É uma ótima maneira de verificar se a iniciativa privada vai cuidar melhor da Amazônia do que o governo. Rothbard sobre preservação e ecologia diz que o governo é o maior destruidor da natureza que existe pois rios, florestas e mares são públicos há séculos e os governos do mundo inteiro tem se mostrado ineficientes em preservar essas áreas.
Precisa saber apenas quem são os grupos interessados nessa "desnacionalização". Se for as ONGs de esquerda e os grupos comprometidos com a agenda globalista estamos ferrados.
Segundo notícia d’O Globo de 01/08/2004 (pág 12 - 1º Caderno), sob o título “Projeto de Lei Prevê Privatização da Amazônia”, anuncia-se uma nova e revolucionária proposta para a exploração da Amazônia. “Elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente e que agora está sendo ajustada na Casa Civil, prevê a privatização de áreas de floresta localizadas em terras públicas, seja do governo federal, de estados ou municípios. A idéia é mapear as faixas de floresta que estejam fora de unidades de conservação e dividí-las em blocos que serão concedidos à iniciativa privada por licitação. Qualquer empresa poderá participar, inclusive as estrangeiras que têm seus braços no Brasil”.
E mais: “O Ministério do Meio Ambiente calcula que, para produzir de forma sustentável os 30 milhões de metros cúbicos de madeira consumidos anualmente na Amazônia, será preciso abrir à iniciativa privada algo em torno de 50 milhões de hectares de florestas. Ou seja, 15% de toda a região amazônica - uma área quase igual à da Bahia e maior do que os estados do Rio, São Paulo e Espírito Santo somados”.
Quem lembra do PT e a então assessora do apedeuta mundialmente endeusado por defender os processos primitivos de extração do látex, Chico Mendes, hoje Ministra do Meio Ambiente, clamando contra exatamente a mesma coisa, de que acusavam os governos anteriores? Quem lembra, mais longe ainda no tempo, quando os mesmos próceres pseudo-nacionalistas denunciavam a internacionalização da Amazônia como obra de milicos corruptos aliados a americanos espertos? Mas, segundo o Secretário Nacional de Florestas e Biodiversidade “não é privatização. Pelo contrário, é soberania total na Amazônia". Ah, bom, está explicado! Está?
Esta é outra tática leninista tão bem empregada atualmente: mudar – e até mesmo inverter - o significado das palavras com a mesma finalidade de confundir o ilustre público. Note-se que feito por outros governos é a detestada privatização; pelo PT é soberania total! Confesso que só imbecis como eu somos incapazes de atingir tão alto conceito de soberania que se define pela doação de 15% do território amazônico para as ONG’s e para as antes tão detestadas “multis” – sim, porque de doação se trata. Se o governo espera recolher 200 milhões de dólares por ano, quanto as empresas levarão? Ou quem sabe se espera que sejam tão bondosas com o dinheiro dos seus acionistas como o desgoverno petista o é com o dinheiro do contribuinte brasileiro, perdoando dívidas de ditaduras africanas e sul-americanas e financiando tiranetes de ópera bufa como Chávez, o Destemido?
Mas onde está a surpresa? Se até eu, que não sou especialista no assunto, publiquei há exatos treze meses um artigo – tão honrosamente lembrado pelo leitor Jorge Baptista Ribeiro – Lendas e Mistérios da Amazônia, onde tudo isto estava previsto? Onde se denunciava a ação das ONG’s, tendo à frente o Conselho Indigenista Missionário e as terroristas FARC, a serviço do verdadeiro movimento de globalização e internacionalização que nada tem a ver com governos americanos, os eternos acusados? Que se opõem terminantemente à efetiva ocupação militar da região sob o pretexto de “não interferir na cultura indígena local”, pois na realidade são estas unidades militares que, lutando com a falta proposital de recursos, vem fazendo o impossível para integrar os mesmos na unidade da Pátria, já contando com vários contingentes nos quais os nativos são maioria.
