Recomendadíssimo. Fiquei impressionado com a profundidade política de um filme inspirado em HQs (Antônio Luiz talvez tenha lido) e com um fundo tão prolífico indo de um espectro ao outro nas correntes políticas existentes. É possível existir um terrorista de direita e seria um ato de terrorismo contra o Estado justificável em nome da liberdade contra um regime ditatorial? Esta é a questão do filme que aborda desde a supressão ditatorial e o populismo oportunista de esquerda, defesa dos direitos dos homossexuais (direito de existirem não de casarem), vingança, amor platônico e um pouco de HQ onde um Super Herói com sua capinha e máscara vem para resolver os problemas que a sociedade inteira não consegue enxergar. Particularmente não gosto da idéia de um Super Herói especialmente porquê os verdadeiros heróis da humanidade são quase sempre anônimos e esquecidos, mas o filme tem um enredo excelente e não é piegas sem apelações politicamente corretas.
Apesar de algumas diferenças gritantes para a HQ, como o amor entre os protagonistas que não existe em gibi; "V" ser tratado muito mais como super-herói no filme; e apesar do Alan Moore ser um babaca imoral e hipócrita, é uma história boa. E impressiona pela diferença de suas colocações. Se não acertadas, pelo menos ter isso em alguns tempos foi uma grande diferença.
O personagem usa uma "persona", na verdade uma máscara de Guy Fawkes, que tentou explodir o parlamento inglês em 1605.
A história é sobre uma sociedade sufocada por um estado que havia cortado qualquer liberdade individual, bem como a cultura em todas as suas formas. Isso lembra algo? Pois bem, a premissa é um sujeito que, depois de servir de experimentos para o Estado, ele concentra em sua morada no esgoto lembranças de tempos de liberdade, como livros, filmes e etc. Seu objetivo único é executar atos não com a intenção de destruir o governo, mas conscientizar as pessoas e fazê-las derrubar o governo.
Infelizmente Alan Moore mistura coisas demais e torna sua obra uma metralhadora giratória contra tudo e contra todos, seja a Igreja, a modernidade e, no fundo, qualquer governo.
Mas é um bom filme, e uma boa HQ. Longe do genial que alguns fãs do sujeito gostam de dizer.
Também estou louca pra ver o filme - mas, mesmo sem vê-lo, minha opinião é sempre a mesma: a verdade não pode ser sacrificada em nome de coisa nenhuma.
Ou, num resumo bem ao meu-gosto, em caso de dúvida, procure a verdade e stick to it.
E a verdade é que não se pode, deliberada e intencionalmente, usar a vida de um inocente como arma. Porque NÃO, porque isso é o MAL. Terrorismo, portanto, é impossível de ser moralmente justificado.
É muito diferente da morte não-intencional de inocentes numa guerra.
Mas, como não vi o filme, pode ser que nada disso que escrevi se aplique ao caso em discussão, e que o filme seja sobre outra coisa... Enfim, não perco nenhuma chance de state my point!
Ou, num resumo bem ao meu-gosto, em caso de dúvida, procure a verdade e stick to it.
E a verdade é que não se pode, deliberada e intencionalmente, usar a vida de um inocente como arma. Porque NÃO, porque isso é o MAL. Terrorismo, portanto, é impossível de ser moralmente justificado.
Os atos de terrorismo que ele comete no filme são contra o governo sem matar nenhum inocente. São atos de efeito mais simbólico, como destruir o Parlamento Inglês.
Caio, acho que cada um vê no filme o que quer ver, até certo ponto. Mas dizer que o filme é contra o capitalismo me parece absurdo. A sociedade mostrada no filme não tem consumo, não tem livre mercado, não tem qualquer liberdade. É uma sociedade com total comando do Estado, mesmo nos mínimos detalhes.
O filme não dá nome a nada. É apenas um governo totalitarista, mas com claros indícios de um regime comunista, como o da China, que queimou os livros e suprimiu completamente a cultura.
Ela pegou o bonde andando, somou ao que os esquerdinhas queriam ver do filme e deu no que deu. Há muito tempo que eu acho que ela devia escrever pra Carta CapEtal...
