02 de fevereiro de 2007 - 12:58
Problemas no NYT provam a crise dos jornais diante da web
Jornal anunciou em editorial que sofreu um prejuízo trimestral de US$ 648 milhões
EFE
WASHINGTON - Que a imprensa americana está em baixa e procura um novo modelo de negócios não é novidade, mas quando o editorial do New York Times anuncia um prejuízo trimestral de US$ 648 milhões é hora de levar o assunto a sério.
Os números publicados esta semana não refletem exatamente a má situação do tradicional jornal nova-iorquino, mas sim de dois outros títulos adquiridos pelo grupo, o Boston Globe e o Worchester Telegram & Gazette, cujos valores cairam 60%.
A queda nos ativos forçaram a empresa que edita o Times a assumir uma perda extraordinária de US$ 814,4 milhões.
A notícia foi recebida como uma autêntica tragédia no Globe, que lembra hoje com nostalgia os momentos de glória que conquistaram seis prêmios Pulitzer (o Oscar do jornalismo) em 11 anos.
A culpa, como todos sabem, é da incapacidade dos jornais para ganhar dinheiro com a internet e reverter a queda nas receitas publicitárias de suas edições impressas. O cenário pressiona as empresas, que acabam cortando grande parte de suas equipes.
Essa queda livre retrata, segundo Scott Bosley, diretor-executivo da Sociedade Americana de Editores de Jornais, a dolorosa transição atravessada pela imprensa tradicional tanto nos Estados Unidos quanto em muitos países europeus.
Problemas no NYT provam a crise dos jornais diante da web
Jornal anunciou em editorial que sofreu um prejuízo trimestral de US$ 648 milhões
EFE
WASHINGTON - Que a imprensa americana está em baixa e procura um novo modelo de negócios não é novidade, mas quando o editorial do New York Times anuncia um prejuízo trimestral de US$ 648 milhões é hora de levar o assunto a sério.
Os números publicados esta semana não refletem exatamente a má situação do tradicional jornal nova-iorquino, mas sim de dois outros títulos adquiridos pelo grupo, o Boston Globe e o Worchester Telegram & Gazette, cujos valores cairam 60%.
A queda nos ativos forçaram a empresa que edita o Times a assumir uma perda extraordinária de US$ 814,4 milhões.
A notícia foi recebida como uma autêntica tragédia no Globe, que lembra hoje com nostalgia os momentos de glória que conquistaram seis prêmios Pulitzer (o Oscar do jornalismo) em 11 anos.
A culpa, como todos sabem, é da incapacidade dos jornais para ganhar dinheiro com a internet e reverter a queda nas receitas publicitárias de suas edições impressas. O cenário pressiona as empresas, que acabam cortando grande parte de suas equipes.
Essa queda livre retrata, segundo Scott Bosley, diretor-executivo da Sociedade Americana de Editores de Jornais, a dolorosa transição atravessada pela imprensa tradicional tanto nos Estados Unidos quanto em muitos países europeus.