Não sei quanto a vocês e a garota da usp ,mas tenho uma impressão que os maiores intelectuais não estam nas faculdades e os que estam tem o virus da chatice até para explicar coisas simples como se deve abrir uma embalagem de suco.
abaixo os intelectuais chatos
Eu concordo com você que nem todos os intelectuais se encontram no meio acadêmico, porém acredito que não caiba aí a generalização por você feita.
Criticar pseudo-intelectuais vá lá, mas quando o for fazer, procure pelo menos dar uma revisada no seu português, "estam" é demais.
E outra coisa, pelo que vi no título deste tópico e no seu profile, tenho um toque para a te dar: a vírgula fica do lado da palavra a sua esquerda, com o espaço à sua direita, ok?
valeu pelo toque,mas certamente o distinto cavalheiro no tópico me confundiu nunca troquei um "a" com ele .
por favor leia o meu profile ,antes de qualquer coisa.
estam foi foda mesmo
Vocês leram a lista dos 200 autores mais citados no meio acadêmico, publicada na revita Veja? Ela já basta para mostrar o quanto a atividade intelectual do nosso meio acadêmico é de segunda mão e dependente da mídia "cultural". Esse pessoal só lê os autores recomendados no "Mais". E, na quase totalidade, são autores menores -- nenhum verdadeiramente importante ou píoneiro.
Olá Olavo de Carvalho , não sei quanto ao senhor ,mas considero a veja eo caderno "mais"leituras muito chatas e tendenciosas ,para começar,a veja esta lá com o sujeito mais chato depois de Paulo coelho Diogo Manardi
oque senhor pensa a respeito ?
O problema é que, em volta da atividade cientpifica séria, existe um círculo de rendas e babados, plumas e paetês, que sai nos suplementos culturais e, para a massa ignara, constitui a imagem mesma da "intelectualidade". São autores de segunda ordem que, por isso mesmo, fornecem o alimento necessário aos editores dessas publicações.
O melhor é esquecê-los. Só por uma exceção formidável é que algum autor verdadeiramente importante sai nos suplementos. Quem, hoje, lê Allan Watts, Ivan Ilitch ou Régis Débray? Nos anos 60, eram os pop stars da intelectualidade.
Conselho: NUNCA liguem para o que sai na mídia "cultural". Leiam livros, leiam revistas especializadas, busquem em cada disciplina o conhecimento da evolução histórica das discussões, dominem o "status questionis". Aí saberão distinguir quem importa e quem não importa. Dos 200 citados em Veja, garanto que só um ou dois são de algum interesse, e que os de maior interesse não estão lá.
Em Medicina, nenhum estudante liga para o que sai no "Mais" ou na "Superinteresante". Vai direto ao Index Médicus, ao British Journal of Medicine, etc.
Por que, então, em filosofia e ciências sociais todo mundo neste país me acusa de "citar autores obscuros" só porque os autores que cito não saem no Mais, no Prosa & Verso, etc? É porque todo mundo neste país é IGNORANTE demais para consultar, em vez do Mais e do Prosa & Verso, a Bibliografia Filosófica de Louvain e as grandes revistas profissionais da área.
É por isso que este país está na merda. A pseudo-intelectualidade midiática tomou todo o espaço, não sobra um centímetro quadrado para a atividade séria.
Se continuarmos assim, estaremos F-O-D-I-D-O-S. A Zâmbia e Serra Leoa têm mais estudiosos sérios do que o Brasil.
Em História, por exemplo, as referências são Eric Hobsbawm e Paul Johson. Nenhum dos dois é um cretino, mas nenhum é um historiador importante. Chamam a atenção porque representam posições ideológicas padronizadas, reconhecíveis à primeira vista. Historiador importante é Norman Cohn, é Stefan Rossbach, é James Billington, é Cyrill O'Regan. Daqui a um século, Hobsbawm e Johnson só serão lembrados como fenômenos de mídia, mas aqueles -- e outros como eles - continuarão referências obrigatórias nos estudos especializados. Não adianta espernear: mídia e ciência são incompatíveis.
Só por essas constatações já dá para ver o quanto são miseráveis as "interpretações" do meu pensamento baseadas em artigos de jornal, sem uma consulta sequer ao "Aristóteles em Nova Perspectiva", às apostilas do "Seminário de Filosofia" etc.
O pessoal passa longe, a acredita que compreendeu o Olavo ao ponto de poder até "refutá-lo". É patético -- e é tipicamente brasileiro.
Quanto ao Mainardi, gosto muito dos artigos dele, mas é claro que, intelectualmente, não têm importância nenhuma. Ele é o Luís Fernando Veríssimo da direita. Do ponto de vista jornalístico, isto é um elogio. Em termos de atividade intelectual superior, é um atestado de não-pertinência.
gostaria de agradecer ao senhor, Olavo de Carvalho a extensa resposta dada e dizer que é bem legal da sua parte frequentar essa comunidade,pois demonstra ter uma consideração as perguntas e indagações dos caros orkutianos
obrigado
Eu tenho que me disciplinar e ler a Veja com alguma decência; normalmente eu dou uma mera olhada, leio as colunas e pronto. Vou catar as que ainda não foram forrar a lixeirinha pra achar o listão!
A Veja, aliás, virou um manual do politicamente correto de irritar qualquer um!
Sim, uma pessoa com a penetração do Olavo e sua importância já estabelecida realmente não tem que ficar no orkut, seria uma incongruência. Eu considero uma delicadeza ele passar de vez em quando, eu faria a mesma coisa. Não é que eu ache o orkut em si "ruim", eu acho é insuficiente, e inadequado a partir de um certo ponto.