Olha o sobrenome da doida. A interpretação que ela faz do filme é só o que ela quer ver no filme. Infelizmente é um truque infantil demais para passar pela mente inteligente e vigilante.
engraçado que vejo os esquerdistas achando o filme de esquerda e vejo direitistas achando o filme de direita
surreal demais para mim, mas o filme em si é otimo , graças a deus não foi fiel aos quadrinhos e se tornou mais anarquista como deveria ser...
o filme conta a historia de um grupo que espalhou virus de forma proposital e controlou a sociedade inglesa, suprimiu toda a liberdade individual... surge um heroi vestido com uma mascara de um icone anarquista ingles antes mesmo de surgir o anarquismo e luta contra esse grupo... não há terrismo no filme, ele matou apenas seus algozes.
ps. A critica da Veja foi a coisa mais idiota que já li na vida.
Pois é, Caio. Não consigo ver como o filme seria anti-capitalista. Mas tudo bem. Não gosto nada das críticas dela. Acho que ela não entende porra nenhuma de cinema. E concordo, acho que ela correu para escrever qualquer asneira.
V FOR VENDETTA (V DE VINGANÇA) é considerada por muitos a melhor história em quadrinhos já escrita. O filme deu uma modernizada na história, que foi criada em 1981 e que se passava no "futuro" (1997), originalmente.
O que peca no filme é o enigmático V ser mostrado errôneamente como um terrorista e não como o anarquista dos quadrinhos. O tema principal dos livros é Liberdade.
Moore ficou tão enfurecido que exigiu que seu nome sequer aparecesse como autor na novela original. Uma distorção gravíssima é a de romance no filme, que sequer é imaginável nos quadrinhos.
E finalizando, o mistério insolúvel de quem seria o V (branco, negro, judeu, homossexual, "Valerie", ...). Nos quadrinhos ele é bem macho mas no cinema colocaram-no meio delicado.
o heroi do filme nao e' "de direita". Nao e' um individualista liberal. Esta' mais para anarquista ou terrorista "anti-regime" sem ideologia nem causa definida.
o filme e' uma justificativa do terrorismo "por vinganca" (notem os guardas que ele mata friamente na estacao de TV para exibir seu "manifesto")
o filme acaba com a explosao do Parlamento. a destruicao e' o apice do filme. E depois? o que acontece?
o filme acaba ai'.
Fascismo é por definição de direita, só idiotas acham o contrário. O regime fascista descrito na é um sistema capitalista onde as liberdades individuais são prejudicadas por uma forma impositiva de moral estatal, ou um totalitarismo moral, quase sempre baseado em preceitos religiosos.
Portanto, ao burro que disse que fascismo é coisa de esquerda: VÁ ESTUDAR IDIOTA!
"O regime fascista descrito na é um sistema capitalista onde as liberdades individuais são prejudicadas por uma forma impositiva de moral estatal, ou um totalitarismo moral, quase sempre baseado em preceitos religiosos."
De fato, "comi" uma palavra na minha postagem, mas não creio que tenha ficado ininteligível:
"O regime fascista descrito na estória é um sistema capitalista onde as liberdades individuais são prejudicadas por uma forma impositiva de moral estatal, ou um totalitarismo moral, quase sempre baseado em preceitos religiosos."
Não forcem demais com o Gérson, coitado. Os neurônios dele não são unidos por sinapses, mas por clichês. Tem um clichê que diz para ele que um louco em cima de um palanque é um direitista alucinado e moralista então isso é tudo para ele. Ditadores assim só podem existir na direita, igual ao que os professores "ensinaram" para ele. Ele viu isso nos filmes, só pode ser verdade.
Na concepção do esquerdista ateu a simples menção à palavra "Deus" implica no maior ato de traição à causa possível de ser cometido. Esse papo de nazismo capitalista já não se sustenta em pé nem 20 segundos diante da argumentação responsável. Acho que isso a esquerda já nem tenta mais. As pessoas com uma linha telefônica e acesso à internet podem constatar facilmente a vigarice panfletária.
