Me dei conta que, enquanto os militares são demonizados, quase não se fala da Ditadura e da repressão varguista, senão para enaltecer a caterva de Prestes.
Eu não tenho a mínima idéia de quantas pessoas morreram ou desapareceram sob a Ditadura do Estado Novo. Pesquisei meus livros e não achei nada. Fui no Google, nada.
Alguém tem alguma fonte sobre mortes e desaparecimentos no Estado Novo Varguista?
SE TU NÃO ACHOU NADA NOS LIVROS DE HISTÓRIA E NO GOOGLE, A RESPOSTA JA ESTA DADA!!!!
O GOVERNO DO GRANDE GAUCHO GETÚLIO DORNELES VARGAS, QUE FOI SIM, ASSASSINADO E NÃO COMETEU SUICIDIO COMO A HISTÓRIA CONTA....FOI O ÚNICO QUE TEVE A CORAGEM DE AUMENTAR O SALÁRIO MINIMO EM 100%!!!!!
ELE SIM, VALORIZOU OS POBRES!!!!!
AGORA, NÃO SEI QUAL A TUA INTENÇÃO EM QUERER TRAZER A TONA FATOS QUE NEM APARECEM NA HISTÓRIA!!!!!
Getulio Vargas morreu (se matou) com ares de santidade, foi esperto até o fim. O suicídio o livrou do "Tribunal da História". Ele não tirou a própria vida por desilusão ou por desespero, foi um ato frio e calculado. A Carta Testamento é a prova disso.
Dizer que o suicídio dele foi uma tacada de mestre é loucura. Do jeito que ele andava o governo já estava nas mãos dos loucos, é só ver quem foi o primeiro presidente eleito. Depois dele: JK.
Enquanto vivo ele soube jogar com a política e com os brasileiros. Sinceramente, não vejo nele nenhum visionário e, para mim, não foi tão bom presidente como muitos alegam, salvo algumas exceções devidas à sua vontade "soberana". Sempre de olho na manipulação das massas.
Soube muito bem colher um pouco dos facistas, dos nazistas e dos comunistas. Beber da fonte da democracia americana nem pensar.
Foi embora na hora errada. Poderia ter ficado mais um tempinho para ver o Lacerda presidente do Brasil.
Getulio Vargas de um ponto em diante perdeu o controle da situação, fato. Um homem do tipo dele não aceitaria isso, ver sua honra ou seu caráter maculado, seu poder questionado. O suicídio era a solução perfeita, se alguém o tivesse assassinado, seria melhor ainda, como ninguém lhe fez esse favor ele meteu uma bala no coração.
É Edgard, sua busca vai ser complicada. Infelizmente a historiografia no Brasil é feita apenas por esquerdistas. E estes resolveram adotar o ditador como um sujeito progressista e modernizador.
O Atentado da Rua Toneleros foi iniciativa ou pelo menos envolvia pessoas ligadas a Vargas (membros da Guarda), sem que ele soubesse. Vargas teria dito: "Acho que estou sobre um mar de lama". A situação ficou insustentável, ele teria que renunciar para "acalmar os ânimos" da oposição, como estava velho e sua carreira política ia ter um fim melancólico, achou melhor "entrar para a História" logo de uma vez e largar a batata quente nas mãos da oposição.
Quando o povo soube de sua morte, ouve comoção violenta e histerismo. Ele devia estar a sorrir no caixão. Algo parecido, só se iria ver com a morte trágica do Airton Senna.
Por favor, evitem escrever comentários inteiros em caixa alta.
Em tempo; Getúlio Vargas foi um dos ditadores mais corruptos e sanguinários que tivemos, e foi denunciado amplamente por um verdadeiro direitista e patriota, Carlos Lacerda - que quase foi assassinado por isso.
O capanga de maior confiança de Vargas pegou um taxi no Palácio Guanabara e decarregou o seu 38 em cima do excelente jornalista e futuro governador da Guanabara. Graças a Deus ele errou.
Humilhado, desmascarado e sem ter aonde enfiar aquele cabeção, Vargas suicidou-se com um tiro no peito e, tal qual fariam os seus maiores pupilos, Lulla e Leonel Brizola, deixou um bilhente demagogo, populista e auto-enaltecedor: "Saio da vida para entrar para a História"...
