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A marca da maldade

Iniciado por gabriel_8 em 22/07/2010 · 2 mensagens

gabriel_8#1
Quando o mitômano iletrado se acha capaz de comentar economia, quando o fora-da-lei se acha capaz de elucidar os meandros de um processo eleitoral democrático, quando o gabola, amigo das tiranias mundo a fora se acha capaz de costurar a paz mundial, concluímos que entender o Brasil se limita a frase erroneamente atribuída a Charles de Gaulle: O Brasil não é um país sério. Na minha frente – aba aberta e minimizada ao lado do Word – tenho a entrevista de Lula ao Jornal da Record. Divida em três blocos pelo jornalismo faceiro do Edir, a entrevista só pode ser encarada como mais um dos expedientes de humor involuntário do falso esquerdista. Lula sempre deixa suas pérolas.
Perguntado se reconhecia a ajuda para o “sucesso” da era Lula no bom caminho trilhado por FHC, Lula, respondeu que “todo mundo fez um pouco nesse país.” A partir dessa afirmação, sempre que o poste errático durante a campanha chorar suas pitangas de tortura e luta pela democracia (sic) no período da ditadura será bom lembra - lá que seu inventor vê méritos nos governos de Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo. Eu também os vejo, a despeito dos comunistas mortos, a despeito da falta de liberdade. É bom que o poste aprenda rápido essa lição...

E Lula continuou a entrevista com aquele ar de mais malandro que a própria malandragem, dando aula de como deve se comportar um verdadeiro democrata. Falando do governo FHC, deu a mão à palmatória ao reconhecer que falava mal da URV e do Plano Real, e emendou desafiando o intelecto e a atenção dos telespectadores ao discorrer sobre o suicídio político de FHC. Lula falou de uma tese (??) da reeleição. Com maioria na Câmara e no Senado durante seus dois mandatos, Lula, não alterou a Emenda Reeleição. Explique-me o porquê, Mister Lula?
gabriel_8#2
Adiante, falou da na não alteração do cambio, em 1998 por FHC, seu inimigo visceral, aquela altura candidato a reeleição. Lula: E este que vos fala, não deixará de tomar nenhuma medida, por mais que ela seja dura pra mim mesmo, por causa de uma eleição. Que mentira! E o caso de Cesare Battisti? A entrevistadora não lembrou o Presidente. Devia de ser o combinado. Uma crosta de cinismo esta instalada no Palácio do Planalto!
Até quando?

A baboseira continuou com a admoestação do empresariado. Lula: Algum empresário já ganhou o tanto de dinheiro que ele está ganhando agora? A pergunta é boa. Lulinha, você já ganhou o tanto de dinheiro que você ganha agora?
Seguindo, Lula se emocionou e derramou lagrimas – o que é diferente de chorar – ao falar de um empréstimo do BNDES a uma cooperativa de catadores de papel. Naquele momento, Lula me lembrou Hank Quinlan, o detetive renomado e corrupto, interpretado magistralmente por Orson Welles no filme que dá nome a esse texto. Graças a Welles, Hank Quinlan é o vilão da história de quem se tem pena no final do filme. Era um sujeito trágico consumido por si mesmo na crença de poder mais do que de fato podia. Há o limite da lei; e há o limite da capacitação intelectual capaz de traduzir sinapses. O Brasil de Lula não tem nada disso. No máximo, tem a indicação de seu líder, não para o Oscar e sim para o festival de Havana. Pode ser que nesse caso tenha mais sorte que os dissidentes cubanos que Quinlan despreza, insulta e ignora.

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