Mas falar de Pátria tornou-se antiquado. Já naquele artigo eu dizia que a estratégia globalista necessitava “sobrepor à noção de País – Brasil – à de Nação indígena e, ipso facto surgirem declarações de independência com a formação de território de domínio internacional, sob os auspícios da famigerada ONU” e outros organismos internacionais como a JICA - Japan Internacional Cooperation Agency. Na mesma época da publicação daquele meu artigo, a Embrapa-Acre publicava o texto JICA Procura Iniciativas Promissoras na Amazônia, no qual informa que “Os japoneses estão interessados em financiar e dar apoio técnico à iniciativas, públicas ou de organizações não-governamentais, que levem à conservação de florestas tropicais e melhoria da qualidade de vida da população amazônica”, tão comoventemente bonzinhos! Mais adiante informa que “a missão japonesa manteve encontros em vários ministérios” e estudou “sistemas agroflorestais e agroindústria de alimentos a partir do cupuaçu, pupunha e açaí” e também “oportunidades de parceria em projetos de plantas medicinais (desenvolvimento de processos e protótipos), subprodutos de castanha-do-brasil e manejo florestal (produção de sementes, estudos de novas espécies, adaptação de equipamentos e design de móveis com escala comercial)”.
Veja-se o projeto atual: “Apesar de ter como foco a extração de madeira, a proposta prevê ainda a exploração de outros bens naturais, como frutos, resinas e plantas ornamentais, por exemplo”. Preciso dizer mais? Ainda surpresos, caros leitores? Então lá vai outra pérola da época (julho/2003): “Vamos levar estas impressões para o Japão e verificar quais os melhores meios para dar apoio técnico ou financeiro às iniciativas promissoras” disse Yasuhiro Onishi, da JICA. Ao que Osmar de Barros Ribeiro comentou, à época: “Se a JICA fosse norte-americana, os nacionalistas de plantão já estariam fazendo protestos e mais protestos. Como não é, a coisa é aplaudida como benéfica à Amazônia, muito embora seja mais do que sabido que os japoneses são mestres em passar a perna nos outros. Se fizeram e fazem isso com o Primeiro Mundo, que dirá com o Brasil”.
E este é o x da questão: a estratégia leninista de acusar inexistentes projetos americanos de tomar conta da Amazônia tem funcionado tão bem que até mesmo civis e militares genuinamente nacionalistas e patriotas têm se deixado cegar pela internacionalização já em curso avançado! A cortina de fumaça leninista serve para acobertar a verdadeira e única ameaça de internacionalização, aquela comandada pela ONU, pelos liberals americanos do Partido Democrata – leia-se Carters, Clintons, Hillarys e John e Thereza Heinz Kerry – e por várias ONG’s européias entre as quais algumas financiadas pelos interesses dos grupos econômicos mais poderosos da Inglaterra, através do Príncipe Charles, como a World Wildlife e o Greenpeace [*].
Que ninguém se espante se um dos “beneméritos” da Amazônia se revelar o megainvestidor George Soros – que já conseguiu no governo FHC colocar um de seus golden boys como Presidente do Banco Central - com o seu Open Society Institute (fachada da Soros Foundation). Outros candidatos a ilustres beneméritos são a Ford Foundation, a Tactical Media Fund, o Mercy Corps International, o Peace Corps, e muitos, muitos mais!
Que não se duvide do lançamento de uma campanha internacional “pela paz”, contrária à presença militar brasileira e colombiana – do exército nacional, bem entendido, as FARC terão lugar de honra - na região, com direito a passeatas de idiotas organizadas pelo Viva Rio e até pelos arautos do orgulho gay. A expulsão dos militares, com seus conceitos “antiquados” de patriotismo e honra, será o último passo para a tomada pacífica total do território amazônico. Mas tudo isto que poucos vêm denunciando há tempos, é coisa de paranóicos que afirmam que o governo mundial que se aproxima é de extração leninista da mais pura. Ora, mas o comunismo não acabou? Não tivemos até uma Perestroika onde ficou patente a vitória do liberalismo, se até a China se torna liberal!
Termino este artigo como comecei o anterior, citando o General Michael Collins, mártir da independência irlandesa: Nosso problema não são os ingleses, mas os traidores.