Preto (SP), na última quinta, os tucanos avaliaram que Serra foi incisivo ao se referir ao Movimento dos Sem-Terra (MST) como um movimento político. Dilma, na avaliação dos aliados, não foi mal ao dizer que “a lei deve ser cumprida” e que “governo é governo, movimento é movimento”, mas deixou em aberto as relações históricas de boa vizinhança entre MST e o PT.