Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Isso refuta a inocencia da igreja sobre pedofilia?

Iniciado por nildo em 06/05/2010 · 26 mensagens

nildo#1
Para não dizerem que se trata de preconceito contra um grupo religioso, dados de um estudo chamado John Jay Study http://www.usccb.org/nrb/johnjaystudy/ (site da própria Conferência de Bispos Católicos dos EUA) que desde 1950 mapeia e cataloga as acusações feitas contra padres que abusaram de menores de 18 anos. Os números mostram que os casos de pedofilia dentro da igreja são de ordem tal que superam a incidência na sociedade secular.

No mínimo quatro vezes mais crianças são estupradas ou levadas a ter relações sexuais com adultos dentro de uma igreja católica do que fora dela!
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"Só nos EUA, único lugar com estatísticas concretas sobre padres que cometeram abusos sexuais [com menores], 4.392 sacerdotes católicos foram denunciados por esse tipo de crime entre 1950 e 2002. Isso dá 4% do total de pessoas que exerceram o sacerdócio no país nesse período. Um número alto, ainda mais tendo-se em mente que menos de 1% da população pode ser classificada como pedófila."
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Só pra lembrar e para não dizerem que é um herege/maldito ateu falando, Cláudio Hummes http://pt.wikipedia.org/wiki/Cl%C3%A1udio_Hummes, cardeal prefeito da Congregação para o Clero do Vaticano, reconheceu em entrevista ao jornal espanhol El Periódico Extremadura http://www.elperiodico.com/default.asp?idpublicacio_…ccio_PK=1021 que casos de pedofilia afetam 4% dos padres católicos, o que representaria cerca de 20 mil sacerdotes em todo o mundo.
nildo#2
Um exército sistematizado de 20 mil homens que desfrutam da proteção de uma megainstituição que preza por demais por sua imagem e poder, que usa sua fortuna para esconder da mídia seu protetotado, que na grande maioria dos casos é reincidente e confiante na imunidade garantida pelo alto clero.

Nos Estados Unidos, 4% da população votante se declara homoafetiva (se levarmos em conta que o processo democrático por lá é facultativo e que é um país extremamente religioso, praticamente com alvará assinado para ser uma teocracia, esse número pode ser muito maior, posto que muitos ainda devem estar trancados dentro de seus respectivos armários), assim como entre 6% e 20% na Europa, respectivamente para os bretões e noruegueses, esses últimos muito mais próximos do número que eu estimaria com chance menor de errar. De posse desses dados bem preliminares, já dá pra ter uma idéia de onde podemos chegar. Pra começar, não dá pra afirmar a partir deles que a população é homogênea numericamente e equidistribuída em seus nichos. Por exemplo, que menos de 1% dos 4% que se assumem gays nos EUA são pedófilos. Da mesma forma que o contrário também não pode, daí a declaração do cardeal Tarcisio Bertone é falaciosa, como de hábito; no mínimo desinformada e preconceituosa. Como controle de danos é uma prática comum nos arredores da Praça São Pedro, parece que a ICAR prefere ser chamada de reduto de homofóbicos do que antro de pedófilos.

Postagem completa: http://canecaorbital.blogspot.com/
nildo#3
Eu li isso no orkut, alguem confere esta informação? Há alguma irregularidade neste artigo que acabei de psotar? Obrigado desde já pela atençaõ.
caveira#4
No texto que se pode ler em

http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noti…lhe&id=30782

Massino Introvigne cita os estudos do John Jay College e de Jenkins e afirma:

O estudo do John Jay College nos diz que quatro por cento dos sacerdotes
americanos são pedófilos? De modo algum. Segundo aquela pesquisa, 78,2%
das acusações se referiam a menores que haviam superado a puberdade. Manter
relação sexual com uma menina de 17 anos não é certamente “una bella cosa”,
muito menos para um padre: mas não se trata de pedofilia. Portanto, ao longo de
cinqüenta e dois anos, os sacerdotes acusados de pedofilia nos EUA são 958,
dezoito por ano. As condenações foram 54, pouco mais de uma por ano.


