Reportagem de agosto de 2012 publicada em site comunista tupiniquim, mas que, após algumas peneiradas, trouxe boas informações sobre as bizarrices do PC Chinês.
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"As conflituosas relações da China na África
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A mina chinesa de carvão Collum tem uma longa história de conflitos sindicais na Zâmbia. Em 2006, o então governo da Zâmbia não hesitou a acusá-la de tratar os seus trabalhadores “como porcos tratados a socos de pontapés como se não fossem humanos"
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A Frente Patriótica da Zâmbia enfrentou logo um problema similar ao que ocorre em outros países africanos. Os investimentos da China na África constituem cerca de 20% do PIB nacional. As empresas chinesas de cobre e carvão são cruciais: o cobre constitui 75% das exportações nacionais. O primeiro encontro que o presidente eleito Michal Sata teve foi com o embaixador da China na Zâmbia.
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A China é hoje o principal sócio comercial da África. Como ocorreu nos últimos 12 anos com outras regiões do planeta, o seu comércio com o continente disparou, triplicando desde 2006. Nem sequer a atual crise económica parece afetar a saúde do intercâmbio lateral: nos primeiros cinco meses deste ano registou um salto de 20%.
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À primeira vista, este intercâmbio repete o velho esquema colonial de exploração de matéria prima em troca de investimento. Um terço do petróleo consumido pela China vem da África, sobretudo de Angola. Cerca de 20% do algodão que necessita para a sua indústria têxtil vem de Mali, Benin e Burkina Fasso
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“O salário muitas vezes está abaixo do salário mínimo nacional. As condições de segurança e de saúde não são as estabelecidas por lei. Há uma clara intolerância e repressão da atividade sindical. Mas o certo é que isso também ocorre na China”, assinala Linehan, diretor de uma organização em Londres dedicada à análise dos investimentos chineses na África.
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O modelo chinês
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Na China os sindicatos são apêndices de um Partido Comunista que há muito deixou de honrar o seu nome. Em 1982, como parte do “Gaige kaifang” (reforma e abertura económica), tão aplaudida no Ocidente, Deng Xiao Ping suprimiu o direito de greve consagrado na Constituição chinesa. Nas minas de carvão, que abastecem 70% das necessidades energéticas do país, as condições de trabalho são provavelmente piores que na África. Segundo cifras oficiais, a média de mortes causadas por acidentes gira em torno de 2.600 pessoas por ano.
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Segundo declarou ao semanário britânico The Economist o ministro do Meio Ambiente do Zimbawe, as multinacionais chineses operam como “piratas atrás de ouro”. A petrolífera chinesa Sinopec não pensou muito ao iniciar explorações nada mais nada menos do que no Parque Nacional do Gabão.
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http://www.esquerda.net/artigo/conflituosas-rela%C3%…1frica/24278