Os gaúchos são os brasileiros mais reacionários, diz Sócrates a jornal:
Ex-capitão da Seleção deu a declaração ao justificar as escolhas feitas por Dunga
O meia e capitão da Seleção Brasileira na década de 80 Sócrates deu uma entrevista polêmica ao jornal britânico The Guardian, publicada no último domingo e intitulada com uma declaração do ex-jogador "Sócrates: 'Everyone who comes to Brazil falls in love with someone' ("Todos que vêm ao Brasil se apaixonam por alguém").
Ao ser questionado sobre a equipe formada pelo técnico Dunga para disputar a Copa do Mundo, Sócrates lembrou que o treinador é gaúcho e que os gaúchos, segundo o ex-jogador, são "os brasileiros mais reacionários".
Você concorda com a declaração de Sócrates de que os
gaúchos são os brasileiros mais reacionários? Opine.
Para Sócrates, o time de Dunga é muito "burocrático" e "conservador". O ex-jogador criticou o fato de o treinador não ter convocado jogadores como Ganso e Ronaldinho.
— Eles vão ter problemas. Há um novo garoto no Santos, Paulo Henrique, que é excepcional. Ele já é o melhor jogador do Brasil. Ele está jogando incrivelmente bem e Dunga não quis levá-lo. Ele não levou Ronaldinho, só escolheu médios defensivos, jogadores que marcam, que correm. Se Kaká não está jogando bem, a equipe ficará muito fora dos eixos — afirmou ele à publicação.
Confira abaixo a resposta completa de Sócrates ao jornal sobre os gaúchos.
Guardian — Será que a "sensatez" da Seleção de Dunga talvez simbolize o fato de que o Brasil considera-se um país mais "sensato" nestes dias?
Sócrates — Dunga é gaúcho — ele é do extremo sul do Brasil — e eles são os brasileiros mais reacionários. Sua equipe é muito coerente, em termos de coerência com sua visão de mundo e sua formação. Eu entendo por que ele escolheu o time que ele tem é só que eu não acho que isso é muito brasileiro.
.
""Até parece. Basta vermos as decisões judicias dessa merda de estado chamado Rio Grande do Sul. Gostaria que essa bosta de estado se separasse do país.""
Minha Nossa, eu já estava matutando sobre em qual diálogo o grande filósofo haveria profetizado a respeito da população sul-brasileira na pós-modernidade... sequer cogitei que a chamada pudesse ser referência ao ex-jogador.
De qualquer forma, grato pelo elogio [X+1], não julgais o estado pela capital [Y+1] nem por sua elite intelectual orgânica (fazei isso com os Estados Unidos, por exemplo, e vereis de pronto o tamanho do erro) e, mais do que tudo, não principiai pela vigésima vez uma discussão bairrista bocó, que logo fará a citação socrática (?!) parecer sábia e abandonar toda a sua graça. Se for o caso de brincar de War em tópico da comunidade, ressuscitai o anterior.
Minha Nossa, eu já estava matutando sobre em qual diálogo o grande filósofo haveria profetizado a respeito da população sul-brasileira na pós-modernidade... sequer cogitei que a chamada pudesse ser referência ao ex-jogador.[2]
Sempre admirei os gaúchos pelo senso de pertencimento que eles têm e dá-se a sensação que eles são antes gaúchos para depois serem brasileiros.
Os nativos, os gaúchos brasileiros, - na vizinha Argentina também tem gaúchoo, com tônica na primeira sílaba - descendentes de portugueses, protegeram as fronteiras contra os castelhanos, e isso deu a eles o senso do pertencimento fixados nos pampas do sul.
O movimento democrático de 64 - contra o golpe comunista dos aliados de Jango, um gaúcho - teve força no RGS; alguns historiadores afirmam que o movimento foi gestado nas Gerais.
O fato é que temos agora dois tipos de gaúcho no RGS, o nativo, com nome português o alemão e o italiano, imigrantes de uma fase tardia, que de uma certa forma aumentou a contradição separatista gaúcha que começou lá com os farrapos: são brasileiros que querem se separar do Brasil. Muitos se esquecem que o nordeste também já quis se separar do Brasil.
Com a crise dos anos 80 o desejo de separação intensificou-se no estado, ao ponto da TV Cultura promover um debate com uma socióloga do RJ e o líder o movimento um alemão, um tanto folclórico
Eu ficaria triste se o Estado de Erico Verissimo se separasse, porque ainda se pode sentir esse senso de pertencimento já desaparecido no resto do país. Talvez nas Minas Gerais ainda se tenha esse senso, pois São Paulo há muito é um mosaico; brasileiro só é brasileiro quando a seleção joga, é olhe lá.
Como disse Olavo de Carvalho: Houve um processo de desconstrução ideológica que já vinha desde os governos militares com os meios de comunicação que ficaram impregnados de esquerda. Depois de 85 a coisa acabou de desconstruir.
Sim sou de Santa Catarina e nasci aqui, o pessoal de SC é bem conservador e anti esquerda, aqui tirando algumas prefeituras isoladas nunca vi governador ser de esquerda e os senadores a esmagadora maioria de direita. Na vida cotidiana também, o pessoal é bem conservador e reservado, tá mais para Portugal e Espanha do que para Brasil, mas o pessoal do RS também é meio conservador, aqui as vezes chega a enjoar o clima tão provinciano que existe.
Aqui tem muito das familias tradicionais comandarem vários setores do estado como a mídia, economia e política daí ficando um ciclo restrito que poucos de fora tem acesso e quando tem não é do povão, é gente com dinheiro e gente com dinheiro é pessoal de direita se não for patrocinado por trás obviamente.
Quanto ao Sócrates ele falou uma verdade e é um elogio ao gaúchos que são sim o pessoal mais reacionário do Brasil, quando dá algum problema são os primeiros a reclamar, sugerir e exigir mudanças e isso já começou lá na revolução farroupilha ou antes.
Vejo como um elogio, mas ali ele quis dar uma explicação mais elegante para a teimosia do Dunga.
Concordo que é Santa Catarina. Qnd o Lulla era presidente o cidadão comum aqui do estado, aquela maioria que não acompanha política com afinco, tinha uma imagem do Apedeuta mt parecida com a descrita pelo Prof. Olavo de Carvalho.
aqui em Santa Catarina acontece um fenomeno muito interesante. Tem pessoas que são filiadas ao PT, disputão eleições pelo PT, a anos inclusive, e são em seu jeito de ser, viver, etc, extremamente conservadoras! chega a ser cômico!