Portanto os 4 por cento não se referem, na totalidade, a casos de pedofilia. Dentro deste grupo de 4 por cento, 78,2 % não são casos de pedoflilia.

Seriam portanto menos de 1% do total, e a se levar a sério o percentual de 1 % de pedófilos na sociedade em geral, o clero seria um grupo com menor incidência de pedofilia se comparado com a sociedade em geral.
caveira#5
Além disso Maximo Introvigne ainda citando Jenkins, afirma:

Segundo os estudos de Jenkins, se se compara a Igreja Católica dos EUA às principais denominações protestantes se descobre que a presença de pedófilos é – dependendo das denominações – de duas a dez vezes mais alta entre os pastores protestantes do que entre padres católicos. A questão é relevante porque mostra que o problema não é o celibato: a maior parte dos pastores protestantes é casada.

Ou seja, a presença de pedófilos entre o clero é menor se comparada com a sociedade de um mode geral e também se comparada com os pastores protestantes, segundo os estudos de Jenkis.

A desonestidade do outro texto citado é tentar fazer crer que o percentual de 4 % se refere exclusivamente a casos de pedofilia, quando na verdade estes constituem em cerca de 21,8 % do total de 4%.

O que dá menos de 1 %.
caveira#6
O Olavo, no seu texto "A briga que ninguém quer comprar" publicado no Diário do Comércio em 12 de Abril de 2010, escreveu:

Não há um só jornal ou grande revista, por exemplo, que gradue o destaque dado à denúncias de padres pedófilos pelo exame comparativo de casos similares em outros grupos sociais. Esse exame mostraria, acima de qualquer possibilidade de dúvida, que o número de delitos é muito, muito menor entre padres católicos do que em qualquer outra comunidade humana, embora o destaque dado na mídia a esses casos induza a população a crer o contrário. Em artigo recente, o sociólogo italiano Massimo Introvigne mostrou que, num periodo de várias décadas, apenas cem sacerdotes foram denunciados e condenados na Itália, enquanto seis mil professores de educação física sofriam condenação pelo mesmo mesmo delito. Introvigne citou os professores de educação física apenas como grupo-controle. Poderia ter mencionado dezenas de outros: no conjunto, os casos de padres pedófilos revelariam ser as raridades que são, contrastando dramaticamente com a disseminação alarmante do crime de pedofilia na sociedade em geral. Eu mesmo, examinando as estatísticas alardeadas pela campanha anticlerical na Irlanda, e tirando delas as conclusões aritméticas que os autores do documento maliciosamente se recusavam a tirar, mostrei que, em cada escola católica daquele país, ocorrera não mais de um caso de pedofilia a cada dezesseis anos. Chamar isso, como a mídia o chama, de “pedofilia epidêmica”, é evidentemente uma fraude, mas como pode a população percebê-lo se não tem acesso a outro critério comparativo senão aquele que lhe é fornecido pela própria mídia segundo o recorte de uma agenda politicamente interesseira?
flvio#7
Segundo notícia do http://zenit.org/, de janeiro de 2008, Cláudio Hummes "indica que los sacerdotes infieles a su compromiso de celibato son menos del 1%."

http://zenit.org/article-25942?l=spanish

"El cardenal Hummes reconoce, en la entrevista publicada por el diario vaticano el 5 de enero pasado, que «siempre hubo problemas porque todos somos pecadores», pero «en la actualidad se han denunciado hechos verdaderamente muy graves».
(...)
Obviamente, subraya el cardenal Hummes, se debe recordar que estos hechos afectan sólo a una mínima parte del clero: «Ni siquiera el 1% tiene que ver con problemas de conducta moral y sexual. La grandísima mayoría no tiene nada que ver con hechos de este tipo». "
leonardo_16#8
Só pra lembrar e para não dizerem que é um herege/maldito ateu falando, Cláudio Hummes http://pt.wikipedia.org/wiki/Cl%C3%A1udio_Hummes, cardeal prefeito da Congregação para o Clero do Vaticano, reconheceu em entrevista ao jornal espanhol El Periódico Extremadura http://www.elperiodico.com/default.asp?idpublicacio_…ccio_PK=1021 que casos de pedofilia afetam 4% dos padres católicos, o que representaria cerca de 20 mil sacerdotes em todo o mundo.

