É um notícia escrita em tom de galhofa, mas está noticiado que já existe um ramo das desordens para todos aqueles que querem comer comidas saudáveis.
Como toda boa desinformação a reportagem noticia algo das mais altas gravidades como se não fosse nada demais e, ainda, loucura dos psiquiatras. Mas é com base nessa "ciência" que as legislações da Nova Ordem se propagam.
Agora já possuem o pretexto necessário a colocar abaixo todos aqueles que simplesmente querem se alimentar, e não simplesmente comer.
Amigo, eu sinceramente creio que a desordem talvez exista, e esteja na expressão "healthy food", que NINGUÉM sabe direito o que diabos vem a ser. Quando eu era pequena, alimentação boa incluía carne, ovos, leite, manteiga, legumes, verduras e frutas. E ninguém, ao que eu saiba, nunca morreu naqueles bons tempos por comer feijão tropeiro, pão com ovo, e se acabar num pudim de leite condensado ou numa goiabada com Catupiry.
Depois virou uma confusão absurda, durante a qual a manteiga e o creme de leite viraram armadilhas insidiosas. Leite eu não sei bem, mas me avisaram que o que vem na caixinha longa vida é um veneno que não se sabe COMO escapou à família Borgia, feito à base de soda cáustica e diversos outros componentes da mais alta periculosidade.
Carne passou a ser uma monstruosidade horrenda - uma fã de bifes sangrentos, como eu, está apenas um passo atrás dos piores criminosos do mundo: sei disso pela cara com que me olham quando eu digo a palavra "malpassado"nos restaurantes. Eu atualmente faço meus próprios steaks tartares e os como no escuro, embaixo de um cobertor, e com a porta trancada.
Açúcar virou uma espécie particularmente maldita de droga, responsável por todos os males do mundo, desde a epidemia de cólera do século XIV até a calvície, a guerra da Coréia e o funk; minhas tias doceiras que se entupiam (e NOS entupiam) de fios de ovos e papos de anjo eram umas pobres drogadas viciadas - ainda bem que já morreram, coitadinhas, aliás todas com mais de noventa anos: senão teriam que ser levadas urgentemente a centros de rehab. Por falar nisso, ovo - a não ser que se conheça BEM o pedigree da galinha, e que o ovo seja ingerido não mais que uma vez por ano - também não pode. Eu não conto a longa história da minha feliz relação de amor com incontáveis pães-com-ovo porque senão seria considerada mais pária ainda do que já sou.
Legumes e frutas a gente já olha com uma certa desconfiança, e eu acabo comendo sempre com uma certa sensação de que qualquer fruta ou legume foi antes manipulado pela madrasta da Branca de Neve, e que a qualquer segundo eu vou cair dura pra trás. Me ensinaram a deixar de molho numa solução forte de vinagre com bicarbonato durante a noite, mas eu experimentei e prefiro a alternativa, sinceramente.
Bom, então é isso aí.
Não sei, até hoje, onde está a healthy food, pois para piorar as coisas também já me avisaram que não devo confiar em ninguém, e que os produtos com o selo de "orgânico" vendidos a peso de urânio enriquecido nas feiras SÃO mesmo, na verdade, contaminados com urânio enriquecido.
Eu já pensei em passar a comer na casa dos meus amigos e amigas que se preocupam com essas coisas mais do que eu, sabem de todos os perigos e evitam todas as arapucas; mas esta sábia escolha fica um tanto comprometida pelo fato deles aparecerem na MINHA casa com cara de famintos, bem na hora em que eu me dispunha a pegar o telefone para me convidar descaradamente para almoçar na casa deles...
Estou aceitando sugestões, me mandem um email!
Os únicos médicos que falam sobre comida REALMENTE saudável - essa que a Priscila falou - são os já conhecidos Dr Al Sears e Dr. Joseph Mercola:
http://www.alsearsmd.com/http://www.mercola.com/
Existe algum médico brasileiro similar a eles ou já está "tudo dominado" (para variar)?
Eu aconselho os amigos a lerem "Em defesa da comida", de Michael Pollan. O autor diz, na primeira parte do livro, que a preocupação exagerada por saúde incentivou cientistas, nutricionistas, agentes do governo e jornalistas a criarem o que ele chama de 'nutricionismo', uma espécie de reducionismo em que se valoriza mais os nutrientes do que a comida e que acabou por gerar toda a dieta moderna cheia de produtos artificiais, processados e porcarias.
Na segunda parte, o autor dá uma série de dicas valiosas para escaparmos da dieta moderna, como 'Não coma nada que sua avó não reconheceria como comida', 'Evite comidas contendo ingredientes cujos nomes você não possa pronunciar' (o autor tem senso de humor!), 'Coma com ponderação, acompanhado, quando possível, e sempre com prazer', etc.
O livro tem alguns problemas mas vale a pena.
Eu adoro torresmo cabeludo.
A Fundação Procon-SP multou o Mc Donald’s em R$ 3,19 milhões por publicidade abusiva para a venda do McLanche Feliz. A denúncia, feita pelo Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, mostra o uso do brinde como forma de incentivo de consumo frequente dos lanches pela rede americana, já que as campanhas de brinquedos colecionáveis, e que tal prática pode levar a prejuízo da saúde.
— A denúncia foi feita em abril do ano passado, a partir de campanhas realizadas entre 2009 e 2010. De lá para cá, 18 campanhas se sucederam , sempre nos mesmos moldes. A multa aplicada pelo Procon-SP fortalece o nosso trabalho de sensibilizar a população sobre os prejuízos das publicidades direcionadas à criança podem causar. No caso do McDonald's temos como consequência mais evidente o estímulo ao consumo excessivo de lanches que levam ao risco de obesidade — destaca Ekaterine Karageorgiadis, advogada do Instituto Alana, afirmando ainda que o consumismo seria outra consequência da prática.
http://oglobo.globo.com/economia/procon-multa-mcdona…siva-3395722
Muito lógico: uma rede de lanchonetes não pode cometer o crime monstruoso de querer aumentar a venda de... lanches! Em breve, órgãos governamentais serão substitutos de pai e mãe, e fiscais entrarão nas casas para ver se você está dando comida gordurosa para seus pimpolhos. Se estiver, você será mandado para um campo de reeducação.