Juízes contra números que são "maquilhados"
Hoje
Crítica "Maquilhagem estatística" é o que pretende fazer o Ministério da Justiça (MJ) ao apagar da sua base de dados oficial 14 721 crimes cometidos com recurso a armas de fogo de 2005 a 2009", acusa a Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP). Também os partidos da oposição querem esclarecimentos e exigiram ontem a pre- sença "urgente" do ministro da Justiça no Parlamento.
Para a ASJP, estamos perante uma "maquilhagem estatística" destinada a dar a ideia de que tudo está bem e que a alteração à Lei das Armas surtiu os efeitos desejados. "A curto prazo pode resultar, mas a médio prazo descredibiliza todas as instituições", disse ao DN o juiz desembargador António Martins, presidente da ASJP.
Também os partidos da oposição querem esclarecimentos.
"É preciso que o ministro da Justiça venha ao Parlamento explicar a razão desta alteração estatística no que diz respeito a um crime da maior gravidade que é um crime praticado com armas de fogo", disse aos jornalistas o deputado do PSD Fernando Negrão.
O deputado do CDS-PP Nuno Magalhães reagiu com "estupefacção e preocupação, mas sem surpresa".
O PCP considera que se trata do "descrédito total das estatísticas da criminalidade", que merecem uma "explicação cabal por parte do ministro da Justiça".
Por sua vez, a deputada do Bloco de Esquerda Helena Pinto vê o desaparecimento de crimes "com extrema preocupação". "Não se compreende como é que de um momento para o outro desaparecem quase 15 mil crimes", disse.
Hoje
Crítica "Maquilhagem estatística" é o que pretende fazer o Ministério da Justiça (MJ) ao apagar da sua base de dados oficial 14 721 crimes cometidos com recurso a armas de fogo de 2005 a 2009", acusa a Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP). Também os partidos da oposição querem esclarecimentos e exigiram ontem a pre- sença "urgente" do ministro da Justiça no Parlamento.
Para a ASJP, estamos perante uma "maquilhagem estatística" destinada a dar a ideia de que tudo está bem e que a alteração à Lei das Armas surtiu os efeitos desejados. "A curto prazo pode resultar, mas a médio prazo descredibiliza todas as instituições", disse ao DN o juiz desembargador António Martins, presidente da ASJP.
Também os partidos da oposição querem esclarecimentos.
"É preciso que o ministro da Justiça venha ao Parlamento explicar a razão desta alteração estatística no que diz respeito a um crime da maior gravidade que é um crime praticado com armas de fogo", disse aos jornalistas o deputado do PSD Fernando Negrão.
O deputado do CDS-PP Nuno Magalhães reagiu com "estupefacção e preocupação, mas sem surpresa".
O PCP considera que se trata do "descrédito total das estatísticas da criminalidade", que merecem uma "explicação cabal por parte do ministro da Justiça".
Por sua vez, a deputada do Bloco de Esquerda Helena Pinto vê o desaparecimento de crimes "com extrema preocupação". "Não se compreende como é que de um momento para o outro desaparecem quase 15 mil crimes", disse.