Segundo os dados oficiais de Charles J. Scicluna, o promotor da Congregação para a Doutrina da Fé encaregado de investigar esse tipo de delito (seria o análogo ao Grão-Inquisidor da pedofilia), a pedofilia própriamente dita (pré-pubiana) afeta em torno de 0,06% do clero. Mesmo abrangendo os menores de idade em geral, o número não passa de 0,6%.
http://www.quadrante.com.br/Pages/servicos02.asp?id=…&pg=artigos#

Não me parece honestidade intelectual se basear no Random Cardinal.

Quanto à relação entre homossexualismo e pedofilia, evito dar palpite em ciências das quais eu não domino. Mas uma coisa que eu observo é que parafilias costumam atrair umas às outras. Pesquisei em livros de psiquiatria, e especialistas parecem confirmar as minhas suspeitas. É verdade que o homossexualismo não mais está elencado como parafilia no DSM, mas sua remoção repentina não me parece ter sido motivado por questões puramente científicas.
nildo#9
legal, brigado
nildo#10
[url]/Main#CommMsgs?cmm=205291&tid=5467987371225272300&na=3&nst=14&nid=205291-5467987371225272300-5468805596281074689[/url]
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não postarei aki, por que é um post muito longo.
nildo#11
up
nildo#12
Realmente, 4% não se referem, na totalidade, à casos de pedofilia. Esse número se refere à casos de abuso sexual à pessoas abaixo de 18 anos de idade, ou seja, abuso sexual contra menores de idade.

Portanto a manchete é sensacionalista e, mais ainda, manipuladora. A manchete correta seria que, segundo os dados disponíveis, o abuso sexual de menores de 18 anos acontece 4 vezes mais na Igreja, como mostram as fontes utilizadas no estudo:

David Finkelhor et al., “Sexual Abuse in a National Survey of Adult Men and Women: Prevalence, Characteristics, and
Risk Factors.” Child Abuse & Neglect 14 (1990): 20-21.
Harriet L. MacMillan and Jan E. Fleming, “Prevalence of Child Physical and Sexual Abuse in the Community.” Journal of
Lisa Jones and David Finkelhor. “Explanations for the Decline in Child Sexual Abuse Cases.” OJJDP Bulletin. Washington,
DC: U.S. Department of Justice, Office of Justice Programs, Office of Juvenile Justice and Delinquency Prevention (2004).
Lisa M. Jones and David Finkelhor, “The Decline in Child Sexual Abuse Cases.” OJJDP Bulletin. Washington, DC: U.S.
Department of Justice, Office of Justice Programs, Office of Juvenile Justice and Delinquency Prevention (2001); Lisa M.
Jones, David Finkelhor, and Kathy Kopiec. “Why is sexual abuse declining? A survey of state child protection
administrators.” Child Abuse & Neglect 25 (2001): 1139–1158.
nildo#13
Quanto à relação entre homossexualismo e pedofilia, evito dar palpite em ciências das quais eu não domino.

O Cético responde:Se você evita, por que não evita de uma vez por todas dar palpites a cerca de ciências em que você é ignorante? Sabe por quê? Porque logo em seguida você vomitou merda sobre uma ciência que você é burro, admite que é burro, mas deu palpites. Acompanhe e veja.
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"Mas uma coisa que eu observo é que parafilias costumam atrair umas às outras."
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Prove.

"parafilias que constumam atrair parafilias"

