Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Abortistas indignados com a Globo (PQP)

Iniciado por giovanni_3 em 04/08/2010 · 29 mensagens

giovanni_3#1
É “fantástico” como a Rede Globo, ao longo dos últimos anos, tem cumprido um papel de afirmar e incrementar visões conservadoras na sociedade brasileira de forma geral, e de reafirmar a ideia do aborto como assassinato, em particular. As novelas da Globo têm sido o principal instrumento para veicular esta visão de aborto como crime e taxar as mulheres que o praticam de assassinas.

Não bastasse, esta emissora tem também assumido um papel policialesco, ao produzir reportagens para criminalizar e denunciar o aborto clandestino. Não podemos esquecer que o estouro de uma clínica no Mato Grosso do Sul, no final de 2007, que resultou na exposição pública do nome de dez mil mulheres e na condenação de trabalhadoras e de mulheres que fizeram aborto, foi desencadeada a partir da ação desta emissora, após denúncia feita contra a clínica.

A partir deste episódio, tem se desenvolvido no Brasil uma ação sem precedentes de criminalização do aborto. Inclusive com a proposta de uma CPI do aborto, contra a qual os movimentos têm lutado. Sabemos que a Rede Globo não está sozinha. Ela se articula com o setores mais conservadores da sociedade, que reúne parlamentares e igreja católica, com o intuito de retroceder nos poucos avanços que as mulheres conquistaram na área dos direitos reprodutivos.
Neste domingo, 1º de agosto, o programa Fantástico fez uma reportagem no mínimo revoltante. Em uma ação policialesca, entrou em clinicas clandestinas de Salvador, Belém e Rio de Janeiro para denunciar o aborto clandestino. Como sempre, foram expostas as mulheres pobres e as clínicas que atendem mulheres pobres, marcando assim o caráter de classe da criminalização do aborto. Por que não mostrou as clínicas em que as artistas e celebridades da Globo fazem abortos? Por que não mostrou os médicos as atendem? Ficou claro as mulheres ricas e as artistas da globo ficam preservadas, pois para elas o aborto não é problema, e nem é feito nestas clínicas.
giovanni_3#2
Esta atuação da Globo somente reforça a já emblemática situação de criminalização instaurada no país. Sabemos que o aumento da repressão empurra as mulheres pobres para práticas de aborto cada vez mais inseguras, condenando-as a correr graves riscos para suas vidas, e para sua saúde física e psíquica. Além de não contribuir para reduzir este grave problema de saúde pública, alem de demarcar o lugar de subordinação das mulheres, já que elas não têm o direito de decidir sobre seus corpos e suas vidas.

É preciso lembrar sempre que são as mulheres pobres, negras e jovens, do campo e da periferia das cidades, as que mais sofrem com a criminalização. São elas que recorrem à clínicas clandestinas e a outros meios precários e inseguros, uma vez que não podem pagar pelo serviço clandestino na rede privada, que cobra altíssimos preços, nem podem viajar para países onde o aborto é legalizado, opções seguras para as mulheres ricas.

Diante de tudo isso, nós, mulheres da Marcha Mundial, vimos a público repudiar esta ação criminosa da Rede Globo contra as mulheres pobres que praticam aborto. Ao invés de punição, nós propomos para o Brasil uma política pública integral de saúde que auxilie mulheres e homens a adotarem um comportamento preventivo, que promova de forma universal o acesso a todos os meios de proteção à saúde, concepção e anticoncepção, sem coerção e com respeito. Somente a legalizaçao do aborto no Brasil é capaz de reverter a situação dramática da clandestinidade do aborto, que mata, humilha e pune as mulheres que ousam decidir por suas vidas.

Fazemos coro com os movimentos que lutam pela democratização dos meios de comunicação para dar um basta nesta postura criminosa, reacionária e autoritária da Rede Globo.

Fora Rede Globo! Basta de violência contra a mulher!

Pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto!

