Logo no começo do programa um ouvinte cita ao Olavo um texto de João Roberto Martins Filho (Universidade Federal de São Carlos) : "A educação dos golpistas: cultura militar, influência francesa e golpe de 1964" que explica a origem da guerra revolucionária a partir do modelo francês e suas estapas. A análise estratégica e militar apura que estamos na quarta fase do processo revolucionário, ou seja, estamos atualmente na penúltima fase do processo de guerra revolucionária:
http://www2.ufscar.br/uploads/forumgolpistas.doc
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"Para esta, a guerra revolucionária é diferente da guerra convencional porque coloca o recurso às armas no final e não no começo do conflito. Ela se constitui de um processo diversificado e prolongado, cuja evolução pode ser dividida em cinco etapas. A primeira seria a da preparação cautelosa do terreno que se pretende conquistar, ou seja, a população. Nessa etapa, os militantes agem sem declarar seus objetivos. A segunda fase se expressa na constituição de uma rede de organizações subversivas, controladas pelos militantes. Nesse estágio, formam-se bases que subvertem a capacidade de ação governamental. Surgem as manifestações, tumultos e atos de sabotagem. A terceira etapa marca-se pela constituição de grupos armados, que iniciam ações de menor escala, destinadas a corroer os poderes constituídos. É a fase do terrorismo como principal método de ação.
A penúltima etapa é a do estabelecimento de zonas liberadas ou bases d’appui, onde o Exército regular não consegue mais entrar. O passo seguinte é a formação de um governo provisório, que procura reconhecimento externo. Forma-se um exército regular revolucionário. A quinta etapa é a da conquista do poder numa ofensiva final. É fundamental notar que essas fases se sucedem muitas vezes sem fronteiras nítidas, pois a fluidez é a principal característica da guerra revolucionária. De todo modo, a guerre révolutionnaire fornecia uma régua com a qual se podia medir o agravamento da ameaça revolucionária.