CÉTICO:Isso não faz nenhum, NENHUM SENTIDO, dentro da biopsiquiatria ou da psiquiatria comportamental, parafilia é uma a condição comportamental estimulante que foge das condições estimulantes normativas (comuns no presente momento histórico) que podem OU NÃO causar estresse ou problemas comportamentais. O fato do indivíduo, como mente/cérebro, estar apto a ser estimulado dentro de um dos quadros de comportamento parafilíaco (sadismo sexual, masoquismo sexual, voyeurism, etc) não implica que o outro é atraído pelo primeiro. São as condições do indivíduo, e não dos estímulos comportamentais que ele pode vir a vivenciar temporariamente ou não, que vão determinar se ele vai ser somente sadista ou somente masoquista ou, em outro caso, os dois, sadomasoquista.
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É verdade que o homossexualismo não mais está elencado como parafilia no DSM, mas sua remoção repentina não me parece ter sido motivado por questões puramente científicas.
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cÉTICO: Prove.
nildo#14
A remoção da homossexualidade, definida, agora, por todas as associações psiquiátricas e psicológicas de todos os centros acadêmicos do mundo como orientação sexual, do hall de parafílias (desalinhamentos comportamentais potencialmente inofensivos ou não), tem base em inúmeros estudos que comprovam a saúde mental da homossexualidade e sua dissociação estatística e a nível etiológico (pedofilia é atração por crianças, homossexualidade é atração por adultos do mesmo sexo):

1) Homossexuais não possuem predisposição a serem pedófilos. Em uma amostra aleatória de 175 casos de abusadores sexuais der crianças 76% reportam terem comportamento exclusivamente heterossexual, e 24% reportam comportamento bissexual. A atração sexual por crianças não é relacionada à orientação sexual. A Groth-1978, Archives of Sexual Behavior 7(3): 175-181

2) Em um segundo estudo de 1206 condenações de abusadores de crianças em Nova Jersey, 80.7% eram heterossexuais e 19% eram homossexuais. E Revitch-1962, Diseases of the Nervous System 23:73-78

3) Em um terceiro estudo, 47% dos homens condenados por abuso sexual contra crianças (meninos) estavam dentro de um casamento heterossexual P Gebhard-1965, Sex Offenders, New York: Harper and Row

4) Em um quarto estudo na Inglaterra, em uma revisão de 200 ataques sexuais à garotos, apenas 32 dos perpertradores eram homossexuais. J McGeorge-1964, Medicine, Science and the Law 4:245-53

5) Em um quinto estudo de 148 abusadores que atacaram sexualmente crianças em Massachusetts, 71 (51%) selecionaram meninas, e 31 (21%) atacaram meninos e meninas, Ainda, os autores reportam que "os condenados atraídos por meninos reportaram que não tem interesse em relações homossexuais entre adultos e acharam a aparência feminina dos meninos juvenis atraente..." (p.20) Os pedófilos eram atraídos por crianças e adultos (51%), 83% exclusivamente heterossexuais, e 17% bissexuais. A Groth-1978, LAE Journal (Lambda Alpha Epsilon American Criminal Justice Association) 41 (1): 17-22
nildo#15
6) Homossexuais não são mais promíscuos ou predatórios do que heterossexuais

Há um mito, propagado pela Direita Cristã, de que homossexuais engajam em comportamentos promíscuos.
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Seguramente, há homossexuais que engajam em tal comportamento. Mas há heterossexuais que fazem a mesma coisa. É importante notar a tendência substância heterossexista que faz com que as pessoas ignorem as falhas heterossexuais enquanto focam nas falhas homossexuais.
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7) Em um estudo de comportamento sexual em homossexuais e heterossexuais, os pesquisadores descobriram que dos homens bissexuais e gays, 24% tiveram um parceiro durante toda vida, 45% tiveram 2-4 parceiros homens, 13% tiveram 5-9 parceiros homens, e 18% tiveram 10 ou mais parceiros sexuais, o que produz uma média de 6 parceiros (p. 345)(n=97 de homens gays de um total de 1450 homens). Em um estudo paralelo, uma amostra aleatória de homens heterossexuais (n=3111 homens que tiveram sexo vaginal; de uma amostra total de n=3224, somente 2.3% indicaram terem feito sexo com homens e mulheres), o número médio de parceiros sexuais foi 7.3%, com 28.2% com 1-3 parceiros sexuais, 23.3% tendo mais de 19 parceiros. Isso indica que homens gays tem um número de parceiros sexuais menores que heterossexuais.

