prancha?
Piratas atacaram um navio mercante na madrugada do dia 5 de maio. A tripulação trancou-se na sala dos motores com um estoque de comida e água. Um destróier da marinha veio ao seu resgate e exigiu que os piratas entregassem o navio. Quando eles se recusaram, o destróier atacou com tiros e disparos de canhões. Após um breve tiroteio, os piratas se renderam.
Se essa fosse uma história de livro infantil –do tipo que tem um crânio e ossos cruzados na capa e um mapa do tesouro dentro- os piratas então teriam que andar pela prancha. Mas não era uma história de criança. Isso aconteceu no dia 5 de maio de 2010. O navio mercante não era uma escuna, e sim um petroleiro russo, levando 86.000 toneladas de petróleo no valor de US$ 52 milhões (em torno de R$ 100 milhões). Os piratas não eram criaturas divertidas com cutelos, mas somalis liderados por profissionais que sabiam quanto valia a carga.
Quanto ao destróier russo, não estava operando de acordo com um código de honra do século 18, e sim sob a lei internacional, tal como ela é. Teoricamente, o capitão deveria entregar os detidos e as evidências à polícia regional. Sem querer se envolver nas batalhas legais, contudo, ele decidiu “soltar” os piratas. E assim eles foram “liberados” em um minúsculo bote inflável, sem equipamento de navegação, a 560 km da costa do Iêmen. O bote, desde então, desapareceu. No século 21, é assim que os piratas andam pela prancha.
De fato, o destróier russo não foi o primeiro a encontrar esta solução. No último final de semana, o comandante da força naval europeia que coordena as operações militares na região da costa somali admitiu que houve “incidentes similares”, envolvendo navios holandeses e dinamarqueses, mas recusou-se a elaborar. Ele também observou que, dos 400 piratas capturados nos últimos três meses, somente 40 foram julgados. O resto foi liberado. Ou “liberado”.
Piratas atacaram um navio mercante na madrugada do dia 5 de maio. A tripulação trancou-se na sala dos motores com um estoque de comida e água. Um destróier da marinha veio ao seu resgate e exigiu que os piratas entregassem o navio. Quando eles se recusaram, o destróier atacou com tiros e disparos de canhões. Após um breve tiroteio, os piratas se renderam.
Se essa fosse uma história de livro infantil –do tipo que tem um crânio e ossos cruzados na capa e um mapa do tesouro dentro- os piratas então teriam que andar pela prancha. Mas não era uma história de criança. Isso aconteceu no dia 5 de maio de 2010. O navio mercante não era uma escuna, e sim um petroleiro russo, levando 86.000 toneladas de petróleo no valor de US$ 52 milhões (em torno de R$ 100 milhões). Os piratas não eram criaturas divertidas com cutelos, mas somalis liderados por profissionais que sabiam quanto valia a carga.
Quanto ao destróier russo, não estava operando de acordo com um código de honra do século 18, e sim sob a lei internacional, tal como ela é. Teoricamente, o capitão deveria entregar os detidos e as evidências à polícia regional. Sem querer se envolver nas batalhas legais, contudo, ele decidiu “soltar” os piratas. E assim eles foram “liberados” em um minúsculo bote inflável, sem equipamento de navegação, a 560 km da costa do Iêmen. O bote, desde então, desapareceu. No século 21, é assim que os piratas andam pela prancha.
De fato, o destróier russo não foi o primeiro a encontrar esta solução. No último final de semana, o comandante da força naval europeia que coordena as operações militares na região da costa somali admitiu que houve “incidentes similares”, envolvendo navios holandeses e dinamarqueses, mas recusou-se a elaborar. Ele também observou que, dos 400 piratas capturados nos últimos três meses, somente 40 foram julgados. O resto foi liberado. Ou “liberado”.