Que eu saiba,foi ele que mandou matar Lampião.Rss(1938)
Dadas as circunstãncias da êpoca,Vargas foi um dos maiores presidentes que o brasil já teve.
Verdadeiro nacionalista e desenvolvimentista;Além do mais,livrou o país das garras de Prestes.
VIVA GETÚLIO,O MAIOR PRESIDENTE QUE O BRASIL JÁ TEVE.
VIVA GETÚLIO,O MAIOR PRESIDENTE QUE O BRASIL JÁ TEVE. "
Para quem gosta de assassinos, talvez.
Segundo o meu já falecido vizinho, a ditadura Vargas matou muito mais gente do que a ditadura militar - nesta última, oficialmente morreram 400 terroristas ou cúmplices de terrorismo.
O problema é que ficou impossível contabilizar os mortos da ditadura Vargas porque a repressão era muito maior do que no regime militar, por exemplo - nesta última, mesmo após o golpe de 64, o poder Judiciário permaneceu funcionando, o que deu mais garantias aos cidadãos, inclusive aos subversivos; muitos foram exilados ou exilaram-se.
Durante o Estado Novo, além de opositores também foram assassinados muitos bandidinhos comuns, com o que eu, sendo cristão, não concordo.
A tá... fascismo e nazismo agora são a mesma coisa?
eram parceiros dos sovietes até hitler atacar a união soviética, depois disso se tornaram inimigos mas são farinha do mesmo saco.
nenhuma novidade ...
Não está fácil encontrar dados sobre o número aproximado de mortos na ditadura Vragas. Sugiro que pesquise sobre os chefes da repressão do gov. Getúlio:
1 -Benjamim Vargas (irmão e um dos principais suspeitos de ter comandado o atentado da rua Toneleros, que feriu Lacerda e vitimou o major Vaz)
2- João Alberto Lins de Barros
PS: para quem se interssar, aqui tem um bom texto sobre Getúlio Vargas:
Contra isso a sociedade paulista começou a se organizar e os estudantes paulistas prepararam uma série de manifestações contra Getúlio Vargas que eclodiram pela capital paulista, em um clima crescente de revolta no dia 23 de maio daquele ano. Um grupo tentou invadir a Liga Revolucionária - organização favorável ao regime e que ficava situada nas proximidades da praça da República.
Os governistas resistiram com armas e acabaram matando os jovens:
Mário Martins de Almeida,
Euclides Miragaia,
Dráusio Marcondes de Sousa e
Antônio Camargo de Andrade.
Três se encontravam mortos ao final do confronto, o quarto morreu em virtude dos ferimentos, algum tempo depois. Um quinto ferido, o estudante Orlando de Oliveira Alvarenga, morreu cerca de três meses depois e, por este motivo, não teve seu nome associado ao movimento"
"Para Maria Luiza Tucci Carneiro, professora do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e coordenadora do Projeto Integrado Arquivo/Universidade (Proin), que há anos pesquisa documentos do Arquivo do Estado de São Paulo relacionados às atividades de repressão física e censura da Era Vargas, apesar das mudanças promovidas por seu governo na esfera econômica, predomina em Getúlio a percepção de que ele foi um ditador:
-“Existiram coisas boas em seu governo, mas acredito que o lado mal, da repressão, do Estado autoritário que perseguiu, torturou, matou e exilou, cassando direitos e censurando a liberdade de pensamento predominou”
-“Para atingir suas metas, Vargas adaptou elementos do fascismo europeu para a realidade brasileira. A Revolução de 1930 foi muito mais um golpe do que uma revolução, disfarçado de liberal.”
-“Além da perseguição aos judeus, comunistas, anarquistas, enfim, a todos que pensavam de maneira diferente, encontramos circulares secretas da época da Segunda Guerra Mundial contrárias à entrada de judeus no Brasil, em uma época em que Vargas afirmava na Liga das Nações que o País estava pronto para ajudar esses perseguidos”, diz. “Ao negar vistos de entrada, Vargas se tornou co-responsável pela morte de milhares de pessoas.”