J Billy-1993: Family Planning Perspectives 25:52-60
R Fay-1989, Science 243:338-348

Em outra leva de estudos, os primeiros (n=2664) mostraram que homens gays tinham uma média de 6.5 parceiros sexuais nos últimos 5 anos. De fato, os autores do papel reportaram que "homens bissexuais e heterossexuais são muito mais dispostos a serem celibatários (não terem vários parceiros) do que homens sexuais (n=1235, idade=18-49 anos). Os números a frente indicam a porcentagem de homens e o dado número de parceiros sexuais no ano passado.

D Binson-1995: Journal of Sex Research 32: 245-54.
M Dolcini-1993: Family Planning Perspectives 25: 208-14.
8 mai (1 dia atrás)
tdep
nildo#16
5) uniões homossexuais reportam o mesmo nível de estresse que relações heterossexuais, e crianças não são afetadas psicológicamente por serem criadas por famílias homossexuais:

2005 Lambert S. Family Journal: Counseling & Therapy for Couples & Families 13(1): 43-51. "Gay and Lesbian Families: What We Know and Where to Go From Here"
2004 Wainright J. Child Development 75(6): 1886-1898. "Psychosocial Adjustment, School Outcomes, and Romantic Relationships of Adolescents With Same-Sex Parents"
2003 Golombok S. Developmental Psychology 39: 20-33. "Children with lesbian parents: A community study."
2003 Millbank J. Australian Journal of Social Issues 38: 541-600. "From here to maternity: A review of the research on lesbian and gay families."
2002 Vanfraussen K. Journal of Reproductive and Infant Psychology 20: 237-252. "What does it mean for youngsters to grow up in a lesbian family created by means of donor insemination."
2002 Golombok S. British Medical Journal 234: 1407-1408. "Adoption by lesbian couples."
2002 Anderssen N. Scandinavian Journal of Psychology 43(4): 335-351. "Outcomes for children with lesbian or gay parents: A review of studies from 1978 to 2000"
2002 Perrin E. Pediatrics 109: 341-344. "Technical report: Coparent or second-parent adoption by same-sex partners."
2001 Stacey J. American Sociological Review 66: 159-183. "(How) Does the Sexual Orientation of Parents Matter?"
2000 Patterson C. Journal of Marriage and the Family 62: 1052-1069. "Family relationships of lesbians and gay men."
1999 Fitzgerald B. Marriage and Family Review 29(1): 57-75. "Children of lesbian and gay parents: A review of the literature"
1999 Tasker F. Clinical Child Psychology and Psychiatry 4(2): 153-166. "Children in lesbian-led families: A review"
nildo#17
1995 Victor S. School Psychology Review 24(3): 456-479. " Lesbian mothers and the children: A review for school psychologists."
1994 McIntyre D. Mediation Quarterly 12(2), winter, 135-149. "Gay Parents and Child Custody: A Struggle under the Legal System"
1993 Patterson C. , Annual Progress in Child Psychiatry and Child Development 33-62 "Children of Lesbian and Gay Parents"
1992 Baggett C. Law and Psychology Review 16: 189-200. "Sexual orientation: Should it affect child custody rulings."
1987 Kirkpatrick M. J of Homosexuality 14:201-11. "Clinical Implications of Lesbian Mother Studies"
1986 Green R. Archives of Sexual Behavior 15:167-184. "Lesbian Mothers and Their Children: A Comparison with Solo Parent Heterosexual Mothers and Their Children"
1986 Kleber D. Bulletin of the Am Acad of Psychiatry and Law 14(1):81-87. "The impact of parental homosexuality in child custody cases: A review of the literature"
1983 Golombok S. J of Child Psychology and Psychiatry 24:551-572. "Children in lesbian and single-parent households: Psychosexual and psychiatric appraisal"
1982 Green R. Bulletin of the Am Acad of Psychiatry and Law 10:7-15. "The best interests of the child with a lesbian mother"
1981 Hoeffer B. Am J of Orthopsychiatry 51:536-44. "Children's acquisition of sex-role behavior in lesbian-mother families"
1981 Kirkpatrick M. Am J of Orthopsychiatry 51:545-551. "Lesbian mothers and their children: A comparative survey"
1981 Miller J. J of Homosexuality 7(1):49-56. "The child's home environment for lesbian vs. heterosexual mothers: A neglected area of research"
1980 Lewis K. Social Work 25:198-203. "Children of Lesbians: Their Point of View"
nildo#18
A humanidade tem que agradecer aos gays por ser tão numerosa.
Sexually Antagonistic Selection in Human Male Homosexuality
http://www.plosone.org/article/info:doi%2F10.1371%2F…pone.0002282
Os resultados desse modelo mostram a interação da homossexualidade masculina com o aumento de fecundidade feminina dentro das populações humanas, numa dinâmica complexa, resultado na manutenção da homossexualidade masculina numa frequência estável e relativamente baixa, e destacando os efeitos da hereditariedade através da linhagem materna.