A única coisa que consigo encontrar no nazismo que passa a alguns anos luz da direita foram algumas menções de Hitler a Deus. Hitler era muito louco, acreditava em misticismo, tinha pactos secretos e era um deísta. Logo, um deísta (Fidel Castro é um deísta, ele estudou com os Jesuítas) só pode ser um moralista doente da direita. Ainda que Hitler tenha mandado fechar monastérios na Polônia e tenha perseguido seminaristas.
Além de Fidel ter estudado com os Jesuítas, ele carregava o Mein Kampf debaixo do braço para onde fosse e ficava treinando discursos como Hitler, seu grande ídolo.
Bem polêmico, hein?
Vou achar esse raio desse filme nem que tenha que ir em todos os videos da cidade - mas algo me diz que vou concordar com o post aqui em cima...
o Gerson está convencido de que Hitler e Mussolini eram capitalistas neoliberais malvados. É o dogma dele.
De onde tirou isso?
A propósito, fascismo é uma corrente descrita como direita autoritária, é que toda a literatura política diz, e o Olavão pode espernear a vontade contra isso.
Fascismo é direita, e não há quem prove o contrário. O fascismo defende o capitalismo e os valores conservadores, e usa o Estado como meio para enfatisar isto. Infelizmente a direita não se resume ao liberalismo, há inclusive alguns autores liberais que rejeitam veementemente o conservadorismo e até mesmo o rótulo de direita.
Gerson, deixa eu te explicar uma coisa, Gerson! (Só eu tenho paciência com você, Gerson! )
Não é apenas o Olavo que aponta as semelhanças inegáveis e profundas entre o nazismo e o comunismo - existem milhares de autores dizendo a mesma coisa, e no mundo inteiro esse ponto de vista é o respeitado. Posso te mandar links com o nome de obras, historiadores, estudiosos em geral, etc, pra você pelo menos tomar conhecimento da extensão desse pensamento. Senão cê vai passar a vida toda crente que berimbau é gaita!
Quer? Eu mando, mas vou avisando que é tudo em inglês ou em francês.
O fascismo tomou força justamente por ser um contra-ponto ao marxismo, que estava em acenção na Europa. Então seria o fascismo um movimento de revolução anti-revolucionário?
Só gostaria de lembrar meu caros colegas de visão distorcida por anos de embriagues causadas pelo ódio à esquerda de que:
A BASE DA DOUTRINA ESQUERDISTA É O IGUALITARISMO E O FIM DAS CLASSES.
Por mais que isto seja questionável, é essa a premissa maior da esquerda. Então, meus caros colegas que enchem a boca para dizer que o fascismo e o nazismo são correntes esquerdistas, digam-me onde tais ideologias pregam o fim das classes e o igualitarismo.
1. a ditadura ficticia de V de Vendeta e' uma ditadura imaginaria moralista e conservadora - nao e' esquerdista. Nisso o Gerson esta' correto
2. o Fascismo (o historico e real, nao o imaginario dos filmes) era um movimento trabalhista de massa, anti-liberal e relativamente anti-capitalista
3. partidos social-democratas tambem sao "capitalistas" pois nao pregam a abolicao do capitalismo - e nem por isso sao "de direita". Nem toda a esquerda defende o comunismo (so' a extrema esquerda).
4. a "guerra de classes" e' caracteristica da esquerda marxista em especifico mas nao o e' de todas as correntes de esquerda. O nacional-socialismo, combinando socialismo com nacionalismo, eliminava o conflito de classes por meio da uniao nacional (comandada pelo Estado) em prol do bem comum (na teoria..). Desejava a homogeneidade (isto e', a igualdade) ate' racial, pois no final do processo eugenico todo mundo seria igual: todo mundo alto, forte, loirinho e um soldado leal do Estado nacional-socialista.
(ja' o nosso nazismo tupiniquim, o Integralismo visava fazer o mesmo no Brasil, mas pela via da miscigenacao, de modo a fundir e integrar (dai' integralismo) todas as racas numa so' futura Raca Brasileira..
O filme não dá nome a nada. É apenas um governo totalitarista, mas com claros indícios de um regime comunista, como o da China, que queimou os livros e suprimiu completamente a cultura.
