A comunista Coréia do Norte é a nação mais obscurantista do mundo. Seus cidadãos estão proíbidos de viajar à Africa do Sul para torcer pro sua seleção. O governo norte-coreano vai contratar mil chineses que farão isso nos estádios africanos - ou seja, eles se passarão por (norte) coreanos.
Viram ontem? Todos os chineses vestidos iguaizinhos, com bandeirinhas da Coreia e tudo..
Será que a seleção da Coreia do Norte volta para casa hein? rs
Pequim, 16 jun (EFE).- O animado grupo de torcedores que, com bandeiras e cachecóis nas cores vermelha e azul, apoiou ontem a Coreia do Norte no estádio Ellis Park na partida contra o Brasil era, ao contrário do que se poderia esperar, composto por atores chineses contratados pelo regime norte-coreano.
A informação foi divulgada nesta quarta-feira pela imprensa chinesa. Os "torcedores" teriam sido recrutados pela empresa China Sports Management Group a pedido do Comitê de Esportes da Coreia do Norte, que forneceu cerca de mil ingressos para que ocupassem uma pequena parte das arquibancadas do estádio em Johanesburgo.
Poucos norte-coreanos conseguem o luxo de sair do país, devido ao alto custo para seu padrão de vida e pela enorme dificuldade de conseguirem vistos.
A contratação de torcedores - ou claque - não representa, no entanto, que os chineses precisem receber para apoiar a Coreia do Norte. De acordo com pesquisas realizadas antes da Copa do Mundo, a maioria dos cidadãos do país torcerá para os vizinhos e aliados norte-coreanos, já que a seleção da China não conseguiu vaga no Mundial.
Apesar da derrota para o Brasil, o resultado (2 a 1) pode ser considerado surpreendente devido ao favoritismo atribuído à seleção comandada por Dunga. Façanha maior, porém, a Coreia do Norte conseguiu na Copa de 1966, quando se tornou a primeira seleção não-europeia ou americana a passar da primeira fase. A vitória sobre a Itália foi o símbolo de uma das campanhas mais surpreendentes da história dos Mundiais.
A eliminação para Portugal, em uma derrota por 5 a 3, encerrou uma digna participação dos norte-coreanos, que agora tentam repetir o feito. EFE
Atores chineses? Putz, Coréia do Norte sempre inovando. E eu que pensava que aquelas pessoas na platéia fossem agentes burocratas da ditadura comunista...
Dos gramados às minas de carvão?
Após a humilhante derrota por 7 a 0 para Portugal, a seleção da Coreia do Norte provou que, de fato, não repetiria o bom desempenho de 1966, quando eliminou a Itália, em um histórico triunfo por 1 a 0. Porém, as consequências da goleada lusitana parecem ter ido além do esperado. Segundo o jornal alemão Bild, os jogadores podem ser punidos de maneira trágica: todos seriam obrigados a abandonar o futebol e trabalhar em minas de carvão.
Moon Ki-Nam, um técnico norte-coreano que deixou o país em 2004, disse à agência de notícias AP: “Quando vencem, os jogadores são presenteados com grandes casas. Entretanto, se perderem, podem ser enviados para minas de carvão”, garantiu.
O periódico alemão continua: “As famílias dos jogadores estão em observação ferrenha durante a Copa do Mundo. O bem informado serviço secreto japonês acredita que tal punição aos jogadores, de fato, acontecerá." Tendo em vista o manto de sigilo adotado pelo governo norte-coreano e as proezas militares aterrorizantes por ele feitas, é difícil dizer se tal “vingança” é verídica.
O que torna o castigo improvável é o fato de que as eliminatórias para a Copa da Ásia começam em breve. Além disso, o astro Jong Tae-Se, chamado de “Rooney asiático”, voltará para a disputa da liga japonesa, pelo Kawasaki Frontale. Hong Yong-Jo também deve retornar à Rússia, onde joga pelo Rostov.
Segundo o desertor Joo Shim-Il, o mesmo rumor das minas de carvão rondou os norte-coreanos, quando foram derrotados por 5 a 3 pela seleção portuguesa, após estar vencendo por 3 a 0. “As pessoas disseram que, durante a Copa na Inglaterra, eles estavam bebendo e se entretendo com mulheres. Dizem que alguns foram enviados para as minas de carvão e, por isso, nunca repetimos o desempenho de 1966”, declarou à BBC. Coincidência ou não, o fato é que a Coreia do Norte só voltaria à Copa 44 anos depois.