Esses achados fornecem novas reflexões sobre a homossexualidade masculina em humanos. Em particular, promovem uma mudança de foco na qual a homossexualidade não deve ser vista como uma característica prejudicial (devido à redução de fecundidade masculina a ela vinculada), mas, preferencialmente, deve ser considerada dentro do contexto evolutivo mais amplo de uma característica com benefícios gênero-específicos que promovem a fecundidade feminina. Esta pode ser a origem evolutiva dessa característica genética em seres humanos.

A possível ocorrência comum de características sexualmente antagônicas nos processos evolutivos, que atuam no jogo evolutivo beneficiando a fecundidade de um sexo em detrimento ao outro, apenas recentemente tem ganhado atenção. Este é um mecanismo-chave através do qual altos níveis de variação genética são mantidos nas populações biológicas. A homossexualidade masculina é apenas o primeiro exemplo de um número desconhecido de características sexualmente antagônicas que contribuem para a manutenção da variabilidade genética natural dos humanos. As novas perspectivas abertas pelos modelos desenvolvidos para a seleção sexualmente antagônica podem contribuir também para um melhor entendimento da maioria dos conflitos sexuais com base genética, que são, no presente, pouco compreendidos em humanos.
nildo#19
6) 40-60% dos homens gays, 45-80% das lésbicas estão em uma relação estável.

J Harry-1983 in Contemporary Families and Alternative Lifestyles, ed by Macklin, Sage Publ.
L Peplau-1981, in Journal of Homosexuality 6(3):1-19
J Spada-1979, The Spada Report, New American Library Publ

7) Estudos mostram que homossexuais que relações gay que durma mais de 20 anos não são incomuns

D McWhirter-1984, The Male Couple, Prentice-Hall
S Raphael-1980, Alternative Lifestyles 3:207-230, "The Older Lesbian"
C Silverstein-1981, Man to Man: Gay Couples in America, William Morrow Publ.

8) Em um largo estudo de amostra de casais durante 18 meses, após o término das relações, foram observadas as seguintes estatísticas quanto à orientação das relações: lésbicas=22%, gay=16%, heterossexuais=17%, heterossexuais casados=4%

Blumstein and Schwartz (1983) American Couples: Money, Work, Sex; Morrow Publ.

9) Casais homossexuais e heterossexuais da mesma faixa ética tendem a não diferir nos níveis de amor e satisfação, tampouco em scores em outras escalas padrões de mensuração de bem-estar e qualidade da relação:

M Cardell-1981, Psychology of Women Quarterly 5:488-94
D Dailey-1979, Journal of Sex Research 15:143-57
S Duffy-1986, Journal of Homosexuality 12(2):1-24
L Kurdek-1986, Journal of Personality and Social Psychology 51:711-720
L Peplau-1982, Journal of Homosexuality 8(2):23-35 (see L Peplau-1991, Homosexuality: Research Implications for Public Policy, ed by J Gonsiorek).
nildo#20
Associação Psicológica Americana, Associação Psiquiátrica Americana, e a Associação Nacional de Trabalhadores Sociais afirmou em 2006:“Atualmente, não existe consenso científico a cerca dos fatores específicos que causam a orientação heterossexual, homossexual, ou bissexual — includindo todos os possíveis efeitos biológicos, psicológicos, ou efeitos sociais da orientação sexual dos pais. No entanto, a evidência disponível indica que a vasta maioria dos gays e lésbicas foram criados por mais heterossexuais e a vasta maioria das crianças criadas por lésbicas e gays crescem e se tornam heterossexuais.”
Case No. S147999 in the Supreme Court of the State of California, In re Marriage Cases Judicial Council Coordination Proceeding No. 4365(…) http://www.courtinfo.ca.gov/courts/supreme/highprofi…ae_Brief.pdfColégio Real Britânico de Psiquiatras afirmou em 2007:
“Apesar de quase um século de especulação psicoanalítica e psicológica, não existe evidência substâncial que suporta a hipótese de que a natureza da orientação sexual dos pais ou as experiências infantis tem algum papel na formação fundamental da orientação heterossexual ou homossexual. A orientação sexual é biológica em sua natureza, determinada por uma complexa rede de fatores genéticos e do desenvolvimento utério inicial.”
Royal College of Psychiatrists: Submission to the Church of England’s Listening Exercise on Human Sexuality.
http://www.rcpsych.ac.uk/pdf/Submission%20to%20the%2…0England.pdf
nildo#21
Academia Americana de Pediatria afirmou em sua publicação "Pediatria", em 2004:

“A orientação sexual provavelmente não é determinada por um fator, mas uma combinação de fatores genéticos, hormonais e ambientais. Nas décadas recentes, teorias biológicas foram favorecidas por especialsitas. Apesar de existirem incertezas a cerca da gênese das variadas orientações sexuais, não há nenhuma evidência científica que paternidades diferenciadas, abuso sexual, influenciam a orientação sexual. O conhecimento atual aponta que a orientação sexual é estabelecida durante o pré-natal.”
Pediatrics: Sexual Orientation and Adolescents, American Academy of Pediatrics Clinical Report. Retrieved 2009-12-08.http://aappolicy.aappublications.org/cgi/content/ful…s;113/6/1827 Os números de crimes de ódio motivados por etnia, cor (negros, índios) diminuiram nos últimos anos no Brasil, enquanto os crimes contra pessoas que (por um acaso ou não) são homossexuais aumentaram[1]. Não existe acompanhamento de crimes de ódio (hate crimes) motivos por orientação sexual no Brasil, somente raciais. Isso significa que ou a) os homossexuais engajaram mais em atividades criminosas ou de risco ou b) ou alguma parte dos crimes são crimes de ódio, ou seja, motivados, totalmente ou parcialmente por ódio à orientação sexual (no caso, à homossexualidade). Uma análise do que acontece em crimes de ódio (hate crimes) ou crimes motivados por etnia, raça, orientação sexual ou religiosa, nos EUA, feito pelo FBI em 2004, revela que, dos crimes identificados como crimes de ódio, 15,6% tem como motivação única a orientação sexual. Dentro dessa porção de crimes identificados pelo FBI como motivados por orientação sexual (homossexual ou heterossexual), 76,4% foram crimes motivados por ódio contra homossexuais
alexey#22
Muito interessante, Nildo, agradeço pelas postagens.

Admito, entretanto, que não compreendi bem isso aqui:

Sexually Antagonistic Selection in Human Male Homosexuality
http://www.plosone.org/article/info:doi%2F10.1371%2F…pone.0002282
Os resultados desse modelo mostram a interação da homossexualidade masculina com o aumento de fecundidade feminina dentro das populações humanas, numa dinâmica complexa, resultado na manutenção da homossexualidade masculina numa frequência estável e relativamente baixa, e destacando os efeitos da hereditariedade através da linhagem materna.


Você entendeu o que disso?
nildo#23
(homens e mulheres), com homossexuais homens sendo a maioria das vítimas (60.9%)[2]:

"Of the total number of victims of single-bias incidents, 15.6 percent were attacked because of a sexual-orientation bias. The majority of those victims, 60.9 percent, were the objects of anti-male homosexual attitudes on the part of the offenders."

Em português: "Do total do número de vítimas de incidentes motivados por uma única inclinação, 15.6 porcento desses foram atacados por causa de uma única inclinação ao ódio à orientações sexuais. A maioria destas vítimas, 60.9 porcento, eram objetos de atitudes anti-homossexuis por parte dos criminosos."

