Ao ler no link do portal G1 que a FUVEST havia apresentando as 50 melhores redações do vestibular, fiquei curioso. O tema do ano era "Imagens e Símbolos". A USP ainda é a melhor universidade do país e seu vestibular é referência para outras faculdades e cursinhos preparatórios. Lendo cada uma das redações a decepção que fui tendo no início tornou-se desalento total.
Menos pela falta de criatividade e pobreza de vocabulário e mais pela lavagem cerebral explícita que os alunos do 2º grau sofreram. O comprometimento imparcial e completo dos estudantes com a esquerda é absoluto. Elogios ao MST, ao governo Lula, a luta de classes; da "vida injusta dos trabalhadores"; elogio ao funcionalismo público; ojeriza ao capitalismo, aos empreendedores e aos EUA e países desenvolvidos; citação de nomes comprometidos com o comunismo.
Terminei o segundo grau há uns treze anos e sei que era diferente na época. Estou triste. Não tenho qualquer conclusão.
Ainda era muito esquerdista quando prestei vestibular, nove anos atrás. Apesar disso, a gente sabia mais ou menos as respostas que eram esperadas para os temas de redação. Isso é trágico, mas já está acontecendo faz tempo. Apesar disso, acho que há bastante gente que chega a entrar na USP sem engolir essas bobagens, ainda que as repita por conveniência. São poucos, mas há.
Professores? Mas não tem professor que CONSIGA fazer uma tamanha lavagem cerebral num adolescente se os PAIS não permitirem.
É obrigatório reensinar tudo em casa, nas versões certas. E explicando que o professor é um comunista imbecil. Não há outro modo.
É o mínimo que se pode fazer, sinceramente. Não adianta muito trocar de colégio, a não ser que se procure um colégio excepcional, em geral caro pacacete. Então tem-se que ir desmantelando todo o besteirol e ensinando certo por outro lado. Infelizmente, não temos homeschooling, então só fazendo assim. Se deixar por conta dos idiotas, dá nisso.
Eu já desmantelei MUITA bobagem. Mais com os netos do que com os filhos. Com os filhos os professores eram melhores. Essa pobre geração que hoje está fazendo vestibular é de sentar no chão e chorar.
Até brinquei com a minha mulher dizendo que caso eu tivesse muita grana mesmo, dinheiro a dar com pau, eu fundaria a "Faculdade Conservadora Liberal". rs rs
Minha filha só tem dois anos e já sei que ela tá fodida na escola. Tenho que rir pra não chorar.
A autora da redação 20, por exemplo, é uma boboquinha típicamente patetóide; o garoto da redação 24 é um pobre revoltadinho, mais perdido que cego em tiroteio, certamente desajustado e infeliz; e o menino da 39 é possivelmente recuperável, na minha opinião. Me deu mais pena do número 24, coitado. Esse, se não aparecer alguém pra dar um empurrão pra cima, vai muito provavelmente se encrencar todo.
O que me incomoda é o PROFUNDO, o MONUMENTAL DESPERDÍCIO.
O que essa gente toda vai fazer, no futuro horrendo que se delineia na frente deles, e que eles não terão senso crítico para avaliar, e portanto do qual não terão condições de se defender?
É, amigo, eu já pensei também em abrir um colégio, quando meus filhos eram menores. Acabei nunca fazendo isso, e no fim até que deu tudo certo.
Vejo uma diferença bem grande nos colégios dos netos, acho bastante complicado para os meus filhos do que foi para mim o tal trabalho de "reensinamento". Eu só tinha que "ajustar" umas coisinhas, e diga-se de passagem que a dona do colégio colaborava, não me deu muito trabalho.
Realmente não existe NADA nem de longe parecido com o colégio que eu frequentei; aquilo realmente acabou, infelizmente. Eu não posso nem descrever o que era aquilo, de tão absolutamente BOM que era. Eu de fato adorava o meu colégio, e até hoje tenho uma profunda e vital ligação com as amigas que fiz lá. Impressionante, realmente. Em termos de HOJE, seria inacreditável. Uma sororidade verdadeiríssima. As mulheres que me educaram eram pessoas excepcionais, por quem não deixo de rezar todas as noites da minha vida, e de agradecer tamanho esforço e dedicação que tiveram com todas nós, suas alunas. Inesquecíveis, bondosas, algumas de extrema inteligência, todas bondosas e firmes no caminho do bem. Não devia ser fácil, mas tenho certeza de que terão a merecida recompensa junto a Deus.
In Sion firmatae sumus ainda é um profundo e significativo laço que une todas as chamadas "filhas de Sion".
Deve ser parente de alguém daqui da comunidade.
Queria muito saber a nota que essa redação levou...
A alfinetada no Lula no final foi um toque de mestre hahaha
Comparando o sistema de ensino medieval e o atual, percebemos o profundo abismo que os separa. O sistema atual parece mais um desses testes de revistas de adolescente, é vergonhoso.
