Torcedores invadem federação francesa pedindo exclusão de 'pretos e muçulmanos'
Após a eliminação da França na Copa do Mundo, um grupo de cerca de trinta torcedores invadiu a sede da Federação Francesa de Futebol (FFF), em Paris, e com gritos racistas, pressionou o até então presidente da entidade, Jean-Pierre Escalettes, a não mais convocar “pretos e muçulmanos” para a seleção.
O caso, revelado pelo jornal Le Figaro, ocorreu no último dia 25 de junho, três dias depois da derrota da França para a África do Sul pelo placar de 2 a 1, que eliminou a então vice-campeã mundial do torneio.
Segundo atesta o jornal, o grupo de torcedores racistas, uma minoria que costuma fazer barulho principalmente em partidas do Paris Saint-Germain, invadiu a sede da FFF e pichou o muro da entidade com os dizeres “Aqui é Paris, não Argélia”, em referência hostil à presença de imigrantes tanto na seleção quanto na sociedade francesa.
Além disso, a imprensa local registrou a seguinte frase, atribuída ao grupo: “Digam ao Sr. Escalettes que queremos uma seleção francesa branca e cristã, e que exclua os pretos e muçulmanos do time. Digam a ele que voltaremos e quebraremos tudo”.
A FFF registrou queixa na polícia parisiense, por difamação e danos materiais.
Conflito racial
Nas Copas de 1998 e 2002, os Bleus tinham doze atletas negros ou árabes, cuja família tem sua origem fora da França continental – oficialmente, o país ainda tem províncias fora da Europa, como a Guiana Francesa e a Ilha de Reunião, além de colônias como Martinica, Nova Caledônia e Polinésia, entre outras. Vários atletas da seleção vêm ou têm ascendência nestas regiões, além das ex-colônias, como Argélia, Marrocos, Costa do Marfim ou Senegal.
O número de ‘não-brancos’ subiu para dezesseis em 2006 e voltou a treze na seleção que esteve na África do Sul em 2010.
Nas quatro últimas Copas, a presença majoritária de atletas negros e árabes na seleção foi colocada em discussão na França.
Em meados e fins dos anos 90, o racismo dentro dos estádios europeus começava a se intensificar, e atletas franceses que começavam a despontar, como Thierry Henry e, sobretudo, Patrick Vieira, lideravam movimentos contra o preconceito.
De maneira que, em 1998, com o título da Copa do Mundo, a diversidade racial era celebrada, com uma seleção denominada como “BBB” (de “Black, Blanc e Beur”, ou “Negro, Branco e Árabe”) sendo recebida de braços abertos pela grande maioria.
Porém, ano a ano, a tensão em torno da imigração na Europa se intensificou, fez parte da agenda política de todos os países, e a seleção francesa de futebol, a mais multirracial de todo o Velho Continente, não passou incólume.
Racismo no meio político
Durante a Copa de 1998, o líder da extrema-direita francesa, Jean-Marie Le Pen, já havia demonstrado seu incômodo com o fato de a equipe campeã do mundo não ter “brancos o suficiente”. Em 2006, voltou a reclamar, dizendo que alguns jogadores não entoavam a Marselhesa, hino do país, com toda força e convicção do mundo. “Alguns nem sabem cantar”, disse na ocasião.
Poucos dias depois, ainda durante o Mundial de 2006, um político do Partido Socialista, Georges Frêche, declarou que era uma “vergonha” a quantidade de negros na seleção, àquela altura, já comandada por Raymond Domenech. “Daqui a pouco teremos onze negros no time titular”, reclamava em tom temeroso.
Já em 2010, um influente professor e intelectual francês, Alain Finkielkraut, que constantemente dá opiniões na mídia francesa, tachou a crise vista nos Bleus durante a Copa como o resultado de uma “divisão étnica e religiosa”, conseqüência da presença e ação negativa de “uma equipe de delinqüentes, que só conhece uma moral, a da máfia”, a de uma “geração de gentalha”, “de gente que se lixa para a França”.
“Essas declarações negam a pluralidade, elas traduzem um profundo desprezo pelos meios populares e uma forma de racismo que está se banalizando”, respondem os sociólogos Marwan Mohammed e Laurent Mucchielli, em artigo para o jornal digital
http://rue89.com/ (publicado por ex-jornalistas do diário Libération).
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“Em 1998, os gols de Zidane eram assimilados como algo popular, marselhês, francês, os gols tinham a marca da pluralidade ‘Black-Blanc-Beur’. Contra a Itália, em 2006, a cabeçada de Zidane em Materazzi era algo vindo da Argélia, das periferias da França, mas ainda assim se perdoou o momento de fraqueza do herói nacional. Mas em 2010, sem desculpas: é caça às bruxas e análises próximas às do Le Pen”.