"Publicado em: Gazeta Mercantil (Grande São Paulo) em 23 de Julho de 2000
Arquivos do Deops vão parar na Internet
Por Giuliano Guandalini - de São Paulo
Um clic no mouse será o suficiente para uma viagem aos arquivos do Deops de São Paulo, a Delegacia de Ordem Política e Social, com paradas obrigatórias na ditadura de Vargas e dos militares. São 150 mil prontuários, que desde 91 pertencem ao acervo do Arquivo do Estado, mas a colossal tarefa de pesquisar a montanha, de documentos será facilitada pela informatização do material, feita por alunos de história da USP. A partir de outubro, parte dos arquivos poderá ser acessada pela Internet. especial para Gazeta Mercantil, ver mais na página 3 INTERNET ABRE ARQUIVO DO DEOPS Estudantes de história informatizam prontuários e dossiês da delegacia de repressão Os secretos arquivos da temida Delegacia de Ordem Política e Social de São Paulo, o Deops, que permaneceram confidenciais durante 70 anos, em breve serão devassados pelo menos reservado dos meios, a Internet. São 150 mil prontuários de pessoas e instituições que estiveram sob investigação, além de 6.000 dossiês temáticos, num número por enquanto incalculável de fotos e imagens. O Deops atuou de 1924 a 83. Mas seus arquivos não podiam ser consultados até 94, quando a proibição de acesso caiu, principalmente por causa da pressão dos familiares de desaparecidos políticos. Em 91 eles foram para o Arquivo do Estado. Numa parceria que envolve alunos do Departamento de História da USP, o Arquivo do Estado e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo), todas as fichas e imagens estão sendo gitalizados. Em outubro parte desse material já estará à disposição do público. "A idéia é colocar terminais no Arquivo do Estado e no Departamento de História e tornar a consulta possível pela Internet", explica Maria Luiza Tucci Carneiro, professora de história na USP e coordenadora do projeto.
(...)
São todos documentos praticamente inéditos, uma fonte extraordinária de pesquisa", festeja a professora. Sua disciplina trata do período até 1950, sendo a era Vargas a mais fértil. O período posterior a 50 está sendo estudado paralelamente por outro grupo, com pesquisa num estágio menos adiantado. O trabalho já vem apresentando frutos. Os 16 alunos bolsistas escolhem um tema, para aprofundar a pesquisa e escrever um trabalho sobre o assunto. A série, organizada por Tucci, chama-se Inventário Deops. A primeira publicação foi um livro sobre a atuação policial contra os nazistas durante o Estado Novo. Agora acaba de sair o segundo volume da série. Os subversivos das Arcadas, de Viviane Teresinha dos Santos, que revela como funcionou a repressão aos alunos do Largo São Francisco na ditadura Vargas, ia estão prontos para sair em livro, sempre pela Imprensa Oficial do Estado, títulos que tratam dos imigrantes japoneses e da perseguição a artistas e intelectuais. "Ainda existe um mito muito grande, uma imagem positiva, em torno de Getúlio Vargas", diz Viviane, autora do livro sobre os alunos da Faculdade de Direito. "Os arquivos mostram que existia uma repressão organizada, e também uma resistência." Segundo Viviane, os alunos tinham um perfil liberal-democrático e se posicionaram contra o golpe que levou ao Estado Novo, em 37. Ela conta que até 42 a ação da polícia era apenas vigiar os estudantes. Mas, após a declaração de guerra contra os países do Eixo. a repressão toma-se violenta, com a prisão e tortura de líderes que defendiam a democracia. Hoje cursando o mestrado, Viviane já tem outro trabalho para ser publicado, Repressão à Italianità, sobre o combate aos fascistas. INTERVENTOR DE VARGAS DIRIGIU DANTE Fichas de imigrantes japoneses que foram presos acusados de falar japonês, italianos investigados por serem sócios do Palestra Itália, uma lista de livros proibidos por serem considerados subversivos, entre eles vários de histórias infantis de Monteiro Lobato
(...)
Vargas, antes de mais nada, foi o pai do populismo no Brasil, criando essa CLT que mais atrapalha do que ajuda e iniciando o fortalecimento das estatizações brasileiras. Bela merda.
E foi um caudilho sem proporções no RS. É obrigação de cada gaúcho saber disso em vez de "arrotar" superficialidades sobre esse ditador.
Há, ainda, aquele livro de David Nasser "Falta alguém em Nuremberg" sobre as torturas políticas da polícia de Filinto Müller.
Vargas enfrentou duas insurreições (a intentona de 35 e o putsch integralista de 38), além da Revolução Constitucionalista de 32. É incrível que haja tão pouco sobre o aspecto repressivo destes episódios, ainda mais num tempo em que não existia "direitso humanos" etc.