Todas essas redações receberam nota 10. Foram mais de 30 mil redações analisadas.
A dificuldade na redação da Fuvest é depreender o tema, já que sempre o tema está implícito, escondido.
Quando prestei vestibular o tema da redação foi muito difícil. Havia um poema do Drummond, uma música do Gilberto Gil e um texto de jornal. O tema era pra ser depreendido dái.
O maior critério para perder pontos na redação é "fuga ao tema". Depois existem décimos de pontos por coerência, ortografia, periodização e etc.
Você conseguiu ler a 24, Priscila?! Eu cheguei até a terceira linha, depois de alguns minutos tentando decifrar aquela coisa. Puta que pariu, esse aí tentou medicina, com certeza!
Ainda não prestei vestibular algum, e, sinceramente, fico no dilema: digo o que quero dizer, ou digo o que querem que eu diga a fim de angariar a minha vaga?
"A educação das crianças está pragmática e doutrinária. E isso é sério e muito perigoso."
Isso é a pura verdade e a PIOR combinação possível!!
É a pior combinação porque, de um lado, tenta-se sugar do aluno resultados meramente técnicos e se criam métodos de aprendizagem cada vez mais mecânicos, como se o sujeito deve-se vomitar respostas e guardar formas de conhecimento num hardware; do outro lado o conteúdo que ele adquire é profundamente politizado e relativista.
Ou seja: o aluno está virando um depósito rápido, técnico e prático de idéias marxistas e relativistas. Ele nem pensa mais: simplesmente armazena no que resta do cérebro e ajusta a mente a funcionar de forma a dar as respostas mais práticas possíveis. É um misto do ideal comunista e da NOM.
É uma caricatura horrenda. É a banalização do horror mental. Uma total decadência bárbara!
mas a revolução gramsciana é de dentro pra fora.
nada anormal o que acontece nos dias dehj.
mas os mesmos que defendem essas tolices mudarão em no máximo em 1 semana assim que o PARTIDO nacionalizar o setor imobiliário Brasileiro!
Essa hipotética "universidade de verdade", se autorizada pelo MEC (!), não restaria aberta tempo suficiente para a colação de grau da primeira turma. Dadas as diretrizes e bases IMPOSTAS pelo governo central e a caracterização do modelo educacional na Constituição de 1988, em dois toques teríamos uma ação espalhafatosa de algum neograduado do Ministério Público, assessorado por meia dúzia de professores, mestres e doutores escandalizados, exigindo um ensino laico e imparcial.
As motivações iniciais para o escândalo poderiam ser várias. Alegações de discriminação e estórias (sic) de perseguição pipocariam, se não antes, na primeira necessidade de eliminar algum alto funcionário por um motivo corriqueiro, dos que acontecem em qualquer empresa. O caminho restante seria um sò: aderir à teoria gouberiana da panela de pressão e abrir espaços (a cada dia mais rasgados) a expoentes "do outro lado". E em dois toques teríamos uma universidade como qualquer outra.
Isso, claro, supondo-se que a tarefa do centro de ensino fosse focada na formação humanística e nas ciências sociais. Um bom instituto superior de uma área técnica - economia, por exemplo - estaria livre de tais complicações pela natureza mesma dos conteúdos ministrados. Infelizmente, o grande imbroglio tupiniquim não se dá na formação técnica. Tanto que não são raros os bons (bons, apenas, mas já é alguma coisa) centros no setor.
Na "minha época" de vestibulanda não era permitido rasuras nas redações...
O meu sonho(e do meu marido) atual é fundar uma escola de educação conservadora.
Temos algumas condições pra isso (espaço físico e "material humano" de qualidade), mas teria que ser na nossa cidade, no interior de MG. Aqui em São Paulo, sem chances.
Por enquanto esbarramos na realidade de o nosso rendimento maior ser aqui.
Nosso filhos ainda são pequenos, temos esperanças de dentro de poucos conseguirmos viver fora daqui.
Redação exemplar da Fuvest tem mensagem subliminar contra reitor
Um dos textos destacados pela Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) entre as 29 melhores redações da seleção 2012 da Universidade de São Paulo (USP) continha uma mensagem subliminar contrária ao reitor da instituição, João Grandino Rodas. O autor da redação, cujo nome não foi divulgado, reforçou algumas letras do texto de forma que, reunidas, formassem a frase "fora Rodas, fora PM".
A redação que trazia a mensagem era a de número 15 e já foi retirada do ar. "A redação não deixa de ser de bom nível, mas não queremos incentivar esse tipo de comportamento em futuros candidatos", explica a assessoria de comunicação da Fuvest. A instituição esclarece que a banca de avaliadores escolhe as melhores provas baseada em critérios como não fugir do tema, apresentar um bom encadeamento de ideias e boa expressão de pensamento. O texto em questão teria sido avaliado nestas bases e considerado de bom nível, e a mensagem não teria sido percebida pela banca.
A assessoria de comunicação da USP informa que a universidade não se posicionará sobre o assunto.