Marcha Mundial das Mulheres
giovanni_3#3
http://contramachismo.wordpress.com/2010/08/03/mocao…rto/#respond

É a tática petista: aparelha a imprensa e depois a ataca dizendo que está muito conservadora!
PQP!
giovanni_3#4
Não conseguem nem disfarçar o totalitarismo! Usam e abusam a droga da Globo, mas o que querem mesmo é ter o dito "controle social" sobre a imprensa!
leonardo_2#5
Parabéns à Globo pela ótima reportagem . Fiquei com nojo da cara de pau daqueles carniceiros que prestaram juramento para salvar vidas e ganham dinheiro matando inocentes . Cadeia nesses putos!
christian#6
"Marcha Mundial das Mulheres" é dose. O nome já diz tudo.
giovanni_3#7
A parte que mostra que é feito ilegalmente É OBRIGAÇÃO do jornalismo, que é informar sobre o que acontece.
Mas ao mesmo tempo quer mostrar que é um problema de saúde pública, portanto deve-se legalizar o aborto.
alex#8
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-fanta…s-fabulosos/
Por.
Reinaldo Azevedo

O Fantástico e o aborto: assim não, companheiros! Ou: não se compensa penúria ética de uma tese com números fabulosos

A propósito do post acima: o Fantástico levou ontem ao ar uma longa reportagem que fez a defesa sub-reptícia da legalização do aborto, embora não se tenha tocado nessa expressão em nenhum momento. Escolheu-se o chamado método do terrorismo didático: convencer pelo horror. Câmeras escondidas flagraram clínicas clandestinas e carniceiros variados para evidenciar que, proibido embora — exceto em caso de estupro e risco de morte da mãe —, o aborto é feito à larga. O corolário restou subjacente: se é assim, a proibição é uma hipocrisia e se legalize de vez a prática para preservar a saúde das mulheres. A tese é ruim. Que outras ilegalidades deveriam ser tornadas legais já que a gente não pode mesmo coibi-las totalmente? Levada a tese ao limite, em vez de combater os criminosos, as sociedades deveriam legalizar o crime. Tudo seria da lei. Voltaríamos ao estado da natureza. E deixo de barato que a defesa da “saúde da mulher” ignore, no caso, a vida do feto.
alex#9
Uma tese ruim irrita, sim. Mas o mais constrangedor da reportagem, depois do método didático-terrorista, é a manipulação desajeitada de supostas estatísticas ou pesquisas, o que levou o site do Fantástico a cravar em seu site, na manchete: “Uma em cada cinco mulheres já fizeram aborto no Brasil”. De onde saiu tal formulação?

De uma pesquisa realizada por um grupo da UnB. Com voz muito pausada, sílabas escandidas de indignação cívico-militante, óculos que anunciam “sou uma pensadora”, a antropóloga Débora Diniz explica o que segue (leiam com atenção):
“A pesquisa nacional de aborto, cobriu todo o Brasil urbano, que são as capitais, e as grandes cidades, ou seja, ficou de fora o Brasil rural, porque não podíamos incluir mulheres analfabetas. As pesquisadoras entraram na casa das mulheres, com uma urna secreta, as mulheres de 18 a 39 anos, elas recebiam uma cédula que constava de cinco perguntas, e uma delas é, ‘você já fez aborto?’. O que nós sabemos é que uma mulher em cada cinco, aos 40 anos, fez aborto. Significam 5 milhões e 300 mil mulheres em algum momento da vida, já fizeram aborto. Metade delas usou medicamento, nós não sabemos que medicamento é esse; a outra metade precisou ficar internada pra finalizar o aborto. O que isso significa? Um tremendo impacto na saúde pública brasileira. Quem é essa mulher que faz aborto? Ela é a mulher típica brasileira. Não há nada de particular na mulher que faz aborto”.
alex#10
É evidente que se trata de um discurso em favor da legalização do aborto. Ocorre que a fala da antropóloga é um queijo suíço, que só convence os incautos:
1 - Qual é a cientificidade de sua amostragem?
2 - Qual é o tamanho da amostra?:
3 - Quer dizer que “todo o Brasil urbano são as capitais e as grandes cidades”? Quem disse? Segundo qual ciência?
4 - Todas as mulheres do campo são analfabetas?
5 - Se a antropóloga confessa que o Brasil rural ficou fora da “pesquisa”, então é mentira que uma em cada cinco mulheres já fez aborto. Como posso afirmar isso? Ora, é ela quem afirma quando confessa que sua amostra não representa o Brasil.
6 - Se o mal enxergado pela intelectual da voz pausada é o impacto na saúde pública, seria menor tal impacto no caso da legalização? Um aborto legal dispensa a curetagem ou a sucção?
7 - O que a doutora Débora entende por “mulher típica brasileira”? Ainda que fosse verdadeiro o chute de que uma em cada cinco mulheres entre 18 e 39 anos já fez aborto, isso significaria, então, 20% do total. Com a devida vênia, doutora, a “mulher típica” é aquela dos 80% que não fizeram, certo? Por mais que a senhora tente transformar o aborto numa banalidade como “me passa o açúcar”, ele continua, até na sua pesquisa, uma exceção.