Portanto, a maioria dos crimes identificados pelo FBI como crimes de ódio contra orientação sexual, ou seja, crimes motivados pela orientação sexual das vítimas, são crimes contra homossexuais. São 76.4% dos crimes de ódio contra homossexuais versus 23.6% dos crimes de ódio contra heterossexuais. Mais do que o triplo.
nildo#24
Só no Censo 2010 o Brasil irá implementar a categorização populacional de casais de mesmo sexo. Nos EUA, já se sabe que existem 776.394 casais de mesmo sexo com aproximadamente 270.000 crianças sendo criadas por mais de 150.000 desses casais homossexuais[3][4]. Não é nada espantoso que os crimes de ódio não sejam categorizados e estudados a fundo no Brasil, aonde quase tudo é precário.

Sabendo que os crimes motivados pela orientação sexual no EUA são 3 vezes mais direcionados à homossexuais, a opção b) apresentada acima é a mais plausível. Ou seja, é seguro dizer que a maioria dos crimes de ódio sexual são provávelmente fomentados pela orientação sexual homossexual. Ou seja, qualquer tentativa de levantar o argumento da heterofobia é estúpida. Ou seja, as chances de que, uma vez catalogados de maneira competente, com metodologia séria, crimes de ódio, no Brasil, irão apontar um quadro igual ou pior de crimes de ódio contra homossexuais.

Tal indução não seria verdadeira se a sociedade americana fosse mais homofóbica do que a sociedade brasileira. Tal hipótese não pode ser verdadeira, pois a maior parte da revolução homossexual começou com a revolução dos direitos civis americanos, culminando com o Distrito de Columbia, em 1995, aprovando a adoção de crianças por casais do mesmo sexo[5].
nildo#25
[1] MOTT, L. (Professor Luiz Mott, graduado em Ciências Sociais pela USP, mestre e PhD em Etnologia e Antropologia pela universidade de Sorbonne/Paris e UNICAMP) & CERQUEIRA, M. (2001). Causa Mortis: Homofobia Salvador:
[2]: Crime in the United States, 2004. Hate crimes statistics. http://www.fbi.gov/ucr/cius_04/offenses_reported/hate_crime/index.html
[3]: US Census Bureau 2000 http://www.census.gov/main/www/cen2000.html
[4]: Romero, Adam, Census Snapshot, Williams Institute, December 2007 http://www.law.ucla.edu/williamsinstitute/publicatio…Snapshot.pdf
[5]: Human Rights Campaign (2008). "Adoption Laws: State by State". http://www.hrc.org/issues/parenting/adoptions/8464.htm.
leonardo_16#26
CÉTICO:Isso não faz nenhum, NENHUM SENTIDO, dentro da biopsiquiatria ou da psiquiatria comportamental, parafilia é uma a condição comportamental estimulante que foge das condições estimulantes normativas (comuns no presente momento histórico) que podem OU NÃO causar estresse ou problemas comportamentais. O fato do indivíduo, como mente/cérebro, estar apto a ser estimulado dentro de um dos quadros de comportamento parafilíaco (sadismo sexual, masoquismo sexual, voyeurism, etc) não implica que o outro é atraído pelo primeiro. São as condições do indivíduo, e não dos estímulos comportamentais que ele pode vir a vivenciar temporariamente ou não, que vão determinar se ele vai ser somente sadista ou somente masoquista ou, em outro caso, os dois, sadomasoquista.

Está no Compêndio de Psiquiatria de HAROLD I. KAPLAN, JACK A. GREBB, BENJAMIN J. SADOCK, no capítulo de parafilias.

É por isso que evito discussões na internet. Enquanto me dou o trabalho de pesquisar os maiores nomes da psiquiatria e da neurologia do planeta, aparece um sujeito citando Luiz Mott, convicto de que está no mesmo plano intelectual.

Jamais me incomodei com a turminha do Dawkings. Tenho pena de todo ser humano que vive no erro, mas não ódio. Agora, o cara que criou esse tópico é um imbecil e merece levar um tiro. Pergunte antes de enviar nossos comentários a outras comunidades, seu animal.

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