Pois é, Toth. Como eu disse antes, pode ter gente vendo o que quiser no filme e na HQ. Mas isso salta aos olhos de cara, e me parece claro.
Para algumas pessoas se não puser a foice e o martelo lá bem grande (precisa ser grande) e o cara não estiver empunhando o "Manifesto Comunista" na mão não é comunismo. Aliás nem assim é comunismo. Essa gente diz que a Rússia de Stalin não foi comunismo. Então nada foi comunismo. O comunismo é um local imaginário e bom onde todo mundo é igual. Na prática é o genocídeo, a miséria e a escravidão. Mas aí não é o imaginário, aquele "locus" onde tudo existe e é perfeito. Assim sendo o capitalismo também não existe e o conservadorismo também não. Nada é como a teoria pinta.
Agora preste atenção. Se o cara citar a palavra "Deus" é conservador. Fudeu. Pode ser o maior comunista da face da Terra ( como Mao e Fidel) mas citou Deus já virou direita. Pegou um talão de cheques é capitalista. Citou a palavra "Jesus" como Hugo Chávez fez agora, virou direita imediatamente. Hugo Chávez é um super-conservador. Ele está conservando o poder dele, só pode ser conservador. Entendeste?
É o que o diretor do filme disse (algo assim, não vou procurar pra transcrever) sobre o Alan Moore. Disse que é muito fácil ele falar contra Hollywood, mas continuar vendendo todas as suas obras.
Quer dizer, o cara ganha sua grana (que ele diz suja), pra continuar adorando uma cobra (que ele diz ser sua divindada, ou sei lá o quê...), vivendo nas drogas e tudo o mais, enquanto ainda é reverenciado pelos barbudinhos intelectuerdas! É a própria hipocrisia da esquerda do Braca. Alan Moore teria cadeira cativa por lá!
Honestamente, estou chegando à conclusão que a Isabela Boscov está precisando de uma bela piroca de borracha pra se acalmar. Ou um macho pra curar sua esquizofrenia. Na “Veja” desta semana, ela mete o cacete no filme “As aventuras de Tintim” porque, segundo ela, a fita é, entre outros adjetivos pouco lisongeiros, “antiquado” (depois de ela dizer que é moderníssimo), “uma recriação de um quadrinho” (?) e “a mitologia do personagem pouco conhecida” (agora pra filmar um personagem ele tem que ter mitologia muito conhecida?).
Que Isabela Bocó costuma escrever muita merda não é novidade. Mas ela está chegando a um patamar que já está pedindo sua aposentadoria...
O filme ‘J. Edgar’ é idiota. Como bem notou um crítico do “Globo”, o longa “é fragilizado por um trabalho de maquiagem sem refinamento. Essa deficiência agrava a falta de objetividade com que Clint Eastwood, sem a maestria habitual, biografa o homem que fez do FBI uma máquina de defesa dos EUA na Guerra Fria. Eastwood gasta 137 minutos para expor meandros que Michael Mann traduziu com duas sequências em “Inimigos públicos”. No filme de Mann, Billy Crudup vivia John Edgar Hoover (1895-1972). Antes dele, Oliver Stone também teve melhor sorte em “Nixon”, com Bob Hoskins no papel que, agora, é de Leonardo DiCaprio.
Tanto Crudup quanto Hoskins souberam compor a figura de Hoover com ambiguidade moral e sexual. DiCaprio não soube. Com poucos gestos, eles deixaram em primeiro plano a complexidade da visão política do líder do FBI acerca da segurança pública nos EUA anticomunistas. Já a abordagem de Eastwood não vai além de uma figura retilínea, cercada por uma carga de heroísmo trágico capaz de soterrar as ambivalências dos gestos do personagem. Para quem fez “As pontes de Madison” (1995), um filme com um olhar para o amor, o relato de Eastwood para o romance homossexual entre J. Edgar e o agente Tolson (Armie Hammer) incorre na caricatura.”
Mas, para Isabela Bocó, isso não importa. O importante pra ela é que o filme tem o “gatinho” Leonardo DiCaprio (a “Veja” abre a matéria com um “close” de página inteira da fuça do “gatinho”). Ah, vá à merda, Boscov!