Defender a morte de um feto é difícil, reconheça-se. Por isso essa gente gosta tanto de estatísticas e números. Um dado fornecido por uma pesquisa do Instituto do Coração, da USP, foi considerado “espantoso” pelo Fantástico:
“Entre 1995 e 2007, a curetagem depois do procedimento de aborto foi a cirurgia mais realizada pelo SUS: 3,1 milhões de registros”.
alex#11
Querem ver como, às vezes, falta ao editor ou puxar as orelhas dos repórteres ou usar calculadora que faça apenas as quatro operações (já nem digo ler o conjunto da obra em busca de incongruências)? 3,1 milhões de curetagens em 13 anos dão uma média de 238.461 procedimentos por ano. Atenção! Perguntem a especialistas da área e eles lhes dirão: 25% das gestações resultam em abortos espontâneos. Nascem, por ano, no Brasil, mais ou menos 2,8 milhões de crianças.

Vamos supor, meus caros, só para efeitos de pensamento, que não houvesse um só aborto provocado no Brasil: aqueles 2,8 milhões seriam apenas 75% das gestações — ao todo, elas somariam 3,73 milhões. REITERO: VAMOS FAZER DE CONTA QUE NÃO EXISTEM ABORTOS PROVOCADOS. Ora, só os abortos espontâneos chegariam, então, a 930 mil por ano. Como INEXISTE NOTIFICAÇÃO NOS HOSPITAIS PARA DISTINGUIR CURETAGEM DECORRENTE DE ABORTO ESPONTÂNEO DE CURETAGEM DECORRENTE DE ABORTO PROVOCADO, chega-se à conclusão de que os quase 240 mil procedimentos são um número “espantoso”, sim, Fantástico: ESPANTOSAMENTE BAIXO!
leonardo_2#12
Concordo com vc . Existe mesmo essa sutileza abortista por trás da reportagem .
giovanni_3#13
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL16…+BRASIL.html

A reportagem está aqui. Aos 12min e 28s, aparece o prédio em Salvador e, por coincidência, tem uma placa do que parece ser o escritório do PSOL.
giovanni_3#14
O melhor é a professora da UnB dizer que a típica mulher brasileira aborta.
Se 80% nunca abortou, então essas que são as típicas mulheres brasileiras!
rafael_29#15
Ow, ñ podemos esquecer do pseudo 'médico sanitarista' dr. Drauzio 'aborteiro' Varella.

Consultor para assuntos de 'saúde' do tele-jornalismo da 'grobo'.
luizleone#16
em nenhum momento a put,volta e meia em,ria da reportagem falou do altíssimo (quase 100%) risco de vida para os bebês que foram assassinados pelos aborteiros e pelas "mães"
priscila#17
Quase? É 100% mesmo, não escapa UM!

O imbecil brasiliensis considera a redegrobo "de direita" como considera a Veja "de direita"- e se bobear de "extrema direita". Nào dá nem pra dizer nada, honestamente. É tanta estupidez, mas é TANTA estupidez, que eu desanimo, palavra de honra... Agora mais essa: a redegrobo, "conservadora"... Só a tabefe, mesmo!

E pior do que a "Marcha de Mulheres" é aquela bagaça chamada "Católicas pelo direito de decidir". AQquilo realmente é o FIM, um bando de excomungadas cínicas e assassinas e ainda com o desforo de se auto-denominar "católicas"- vê se pode uma coisa dessas!
ari_orkut#18
Orgulho da Globo?

Reforçaram a imagem do aborto como prática corriqueira.
Deram nome de veneno pra abortar.