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http://copadomundo.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/…ulmanos.jhtm
A charia na seleção francesa não deu muito certo... -
Le Monde: Vikash, você seria reconhecido nessa seleção da França?
Dhorasso: Não. Mas eu não reconheço quando não há nenhuma mistura. Este time representa a França dos subúrbios, a França dos guetos, dos bairros populares que se tornaram muito perigosos. Eu venho da classe trabalhadora, meu pai trabalhava; Deschamps e Blanc também. Mas hoje, nos bairros, o poder foi abandonado, pelas autoridades, e isto está refletido no time da França. Nós vemos um Gourcuff, um pouco diferente, que não reconhece este time. Choca-me por exemplo que a equipe da França procure um buffet halal para recebê-la.
fonte:
http://menteconservadora.blogspot.com/2010/06/charia…nao-deu.html
Problemas étnicos e religiosos são a causa do fracasso francês -
La Depeche du Midi: "Estes bleus divididos em muitos egos injustificáveis, divididos em muitos clãs, de acordo com as origens étnicas e sociais - ah! a bela lenda «preto-branco-beur (termo usado para descendentes de imigrantes do norte da África)» que explode no país de Mandela"!
La Depeche du Midi: "Nas vésperas do jogo contra o México, Sidney Govou reconheceu a existência de clãs étnicos no time da França".
Além disso, o jornalista político Eric Zemmour disse que a razão das dissensões da equipe era a existência de um clã de jogadores muçulmanos.
fonte:
http://menteconservadora.blogspot.com/2010/06/proble…sos-sao.html
Isso ocorreu dia 25 de junho, não é?
Veja o que os argelinos muçulmanos fizeram em Paris dois dias antes:
"Após eliminação, argelinos fazem quebra-quebra em Paris"
"Definitivamente, a Copa do Mundo de 2010 não está fazendo bem aos franceses. Depois do sofrimento causado pela eliminação dos Azuis na terça-feira, os torcedores da Argélia causaram dor de cabeça em Paris nesta quarta-feira, 23. Minutos após a derrota e 1 a 0 para os Estados Unidos, e a consequente eliminação, centenas de argelinos promoveram um quebra-quebra nas imediações do Estádio Charléty, onde acompanharam o jogo por telão.
Mais de 20 automóveis ficaram destruídos, assim como parte do imobiliário urbano do 13º Distrito de Paris. Também houve confronto entre os torcedores e a polícia. Segundo testemunhas, entre 200 e 250 torcedores da Argélia - em geral descendentes de argelinos que vivem na França -, teriam iniciado a revolta. Dois deles acabaram presos até a noite. Os demais foram dispersados por bombas de gás lacrimogênio.
A revolta se deu pela eliminação precoce da seleção. O Mundial da África do Sul foi a primeira copa disputada pela Argélia desde a de 1986, no México, e gerara grande expectativa na comunidade argelina da França. Quando da classificação da equipe, em 18 de novembro passado, houve tumultos e quebra-quebra na Avenida Champs Elysées, em Paris, assim como em grandes cidades do interior, como Marselha."
http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,apos-eli…570971,0.htm
Eu sou mais os franceses cristãos do que os argelinos muçulmanos.
A França vai sucumbir antes da Espanha?
Será?
Ô, "justissa". Deixaram um recadinho pra você lá no seu scrap, hehehe...
"Fernando F. C.-segundos atrás-Visível somente para amigos selecionados(Enviado pelo orkut para celular)
deixou um recado:
foi expulso pq é ignorante demais. Só sabe repetir as cretinices marxistas que não fazem sentido algum e qq pessoa com o mínimo de inteligencia seria incapaz de repetí-las.Todas elas já devida e cabalmente refutadas. Vá se informar, a internet está aí.Enfim, vc é uma grande perda de tempo ali para a comunidade.
a seleção francesa é uma parábola do que acontece no país
Na África do Sul estabeleceram cotas raciais para o rugby, pois havia brancos demais e quase nada de negros praticando o esporte.
A seleção francesa ser formada por extrangeiros
Os descentes de imigrantes melhoraram a seleção francesa. Em 98, quando foram campeões, tinham no time Lilian Thuram, Marcel Desailly, Karambeau, Zinedine Zidane - filho de argelinos, e um dos maiores craques da história - Patrick Vieira, Thierry Henry, Bernard Lama e Trezeguet como descentes de estrangeiros. É claro que esse aporte de imigrantes melhorou a França ao ponto de torná-la uma das melhores seleções do mundo, status que nunca teve antes da década de 90, talvez só no tempo do Platini, que levava o time nas costas.
O time foi mal esse ano por razões puramente técnicas. A seleção francesa hoje tem bons jogadores, só que o técnico é um verdadeiro asno! Não conseguiu dar padrão de jogo para o time, que jogou a copa mal posicionado, assim como há dois anos atrás na eurocopa.