Vocês acharam boa a reportagem? Por favor.
giovanni_3#19
Boa no sentido de mostrar a realidade dos abortos clandestinos.
O problema é o viés que colocam, querendo justificar como sendo um problema de saúde pública. Na verdade, é um problema de segurança pública com tantos homicídios de bebês.
Com esse estado de bem-estar (ineficiente ainda por cima) e a fertilidade caindo, será uma calamidade demográfica em 50 anos.
ayrton#20
Eu sugiro que em vez de mandarem tomar caju - o que seria bem apropriado, porém impordutivo -, confrontem a(s) autora (s) do texto com a REALIDADE; essa (s) senhora(s) acha (m) muito natural matar fetos!!!!

Humlhem-na (s), buscando ao invés de ofensas, apenas a verdade dos fatos:

http://contramachismo.wordpress.com/2010/08/03/mocao…rto/#respond
giovanni_3#21
Há uma constitucionalista paulista, Maria Garcia, professora da PUC-SP, que defende que ao invés de cadeia, quem abortar vá prestar serviço em creches e hospitais.
O médico que praticar o aborto vai para a cadeia, mas a mulher não.
Pessoalmente, acho que seria o melhor.
augusto_2#22
não vejo o Fantástico, mas pela chamada o que percebi foi o mesmo do Reinaldo Azevedo, usaram imagens chocantes para mostrar que clínicas ilegais prejudicam a mulher, quando sabemos que as legais também...

já no texto do abortista, ele cita negro e pobre como vítimas, será que sabe que nos Estados Unidos o aborto é usado como método de eugenia, justamente para eliminar esses grupos além de latinos e outros estrangeiros?!...

e essa defesa da mulher, alguém defende as meninas abortadas, maioria da China, e as mulheres que são obrigadas por parceiros e parentes como tem na Rússia?!...

destaco também o trecho que citam Marcha Mundial, pelo menos reconhecem a quem são seus interesses...

e quando dizem sociedade conservadora, querem dizer o povo brasileiro, que não se deixa levar por opiniões de outros...
rafael_2#23
É preciso lembrar sempre que são as mulheres pobres, negras e jovens, do campo e da periferia das cidades, as que mais sofrem com a criminalização

Em dialética isto deveria se chamar argumento fecalis

Se estas mesmas mulheres "pobres, negras e jovens" fizerem aborto, então serão justamente crianças pobres e negras que serão trucidadas. Logo, a prática do aborto, ao contrário de ser uma proteção para este grupo, será exatamente a maior agressão a ele, já que negros e pobres serão exterminados no útero.
marcio_5#24
Quem faz aborto ou pratica fora das determinações legais previstas no código penal tem que ir em cana!!!!!
charles#25
Se as mulheres não abortassem elas não correriam risco algum, qual o risco de vida de uma gravidez? São poucos os casos legítimos em que a vida da mulher e a do feto estão ambos em risco.

Correr perigo de morte no ato do crime todo traficante corre...
almircastro#26
Quem é a favor do aborto!!!. São as pessoas dissimuladas que não gosta de assumir as suas responsabilidades!!! aborto é a mesma coisa que decretar pena de morte para um inocente=indefeso!!!! é coisa de covarde!!! que coisa triste!!!
felipe_5#27
se a globo faz é ser anti-conservadora,anti-cristã, gayzista e abortiva(trata aborto como problema de saúde pública é dose)mais tb ser tão sanguinária e anti-cristã e anti-principio bíblicos como as feministas ai já é demais.
giovanni_3#28
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/abort…eliminar.pdf

Tá aqui a merda do dito "estudo" feito por esses vermes abortistas.

É incrível como são burros! Eles fazem um texto de mais de 300 páginas, que qualquer pessoa, sadia mentalmente, é capaz de refutar em 20 min, com uma calculadora em mãos, sem cobrar um tostão!

Alguém me responde, por favor! O que é pior: termos pessoas tão burras ocupando cargos em universidades ou o governo financiar um porcaria dessas?
giovanni_3#29
Da página 68 à 315, são só referências bibliográficas.

Fazem um "mega-estudo" e não escrevem 50 páginas se levar em conta as refer. bibliográficas citadas nas primeiras 68 páginas.

Tudo bem que a causa deles é ruim e sem justificativa, mas é muita incompetência!
Viva a intelligentzia brasileira.

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